Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










O que você procura?

Viver o presente! Propósito! Meditação! Escutar a voz interna! Essas afirmações tiravam meu sono e algumas vezes me geraram frustração!

Cheguei acreditar que não era para mim e que aceitar a vida do jeito que me foi apesentada há muitos anos atrás, seria mais fácil e menos dolorido.

Em minha jornada de autoconhecimento, que ainda continua, passei por alguns momentos desgastantes. Senti raiva, tristeza, medo e até mesmo cheguei a pensar que não era para mim, que eu deveria aceitar as coisas como são e “engolir o choro” (lembro disso quando criança).

Já na fase adulta: Vamos! Vamos! Resultado a entregar, chefe para aturar, crianças para cuidar, contas a pagar…

Mas hoje sou grata por não ter desistido de investir em me conhecer melhor!

Mesmo assim, desvendar os meus medos e a acreditar no que meu coração está pulsando, é um processo contínuo! Pois bastou eu vacilar, eu deixo as atribulações do dia a dia, o calor da profissão ou da exaustão, calar o pulsar do meu coração.

Mas eu reparei que após a correria, depois que a poeira baixava, as contas do mês já tinham sido pagas e ou os problemas com a família resolvidos. Lá estava eu investigando o pulsar do meu coração. De forma mais carinhosa dava a atenção ao coração para trazer suas considerações.

Ficava em silêncio, geralmente no final da noite quando todos já estavam acomodados e eu me permitia entrar num local dentro de mim calmo, tranquilo, seguro e que eu nem sei ao certo como cheguei neste lugar.

Rompi o meu preconceito em relação a meditação e fui atrás de mais informação.

Faz 10 anos que iniciei o processo de meditar, sem regras ou cobrança, através do silêncio me ancoro neste espaço seguro dentro de mim, onde me permito me observar de forma tranquila quando necessário, ou simplesmente me contemplo dentro deste espaço dando espaço para o novo. Às vezes numa ida ao banheiro, me conecto neste espaço sagrado para mim, fico alguns segundos ou minutos, para dar uma recarregada no meu dia.

Outras frases que tinham impacto para mim: Viva o presente! Esteja presente! Faça com presença! Essas afirmações eram de cair meu queixo.

Eu com meu jeito controlador e “racional” queria entender a correlação do planejamento, plano estratégico da minha vida, plano orçamentário das minha contas com este VIVER O PRESENTE!

Quanto mais eu controlava tudo, buscando todos caminhos, planos “A”, “B” e “C”, métodos, buscando todos os controles possíveis e imaginários, menos eu vivia o presente. Então a vida promoveu um baque! Foi neste “trauma”, uma pausa forçada que me permitir vivenciar viver o presente.

Aos poucos fui encontrando um pouco mais de equilíbrio entre essas situações, não sou fera ainda mas estou me aperfeiçoando.

Percebi que viver o presente, primeiramente é se posicionar e em seguida é contemplar a jornada que chegará num futuro. É vivenciar algo legal, bonito, prazeroso todos os dias!

Não estou falando que todos os dias serão maravilhosos, sem stress ou preocupações, mas todos os dias têm que ter algo que lhe traga gratidão.

Agora quando me pego incomodada com algo ou situação, logo pergunto: isso está acontecendo agora, neste exato momento ou é algo que estou sofrendo pelo futuro?

Fabíola, qual é o seu propósito?

A primeira vez que escutei isso eu fiquei estática. Como assim eu não sabia algo tão importante sobre mim mesma?

Por muitos anos eu corri atrás desta descoberta, o meu caminhar nesta busca, fez com que cada vez mais me envolvesse em temas de autoconhecimento, seja por cursos, formações, vivencias, leitura e assim vai.

Mas fiquei de cara com o meu propósito no momento certo: quando relaxei e deixei fluir. Hoje posso falar que não se trata de descobrir e sim identificar!

Se tem algo que acho valioso e fundamental sobre a identificação do proposito é ter consciência do que se busca. Não é “descobrir” por “descobrir” e tampouco esperar algo em troca quando se encontra, ou melhor, se identifica.

O propósito é importante na jornada do autoconhecimento, mas o que ele pode fazer por nós após esta identificação é muito mais valioso. Ele passa a ser uma ferramenta balizadora de tudo que nos envolve na vida. Eu desejo do fundo do coração esta experiência para todos os seres humanos.

Foi durante este caminhar que fiquei cara a cara com diversos itens importantes em nossas vida, que as vezes deixei de lado, como: medo, culpa, vergonha, merecimento, entre outros. Nesta jornada do propósito, que passei a criar novos “relacionamentos” com esses sentimentos e muita compreensão pela vida e por todas as pessoas que me relaciono.

Estar cara a cara com o medo é transformador, deixei de tratá-lo de forma “ocasional” ou ameaçadora. Ou seja, não adiantava eu ignorar o medo ou entrar em atrito constante com o mesmo, eu precisei traze-lo para o meu dia a dia de forma revigorante e positiva.

Encontrar o propósito me deu subsidio para lidar com o medo de tal forma que ele passou ser um aliado do dia a dia que me respeita e eu o respeito. Você já parou para pensar que sem o medo não saberia o que é coragem? Qual foi o último ato de coragem seu que se recorda? Qual o seu maior medo?

Essas perguntas são inspiradoras para iniciar grandes descobertas sobre o propósito.

largar tudo

Aproveite muito este caminhar e procure se divertir com as descobertas, num determinado momento o desvendando passa a ser muito mais legal que o desvendar!

Imagem: Unsplash

@ load more