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O Burnout como é comumente tratado, foi descoberto em 1974 pelo médico americano Freudenberger que se caracteriza como estresse crônico provocado pelas condições de trabalho, seja ele por pressões físicas, psicológicas ou emocionais que intensificados a um nível muito alto pode mudar a vida de alguém drasticamente. Os principais sintomas são o isolamento, ausências no trabalho, lapsos de memória, ansiedade, depressão, sentimento de insatisfação, pessimismo, baixa autoestima e mudanças de humor que podem acarretar em problemas mentais e de saúde física como, dores de cabeça, enxaqueca, cansaço, pressão alta, insônia, crises de asma e crises de pânico.

Conversamos com a executiva de marketing, Cláudia Campos que viveu o burnout há dois anos:

“Foi a situação mais próxima da morte que passei ao longo da vida, dois anos em um estado parecido com o coma, pois mesmo conversando e interagindo com as pessoas eu funcionava no automático, totalmente anestesiada.”

A doença se manifesta de forma silenciosa, muitas pessoas só a descobrem após uma crise que precisa de afastamento ou tratamento, mesmo ela se manifestando com doenças menores que diminuem a qualidade de vida, onde pode ser muitas vezes confundido com o quadro do stress.

Claudia se lembra do seu pico que foi onde descobriram o burnout:

“Era para fazer um check-up na empresa pois havia três meses que eu ficava doente quase todo o dia e sentia um desconforto imenso, porém não deu tempo, no dia seguinte que passei no médico desmaiei na empresa.”

O que acontece em muitos casos. Segundo a Isma (International Stress Menagement Association) a doença afeta cerca de 30 milhões de trabalhadores brasileiros que só a descobrem após estarem em estado avançado.

Por que o Burnout é considerado uma doença silenciosa?

Quando o burnout começa a ser desenvolvido ele dá sinais, porém sempre associado a saúde física, onde vários tratamentos são tentados sem solução, pois quando você sente uma dor de cabeça você procura um Neurologista e não um psiquiatra. Isso faz com que a doença vá se arrastando e progredindo. Para mudar esses quadros o Ministério da Saúde em 2019 registrou o Burnout como doença trabalhista com direito a afastamento, o que é um alívio para quem descobriu a doença e mesmo assim precisa se sustentar no dia a dia.

Em um ranking com os oito países que mais registram os casos de burnout, os brasileiros ganham de chineses e americanos, só ficando atrás dos japoneses, com 70% da população atingida. Policiais, professores, jornalistas, médicos e enfermeiros estão entre as profissões mais afetadas pela pane física e mental.

O tratamento da síndrome é feito basicamente com psicoterapia, mas também pode envolver medicamentos (antidepressivos e/ou ansiolíticos), começando a fazer efeito em média após três meses de começo do processo, podendo variar por cada caso. Porém é muito importante o paciente mudar as condições de trabalho, hábitos e estilo de vida. Uma boa alimentação, atividades físicas regulares e momentos de lazer ajudam para que o sistema nervoso não se sobrecarregue com cobranças, fazendo com que cada um consiga absorver todos os resultados. No entanto, alguns casos são mais extremos e a autocobrança para atingir os resultados da empresa é tão grande que a pessoa sempre que é submetida a um ambiente de trabalho vive a crise. E mesmo após o tratamento, se os sintomas persistirem, o INSS dá o direito a aposentadoria por invalidez, porém não é fácil comprovar casos deste tipo.

O melhor a se fazer é prevenir. Use estratégias de controle da mente: defina pequenos objetivos na vida pessoal e profissional, não os deixando acumular, cada vez que cumprir um objetivo, saboreie a vitória e vá crescendo gradualmente.

Participe de atividades com amigos e família para fugir da rotina e não se sentir realizada apenas do trabalho. Se cobre menos! Estipule metas por dia (metas que possam ser realizadas em 24h) e estando no trabalho foque nele, em casa, pense na sua vida pessoal apenas.

São pequenas medidas que podem mudar o destino de quem identifica o Burnout, não é um processo fácil, porém tudo com equilíbrio dá certo. E caso precise, procure um profissional para auxiliá-la nessas questões, eles vão saber como te direcionar e vão entender o que você está sentindo e a melhor forma de resolver esses problemas internos.

Imagem: Unsplash

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