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Essa semana Juliana Alves precisou usar o seu Instagram para responder algumas críticas que recebeu. Um mês depois do nascimento da filha, Yolanda, ela foi para o ensaio da Unidos da Tijuca, com a bebê a tiracolo. A criança, claro, ficou com o marido em um lugar mais silencioso, e Juliana passou meia hora na festa antes de voltar para a família.

Algumas pessoas acreditam que foi irresponsável da parte dela ir para a festa tão pouco tempo depois do nascimento da bebê, e tantas outras pensaram o mesmo de ela ter levado a criança recém-nascida para um ensaio de escola de samba. Porém, parece que as pessoas ainda têm uma dificuldade em entender que uma mulher com filhos tem o direito de ter uma vida normal – e seguir com os seus compromissos pessoais e profissionais depois do parto.

E a gente diz isso, principalmente, porque é comum as pessoas acreditarem que ser mãe deve ser a prioridade número 1 de uma mulher e que a criação dos filhos é uma responsabilidade única e exclusiva dela. Só que não. Isso é colocar uma pressão e tanto nas mulheres e tirar a responsabilidade dos homens nessa tarefa.

Por isso, decidimos mostrar aqui algumas coisas que a mulher com filhos pode, sim, fazer, sem ser julgadas pelas suas escolhas:

1.Namorar

Se a mulher que tem um filho é solteira, ela está no seu direito de namorar tanto quanto qualquer outra pessoa. Ter uma criança não significa que ela está proibida de ter uma vida sexual ativa – ah, e o termo correto é mãe solo e não mãe solteira, ok? Maternidade não tem nada a ver com estado civil, mas é comum as mulheres solteiras que são mães serem julgadas duplamente: primeiro por não serem casadas e segundo por saírem com outras pessoas que não o pai da criança.

2.Viajar

Taís Araújo já falou sobre isso antes, mas a mulher que tem filhos pode, sim, viajar sem levar as crianças com ela. Ela está no seu direito de aproveitar alguns dias longe da rotina, recuperar as energias e cuidar de si – além de aproveitar as amigas, claro.

3.Trabalhar

Toda mulher tem o direito de trabalhar, se quiser, mas as pessoas ainda acreditam que as mães devem colocar os filhos como prioridade e deixar a carreira de lado – não à toa, muitas empresas tem problemas em contratar mulheres porque elas engravidam. É óbvio que um filho vai exigir uma mudança na rotina dos pais, mas isso não significa que tornar-se mãe automaticamente acaba com a ambição profissional de uma mulher.

4.Sair para uma festa

Sair só com as amigas para o happy hour ou para uma festinha está permitido, ok? Todo mundo tem o direito de se divertir.

5.Usar roupa curta ou decotada

O tamanho da saia de uma mulher não determina se ela é uma boa mãe ou não. Ninguém tem o direito de julgar o que uma mulher veste ou deixa de vestir e o fato de ela usar roupas curtas não significa que ela é uma péssima mãe para os seus filhos.

6.Ter o cabelo colorido ou uma tatuagem (ou os dois)

É mais ou menos a mesma coisa que o ponto anterior: a aparência de uma mulher e o que ela decide fazer com o seu corpo em nada tem a ver com a sua capacidade de educar uma criança.

Ah, é sempre bom lembrar que não estamos falando aqui sobre o onda do child free e das pessoas que estão criando uma aversão a ver crianças em ambientes sociais. Estamos falando sobre a liberdade de uma mulher de ter uma vida própria mesmo quando é mãe, porque a criação de um bebê não é uma responsabilidade exclusivamente materna.

Diminuir uma mulher apenas à sua função como mãe é frustrante e cria uma pressão irreal para que elas alcancem um padrão do que é ser mãe que não é saudável para ninguém. Mulheres com filhos tem o direito de sair, descansar, aproveitar uma viagem, fazer uma especialização profissional… Enfim, tudo o que as outras pessoas fazem também.

Foto: Reprodução / Gilmore Girls

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