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Vamos começar o papo de um jeito diferente hoje? Com uma história? Bom, Maria estava animada para ir à loja de brinquedos, afinal, sempre que sua mãe falava em sair, mesmo ela ainda não distinguindo bem os lugares, a animação surgia. Ao chegar, deu de cara com um brinquedo curioso, que vinha acompanhado com um carro que fazia seus olhos brilharem de tão vivo que era aquele vermelho. Ela ouviu um menino ao lado dizendo que saia água se apertasse tal botão. Nossa, que maravilha, ela já tinha feito a sua escolha!

Sua mãe, por sua vez, estava do outro lado da loja, vendo preços de cozinhas e bonecas que tinha certeza que chamariam a atenção da filha. Ela não estava errada, afinal, Maria estava encantada com tudo, mas nada a fazia parar de falar do tal “brinquedo do carro vermelho que sai água”. Sua mãe, com a maior naturalidade, falou que era de menino e perguntou se Maria não queria algo de “mocinha”.

Se você tivesse que responder para Maria o que são coisas de mocinha, o que você diria?

coisas de meninas

Imagem: Dika Araújo

Que são os itens rosinhas ou bonecas e itens de brincar de “casinha”? Parece uma história boba, totalmente banal, que acontece corriqueiramente e não tem malefício algum. Só que, sem dúvidas, não é só na hora dos brinquedos que Maria, assim como boa parte das crianças, são submetidas à divisão de menino x menina.

Desde o começo, muitas crianças têm essa diferença implementada em seu dia a dia. Desde a hora de suas escolhas de roupas, brinquedos, desenhos, lancheiras, até mesmo quando é necessário repreender algum comportamento. Quem nunca ouviu a expressão “que coisa feia, um homenzinho desses chorando”? Ou “isso não é brincadeira de mocinha”?

As influências estão por todo lado, não só na família como também na televisão. Se me permitem contar uma história pessoal, já vi até mesmo pessoas se negando a comprar um produto com tampa rosa para um bebê, que era idêntico ao de tampa azul, que no caso, estava em falta na loja. Vale observar que os questionamentos em relação ao amadurecimento também costumam carregar distinções, que têm raízes profundas desde a época de escolher brinquedos, roupas e tudo mais que foi citado anteriormente. Não é diferente na idade adulta, nem mesmo na velhice, nunca é.

Coisas de meninos x coisas de meninas é algo que nos persegue, talvez até mesmo dentro de nós.

Sabemos bem que essa discussão toda vai longe, não é? Envolve preferências, identidade, preconceitos, machismo, aprendizados e muito mais. Só que, como podemos evoluir e ter um senso crítico melhor quando se trata dessas questões?

A mudança começa em nós mesmos, em observar mais, refletir mais e quebrar mais correntes. Enquanto bebês e boa parte das crianças têm escolhas tomadas por seus responsáveis. Enquanto adolescentes e adultos, é preciso lembrar que os ensinamentos terão peso e o ciclo se repetirá, influenciando sempre em nossa realidade ou nas próximas gerações.

Até qual ponto é possível ir? O que exatamente seriam coisas de homem e coisas de mulher?

coisas de menina

Imagem: freepik

É um assunto a se pensar. Eu, pelo menos, tenho pensado e quis jogar essa reflexão para vocês também, sem deixar nenhuma verdade como absoluta, apenas uma brecha para pensarmos no histórico que as coisas de meninos x coisas de meninas carregam.

São só cores de decoração e produtos? São só brinquedos? Desenhos, roupas? Em o que você acredita? Isso está separado de tudo o que ocorreu historicamente? A desigualdade gritante entre homens e mulheres? Direito de voto, voz e trabalho? Pense no impacto que pequenas ações geram na nossa sociedade.

Imagem: Reprodução/Youtube


E o que vocês responderiam a essa pergunta aqui abaixo, feita por uma de nossas usuárias do Clube Superela?

 

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