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Apesar de mulheres e homens disputarem os mesmos torneios nas mesas de poker, a igualdade entre gêneros está longe de ser a mesma. Modalidade das cartas mais praticada do mundo todo, nos torneios profissionais geralmente os homens ocupam 90% dos assentos. Mas e as brasileiras no poker?

As mulheres que se destacam no nível mundial têm um peso enorme na tentativa de mudança desse cenário e no Brasil há algumas que se destacam de maneira impressionante no nível profissional. Abaixo, separamos algumas das melhores brasileiras no poker que conseguem brilhar Brasil afora e que ajudam diretamente na inclusão maior do gênero feminino nesse esporte da mente.

As melhores brasileiras no poker

1. Vivian Saliba

Brasileiras no poker - Vivian

Conhecida como “Vivi”, a representante do Estado de São Paulo tem uma carreira impressionante no cenário mundial. Em 2017, ela teve um grande desempenho no World Series of Poker que a projetou internacionalmente.

Já veterana nas mesas de poker, Saliba começou a praticar com frequência em torneios profissionais em 2014 e de lá pra cá acumula ótimos momentos. Ela, que largou o emprego que tinha para se dedicar exclusivamente a essa modalidade, chegou a disputar torneios na Espanha, República Tcheca, Estados Unidos, Uruguai, Bélgica e outros países.

Com sucesso nacional, em 2015 Saliba se tornou a primeira mulher a vencer o ranking geral da modalidade de Omaha no Campeonato Paulista.

Ela também é figurinha carimbada nos torneios Ladies, que são exclusivos apenas às mulheres e que são importantes para fomentar o crescimento do poker feminino. “O Ladies junta todas as mulheres que gostam do esporte e participam”, afirmou Saliba em entrevista ao site Superpoker.

Quanto ao crescimento do poker entre as mulheres, Saliba diz que é preciso fidelizar o esporte no âmbito feminino e assim tornar as jogadoras recreativas em profissionais.

2. Dayane Kotoviezy

Brasileiras no poker - Dayane

Um pouco mais veterana do que Saliba, Dayane Kotoviezy, também conhecida como “Day”, já está nas mesas de poker de torneios profissionais desde o início da década.

De Curitiba, ela é uma das principais competidoras em torneio Ladies e já venceu uma etapa dele no Campeonato Brasileiro de Poker (BSOP). Neste ano, Kotoviezy foi uma das melhores do Brasil durante o partypoker MILLIONS South America disputado no Rio de Janeiro e ficou com a 11ª colocação de um evento com mais de 430 participantes.

Um dos motivos que tornam Kotoviezy tão especial no poker é que ela consegue se destacar tanto no ao vivo quanto no online e a jogadora de Curitiba já tem um grande currículo.

Além de ser uma inspiração para qualquer tipo de competidor, Kotoviezy mantém uma vida saudável fora das mesas. Adepta ao Yoga, a jogadora também realiza vários treinos físicos durante a semana para manter a melhor forma possível.

3. Caroline Dupre

Brasileiras no poker - Caroline

Outra veterana das mesas, Caroline joga profissionalmente há muitos anos e começou a se destacar em 2013, quando iniciou sua trajetória de destaque nos torneios do Campeonato Brasileiro.
Já em 2014, a competidora venceu uma etapa do Campeonato Brasileiro que contou com mais de 245 participantes. No ano passado, Caroline foi a vencedora do evento Ladies no World Series of Poker Internacional Circuit realizado no Rio de Janeiro.

Ainda neste ano, Caroline já conquistou um torneio do Kings Series of Poker (KSOP), que é o segundo maior circuito de poker do país.

“O poker feminino tem evoluído demais. Cada vez mais há jogadoras jogando e obtendo bons resultados. No Brasil, há muitas mulheres que estão procurando coach e querendo subir. Não tem mais esse lance de preconceito contra as mulheres nas mesas. Nos Estados Unidos talvez sim, mas no Brasil já está bem tranquilo”, afirmou Caroline em entrevista ao Superpoker.

4. Milena Magrini

Brasileiras no poker - Milena

Parceira de Milena nas mesas de poker, Milena é outra paulista que tem o poker como paixão e leva essa modalidade como profissão. Também experiente nas mesas, neste ano ela conseguiu um dos melhores resultados de toda sua carreira ao ficar em terceiro no evento principal do Aconcagua Million Madrid — um dos maiores torneios da Espanha.

“Ainda não caiu minha ficha direto que eu conquistei o maior prêmio de uma brasileira na história do poker! Ainda estou anestesiada, porém muito feliz e grata por ter a oportunidade de jogar um evento desse porte”, afirmou Milena após o feito.

Assim como Kotoviezy, ela tem muita sabedoria no que diz respeito ao poker online. Nas mesas digitais, ela é conhecida como “mimagrini” e já teve bons resultados ao longo de uma carreira que já dura mais de cinco anos.

Iniciativas que ajudam a fomentar o poker entre as mulheres no Brasil

Como Caroline disse, o Brasil está progredindo no que diz respeito ao poker feminino e a Confederação Brasileira de Texas Hold’em (CBTH) tem realizado algumas medidas importantes para tal.
Todos os anos é disputado o Campeonato Brasileiro de Poker por Equipes (CBPE), torneio que reúne os Estados em uma disputa coletiva. Nesse evento que é tão importante para a fomentação do poker nacional, é obrigatório cada Estado contar com pelo menos uma mulher.

No ano passado, por exemplo, Dayane foi convocada para representar a seleção do Paraná — que foi a grande campeã do torneio.

Além disso, os circuitos do KSOP e BSOP contam com competições Ladies que são formadas apenas por mulheres que ajudam a divulgar a impulsionar a prática do poker.

Com exemplos como Milena, Caroline, Vivian e Dayane, o poker brasileiro entre as mulheres está em boas mãos. A inclusão cada vez maior do gênero feminino nos torneios profissionais e novas medidas inclusivas serão importantíssimas para diminuir o domínio masculino nos principais torneios do mundo.

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