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Inúmeros estudos feitos ao redor do mundo apontam que ter um problema de saúde mental aumenta sua chance de solidão. Ao mesmo tempo, sentir-se solitário também pode ter um impacto negativo na sua saúde mental.

Ou seja, é como se um alimentasse o outro. É por isso que devemos prestar atenção aos sinais da solidão.  

Porém, cada um de nós lida com a solidão à sua maneira. Por exemplo, embora a maioria das pessoas precise de algum tipo de contato social para manter sua saúde mental, todos têm necessidades sociais diferentes.

De modo que você pode ser alguém que se sinta satisfeito de ter apenas alguns amigos mais próximos, ou você pode precisar de um grande grupo de conhecidos para não se sentir só, sem que isso impacte negativamente na sua saúde mental. 

Continue a leitura e entenda de que forma ser ou estar solitária pode interferir na sua rotina e desencadear problemas emocionais e vice-versa. 

Como a solidão afeta a sua saúde mental 

Como mencionado no início do texto, a solidão pode influenciar nossa saúde mental de várias maneiras. Veja de que formas isso pode ocorrer:  

A solidão pode levar à depressão

Segundo a psiquiatra Nancy Donovan, a solidão pode ser um fator de risco para o desenvolvimento da depressão. Ela analisou grupos populacionais de adultos de meia-idade e idosos, e descobriu que níveis mais altos de solidão estavam associados aos sintomas da depressão.

Assim, quanto mais solitárias essas pessoas estavam, mais deprimidas se encontravam também. 

A interação com outras pessoas pode ser dificultada

Aqueles que relatam maior sentimento de solidão também percebem as situações sociais como mais ameaçadoras.

Embora isso possa parecer estranho, esse é um fenômeno social que tem suas raízes na evolução.

Dessa forma, o professor John Cacioppo explica que a solidão aumenta a importância da interação social. Isso ocorre porque ela nos motiva a “consertar ou substituir conexões que sentimos estarem ameaçadas”.  Isso torna as pessoas solitárias muito mais sensíveis à informação social, sejam elas boas ou ruins. 

Além disso, ele explica que, graças ao nosso processo evolutivo, os humanos frequentemente têm medo de se conectar com alguém que pode tornar-se um inimigo.

Assim, o professor conclui que um  mecanismo neural faz com que aqueles que se encontram em solidão se aproximem de situações sociais com dúvida, medo ou mais receio do que os demais. 

Lidar com o estresse se torna mais difícil

Assumir o estresse cotidiano sozinho pode ser mais prejudicial à sua saúde do que lidar com o problema tendo ajuda de outras pessoas. Isso porque o apoio social é capaz de otimizar uma resposta neuroquímica que fornece resiliência ao estresse. 

Não é muito difícil de compreender essa situação, já que é natural do ser humano procurar outro semelhante para desabafar, conversar sobre suas preocupações e assim aliviá-las. 

Além disso, indivíduos que convivem com a solidão relatam níveis mais altos de estresse, mesmo quando expostos aos mesmos fatores que as pessoas não solitárias, até mesmo quando estão relaxando. 

Os hábitos alimentares tendem a sofrer alterações

Muitas características da solidão se relacionam a vários tipos diferentes de transtornos alimentares, como anorexia, bulimia e transtorno da compulsão alimentar periódica. Portanto, a solidão pode ser um fator no ganho de peso ou perda de peso.

De acordo com um estudo de 2012, focado na associação entre transtornos alimentares e solidão, constatou-se que aqueles que ganham peso quase sempre usam a comida como uma forma de amortecer os sentimentos de solidão que estão sentindo. Como se preenchessem o vazio social com a comida em excesso. 

A solidão pode levar a mais comportamentos não saudáveis

Ter relacionamentos positivos em sua vida pode motivá-lo a se envolver em comportamentos mais saudáveis, como comer melhor, dormir o suficiente, fazer exercícios e ir ao médico quando necessário.

Um estudo de 2010, que analisou os laços sociais e sua ligação com o comportamento de saúde, descobriu que os relacionamentos podem influenciar o comportamento de maneiras positivas e negativas.

Esse estudo aponta que o casamento, por exemplo, está associado a uma probabilidade reduzida de se engajar em comportamentos de risco, como fumar, consumir drogas e beber em excesso.

Da mesma forma que entre aqueles que são casados, ​​também foram encontradas menores taxas de mortalidade, algo atribuído a hábitos mais saudáveis dessas pessoas que não convivem com a solidão. 

Isso também ocorre entre as pessoas que têm um companheiro de quarto, parceiro ou filhos. Ou seja, partilham de algum círculo social. Esses indivíduos são menos propensos a se envolver em abuso de substâncias, por exemplo. 

Aqui está o alerta para as pessoas solitárias, já que quem não partilha de laços sociais pode ser mais propenso a recorrer a comportamentos de risco. 

Como combater a solidão? 

Para algumas pessoas, apesar do sofrimento que a solidão pode trazer, socializar não é uma tarefa fácil. Pensando nisso, trazemos algumas dicas de como levar uma vida menos solitária e mais feliz. 

1. Use as redes sociais a seu favor

Nas redes sociais podemos controlar nossa interação com os demais, e esse controle pode ser importante se você tem dificuldades de socializar pessoalmente. 

2. Comece um curso ou se voluntarie em alguma causa em que acredita 

Atividades em grupo unem pessoas naturalmente. Assim, quando você menos perceber, estará em um círculo social no qual a interação lhe parecerá algo espontâneo. 

3. Se reconecte com antigos amigos e colegas 

A vida segue seu curso e, muitas vezes, perdemos contato com ex-colegas de trabalho ou de faculdade, por exemplo. 

Então, se há alguém de que sente saudade da companhia, por que não incluir essa pessoa novamente na sua vida? Faça contato, mande mensagem, reaproxime-se dos seus amigos e das pessoas queridas.

4. Visite seus familiares com mais frequência 

Deixe de adiar a visita aos seus pais, irmãos ou outros familiares. Fale com eles mesmo que seja pela internet, marque de visitá-los e realmente vá, ainda que a ansiedade social lhe diga o contrário. 

Lembre-se que, em menor ou maior intensidade, todos nós precisamos de vínculos afetivos. 

5. Adote um animal de estimação 

Adotar um novo companheiro pode ser também uma boa saída para levar a vida com menos solidão. 

O ato de adotar um bichinho só lhe trará benefícios: você se sentirá responsável por um ser vivo, ao mesmo tempo em que esse lhe será eternamente grato pela chance de uma nova vida. E esses são elementos suficientes para que vocês cultivem uma amizade duradoura, não é mesmo? 

De qualquer forma, respeite o seu tempo e não se pressione para ser mais sociável do dia para a noite. Por isso, nada de se comparar aos outros, pois cada um de nós é um universo único cheio de particularidades que merecem atenção e importância sem igual.

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