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Antes de iniciar de fato a nossa conversa sobre baixa autoestima, gostaria de usar esse texto para dizer que eu passei muuuuito tempo sem aparecer por aqui. Tenho um total de 12 textos que comecei nesses quase 3 anos sumida e não consegui concluir. Passei por turbulências na vida que tiraram totalmente a minha vontade e inspiração pra escrever, me culpei em muitos momentos por não ter mais coragem de dar as caras aqui.

MAS EU VOLTEI! E voltei pra ficar!

Estou muito feliz e entusiasmada por ter tido força de vontade e coragem de reaparecer, porque esse cantinho é para ajudar mulheres, mas, para mim, também é uma forma de autoajuda. A vida ainda continua conturbada e difícil, não pensem que descobri a formula da felicidade… Só descobri como lidar melhor com os problemas. Maturidade? Talvez. Mas enfim, nada melhor do que voltar pra cá falando sobre um dos assuntos mais complicados na minha vida, esse negócio que tem o poder de nos elevar e nos massacrar e que, ironicamente, é controlado por nós mesmas: a autoestima.

Falar sobre autoestima feminina quando se está em uma fase com a própria autoestima no chão não é tarefa fácil. Mas, como já deixei claro aqui no meu perfil, eu tenho uma autoestima bem oscilante e, por mais que eu tenha meus momentos de desdenho total, eu conheço e reconheço meu valor. Portanto, minhas lindas, esse vai ser um texto daqueles estilo Faça o Que Eu Digo Mas Não Faça o Que Eu Estou Fazendo >HOJE<.

A baixa autoestima feminina

Fico incomodada em perceber que muitas pessoas acreditam que sofrer de baixa autoestima envolve apenas problemas em aceitar as nossas características físicas, sendo que não é bem por aí. Quando nos encontramos nessa situação, muitas coisas internas são alteradas. Perdemos a confiança em nós mesmas, temos medo de ser rejeitadas, podemos apresentar timidez em excesso, tendemos a procrastinar como forma de evitar enfrentar situações que julgamos não sermos capazes de resolver, temos o hábito de se comparar aos outros, nos sentimos incapazes de fazer das tarefas simples às mais complexas, nos sentimos com a obrigação de sermos perfeccionistas o tempo todo, temos uma dificuldade enorme em reconhecer nossas próprias conquistas e acabamos desdenhando das conquistas e qualidades que os outros reconhecem em nós. Tudo isso forma uma baixa autoestima, o que quer dizer que até mesmo pessoas dentro do padrão e beleza podem sofrer desse mal.

E então, agora vocês podem me perguntar: então como eu vou me livrar desse embuste que é a baixa autoestima?

E eu te respondo: não vai. Pelo menos não tão fácil quanto você pensa. Mas não tem porque se desesperar! A autoaceitação é um caminho longo, cheio de obstáculos e é uma luta diária. Então, a dica que eu te dou é: aceite seus momentos bons e ruins, entenda que todos eles são importantes e, mesmo nos ruins, acredite numa melhora. É muito complicado dar o primeiro passo, eu sei. É difícil parar de se autossabotar e dar uma chance de reconhecer as qualidades que os outros enxergam em você, mas eu posso afirmar com convicção que você consegue!

Como eu disse anteriormente, tenho uma autoestima bem oscilante, mas já fui dona de uma autoestima baixíssima e apenas baixíssima. Hoje eu ainda tenho meus momentos ruins, tenho os dias que não quero nem olhar no espelho e que só consigo exaltar meus defeitos, mas esses não são mais meus únicos dias. Tenho aqueles dias bons, que eu acordo e enxergo no espelho o mulherão da porra que sou, aceito meus defeitos e tento mudá-los, e não deixo de reconhecer minhas qualidades. Dias e dias, mores, a vida é assim. Esse clichê todo mundo conhece.

Outra coisa importantíssima é entender que PRECISAMOS nos cercar de pessoas que sejam luz e não sombra. Como assim? Eu explico.

Existe uma teoria que eu já vi muitos especialistas citarem em seus discursos que diz que nós somos o reflexo das 5 pessoas que mais convivemos na nossa vida. Vocês tem noção do quanto isso é importante? E agora eu pergunto pra vocês: quem rodeia a tua vida? Essas pessoas te levam para baixo ou te elevam?

