Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










O que você procura?

Meu ofício me consome, preciso cumprir a cartilha social, mesmo que eu deteste a vida que levo, o mais importante é “ser alguém” e nesse quesito é fácil porque crescemos com as instruções explicadinhas, não é necessário gastar energia com essa história de pertencimento.

Trabalho foi feito para que o adulto se sustente, se você gosta do que faz – massa! – se não gosta, tem que aturar porque você precisa se sustentar e alcançar status. A admiração social vem através do 2°.

o que voce deseja

“Ei, olha pra o seu tamanho, você tem que se cuidar”

Escutando isso eu penso: preciso cuidar da minha dieta, estou gorda demais, os donos da minha saúde estão preocupados com os tecidos adiposos que teimam em se proliferar no meu entorno abdominal, e não só nele.

Olha pra fulana como está linda magra. Então, para manter o meu status eu “cuido da minha saúde” e perco peso.

– Emagreceu muito, está cadavérica.

– Só pode estar doente.

Ninguém nunca está satisfeito com a NOSSA vida. Por que meu Deus?

O mundo SEMPRE foi doido, ninguém nunca teve liberdade de viver o que gosta. O ser humano precisa de regras senão ultrapassa todos os limites. Que limites? Ninguém sabe.

O que causa estranhamento em alguns é super normal a outros. Esse é o termo, viver na normalidade é teoricamente mais fácil, não é preciso tanto gasto de energia para pensar no próximo passo, ele já foi escrito, basta seguir a cartilha.

O que interessa é aprender a se encaixar, “ser normal”, chamar o mínimo de atenção possível para as nossas necessidades. Nos apresentar sempre de acordo com os ditames da ordem imposta por não sei quem.

Ter um comportamento que não choque, opiniões mudas, que planem para bem longe e os planos continuem intactos porque a vida deve ser cartesiana, não cíclica.

Desde cedo somos ensinadas a ser fortes por dentro, como bem diz Provérbios 14:1:

A mulher sábia edifica o seu lar

E mostrar uma fragilidade débil por fora, crescemos assim, com essa dualidade tosca, sem sentido, que mais atormenta do que aconchega e vamos vivendo como dá.

É isso mesmo que queremos?

pele sem manchas

Então vamos medir a todas por uma única régua e não se importar se isso traz sentimentos que machucam e traumatizam quando nos encolhemos para caber em formas socialmente aceitáveis?

NÃO, o nosso nosso grito de liberdade vem se espalhando ao longo das últimas décadas, não vamos calar a nossa voz para essa patologia da normalidade e “fazer bonito” a quem quer que seja.

Somos menos respeitadas que merecemos, mas mais fortes do que imaginamos. Vamos expandir as nossas mentes na direção do auto acolhimento.

O nosso útero representa força, abrigo, respeito. Descobriremos que JUNTAS, somos essa MULHER TODA.

Se cada uma fizer a sua parte, o nosso direito enquanto mulher estará garantido e a normose a qual somos submetidas na cartilha social estará cada vez mais distante do que um dia ousaremos ser: livres.

Imagem: Unsplash

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