Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










O que você procura?

Esses dias, uma amiga de curta data (Ssim, porque afinidade não se explica, né? Não tem hora ou lugar; simplesmente acontece. Aconteceu com a gente!), envolvida com minhas resenhas e confabulações escritas, me disse que eu deveria escrever sobre festa. Nesse caso, desenvolver um texto cujo tema central seria festar, festejar, celebrar a vida. Gosto de um desafio. Aliás, confesso que ouvir a expressão “Duvido” me causa efeitos colaterais, quase ao estilo “Dr. Jackyll and Mr. Hyde” (ou “O médico e o monstro”). Já fui a praia de meia e chinelo, após ouvir alguém duvidar que o faria. Mas esse é outro assunto.

O fato é que me intriguei com a proposta e passei a pensar sobre isso. O problema se dividia em duas partes: 1) Eu escrevo sobre vida, cotidiano, coisas que todo passa ou já passou e, por isso, muita gente se identifica; 2) minha vida é um marasmo (entenda: AMO minha vida e não a troco por nada. Mas ela não tem nada de agitada, de badalada, etc. Sou quase um eremita, embora goste muito de pessoas).

Bom, o desafio estava colocado e me peguei pensando sobre minha fase mais terrível na vida, para me inspirar e lembrei que, nessa época, o que eu fazia de mais ousado era ir ao teatro sozinha, tomar café na região do Baixo Augusta e voltar pra casa até a meia noite. Não falava com ninguém, além do bilheteiro do teatro e do balconista do café. Ia e voltava de metrô, num ato de quase rebeldia, só pra ficar analisando os tipos que circulam pela cidade aos finais de semana, de transporte público.

celebrar a vida 1
Embora isso tenha mudado um pouco, no último ano e meio, ainda sou bastante isolada. Lembro que na última vez que cheguei em casa com o sol nascendo, ainda estava no primeiro ano da faculdade, em meados de 2004. Sempre me dei bem com esse silêncio, essa calmaria. Perfis introvertidos são assim mesmo. Ela (a amiga), por outro lado, é do agito, da noite. Aliás, ela é de todas as horas! Com ela, não tem lugar, não tem horário. É daquelas que vê, em tudo e com todos ao redor, a oportunidade de celebrar a vida. E me deu essa sugestão em plena comemoração do meu aniversário.

E mesmo sendo esse oposto de mim, admiro muito sua forma de encarar a vida. Às vezes, até penso de onde vem tanta disposição. Foi quando caiu a ficha: isso que ela faz é celebrar a vida; não importa onde ou como, só quando: a todo momento!

De forma diferente, mas não menos certa ou verdadeira, as pessoas (eu mesma, por exemplo) estão celebrando suas vidas em suas atividades mais prazerosas e libertadoras: indo ao teatro, fazendo viagens de retiro, jantando em família, correndo no parque, tomando café com os amigos, escrevendo para um site.

Você pode celebrar a vida de diversas formas!

celebrar a vida 2

Então, não importa o seu formato ou conceito de celebração, de comemoração, o importante, o que vale mesmo, é festejar, todo dia, sua vida. Seja sozinho, com poucas ou muitas pessoas, faça a SUA festa; faça da vida uma festa, sem hora para acabar. E os motivos pra celebrar a vida, nem preciso dizer, né? Cada qual com os seus e todos indiscutivelmente justos. Estar vivo já é motivo mais que suficiente. E com o novo ano, temos mais 365 oportunidades de festejar, comemorar! Que tal celebrar todos elas?

Imagem: Pinterest

@ load more