Uma das coisas mais importantes que eu tive nessa caminhada de aceitação e aumento da minha autoestima foi a ajuda dos meus familiares e amigos. Sem sombra de dúvidas eu não teria chegado até aqui sem eles. Eu já passei por relacionamentos abusivos, aceitei humilhações e passei por momentos constrangedores vindo de pessoas que eu permiti entrarem no meu convívio, pessoas-sombra. Sombra porque a minha relação com elas se baseava nelas repetindo inúmeras vezes os meus defeitos (ou o que eles consideravam ser defeitos), me chamando para fazer coisas que eu não gostava e fazendo chantagem psicológica se eu negava, pessoas que queriam me ver estagnada na vida porque assim era mais fácil me manter por perto e ter algum tipo de controle sobre mim. Mas, com o tempo e em todas essas situações, eu entendi o que estava acontecendo e decidi que não queria mais aquelas pessoas na minha vida.

O momento de se desvincular de alguém que te faz mal é muito complicado.

Quando estamos nessa situação e temos o fantasma da baixa autoestima nos rodeando, acabamos acreditando que temos o que merecemos dos outros. Mas a realidade é que se te faz mal, você não pode e não deve aceitar. Eu sei, é complicado. Eu juro que entendo você. Você pode demorar para conseguir tomar uma atitude e, quando tomar, é provável que se arrependa mais de uma vez. É possível que você pense em recair, ir atrás, pedir perdão. Mas você vai fazer isso por que? Pedir perdão por ter decidido acabar uma relação (seja amorosa, seja amizade) que te fazia mal? Seja forte! Aceite sua tristeza, viva ela e entenda que esse momento vai passar aos poucos e, por mais difícil que seja, quando passar você perceberá que valeu a pena e vai ver o tamanho do peso que saiu das suas costas.

Agora vamos falar da melhor parte: as pessoas-luz.

Quando estamos em estado de baixa autoestima, tendemos a afastar de nós ou não acreditar naqueles que nos incentivam a ter boas iniciativas, nos elogiam e nos enaltecem. Pura bobeira nossa, né? Eu entendo que fazemos isso porque não acreditamos ou não conseguimos enxergar aquilo que essas pessoas falam, entretanto, o primeiro passo é aceitar, pelo menos, que AQUELAS PESSOAS enxergam aquilo que falam.

Não precisamos concordar com tudo, mas podemos aceitar que outras pessoas enxergam características boas na gente. Quando aprendemos a fazer isso, damos espaço à nossa mente trabalhar e tentar enxergar tais características e, pasmem, com o tempo até nós mesmas passamos a enxergar essas coisas boas! Parece maravilhoso, né? E é! Então que tal começar a praticar? Vamos juntas.

Sabem, meninas, ser mulher na nossa sociedade não é tarefa fácil. Nós temos que conviver com o machismo que engloba uma série de problemas para as nossas vidas. Objetificação do nosso corpo, exigência de um padrão de beleza que a maioria de nós não tem a possibilidade de se encaixar, obrigação de agir de acordo com o que os homens julgam como correto para sermos bem vistas “pela sociedade”, julgamento constante sobre nossas características, disputa inconsciente entre nós mesmas, enfim, uma série de problemas que regem nossa existência pelo simples fato de termos nascido do gênero feminino.

Mas nós precisamos entender que não precisamos da aprovação de ninguém além de nós mesmas para agirmos, somos lindas e capazes do jeito que somos! A nossa maior arma contra os padrões machistas impostos a nós é o autoconhecimento, porque assim temos a possibilidade de deixar emergir as nossas qualidades, superar os defeitos superáveis, aceitar os defeitos insuperáveis e fazer, dentro das NOSSAS próprias limitações, aquilo que almejamos e queremos!

Não existe quebra de padrão mais bonita do que uma mulher que se conhece a ponto de se amar.

Então, mulher maravilhosa que está lendo isso, se ame! Tire um tempo para conhecer mais o seu interior, se necessário procure ajuda para saber que caminho deve seguir e entenda que ninguém, NINGUÉM, N I N G U É M pode te fazer feliz além de você mesma. Você já é um ser completo, então não aceite pessoas que querem te preencher, se cerque daqueles que vem para somar!

Agora, para terminar, quero deixar aqui uma missão para todas as mulheres que estão lendo esse texto: Todos os dias, ao acordar, vá até o espelho e diga: eu sou linda, eu sou capaz, eu sou forte e eu vou conseguir dar o meu melhor nesse dia!

Não se decepcione com você mesma se não conseguir dar o seu melhor, não se culpe por esquecer de fazer isso um dia, tá tudo bem. Tropeços são normais, mas vamos combinar aqui que toda vez que a gente tropeçar, vamos ficar lá embaixo só até pegarmos fôlego para subir novamente. A maior revolução que precisamos fazer para mudarmos a maneira que somos tratadas na sociedade é a revolução do nosso pensamento. Juntas conseguiremos! Ah, e sabe aquilo que disse lá no início de estar com a autoestima no chão? Escrever esse texto me remeteu tantas coisas boas sobre mim que estou me sentindo muito melhor. Amém, Superela.

Imagem: Unsplash

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