Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










O que você procura?

Não é de hoje que a palavra Empatia vem sendo muito citada nos mais diversos níveis das relações interpessoais. Seja para atender bem um cliente, se comunicar com outras mães na escola do seu filho ou socializar em uma festa de família, essa atitude sempre cai bem e pode ser considerada uma das mais importantes regras de etiqueta da convivência social.

Segundo o Dicionário Michaelis , Empatia é a “Habilidade de imaginar-se no lugar de outra pessoa” e a “Compreensão dos sentimentos, desejos, ideias e ações de outrem.”

Mas e na prática, como tangibilizar esta tal de empatia?

Existe alguma forma de despertá-la dentro de nós? Mais importante que isso: é possível cultivar esta característica de modo a se tornar um hábito em nossa rotina social?

Como profissional de desenvolvimento humano, não é difícil imaginar que eu tenho que praticar a Empatia diariamente, pois lido com pessoas completamente diferentes de mim e parte do meu trabalho é me colocar na pele delas para conduzir o processo de desenvolvimento de uma forma única para cada cliente. Inclusive, a Empatia foi um dos primeiros pontos estudados em minha formação de coaching.

Para que possamos começar a entender como é possível praticá-la, é preciso considerar duas premissas básicas do ser humano:

  • Todas as pessoas fazem o seu melhor a cada momento

Sim. Mesmo aquelas pessoas de quem você não gosta, que julga ter um comportamento inadequado. Afinal, elas estão fazendo o melhor que podem!

Se a Empatia é o ato de se colocar no lugar do outro, então podemos ter a certeza de que, assim como temos convicção de que sempre fazemos nosso melhor, mesmo quando erramos e desagradamos alguém, então os outros também estão o tempo todo dando o melhor deles mesmos.

  • Todas as pessoas estão em busca da felicidade

A felicidade ter um significado diferente para cada indivíduo. Porém, independente da forma como a felicidade se materializa para cada um – seja através da carreira, da família, do conhecimento – cada ser humano busca, em última instância, a mesma coisa. Mesmo que de formas distintas.

Estas afirmações, por si só, podem parecer desconectadas da Empatia. Contudo, presumo que, se ao nos relacionarmos com QUALQUER pessoa de nosso núcleo social, considerarmos estas duas verdades, nosso convívio pode se tornar mais leve, mais agradável e prazeroso para os dois lados.

Um bom momento para exercitar isso é quando aquilo que outra pessoa lhe fez não te agradou.

Pode ser seu chefe que não lhe deu o reconhecimento que esperava. Ou o presente que ganhou no seu aniversário e não gostou. Ou ainda o abraço que esperava no final do dia e acabou não recebendo.

Nestas ocasiões, é fácil entrarmos no piloto automático e nos frustramos. Achamos que o outro deveria ter adivinhado qual era nossa expectativa. Até mesmo pensamos que aquilo que recebemos era menos do que merecíamos.

Ao praticar a Empatia em seu sentido literal, a primeira coisa a fazer é se colocar no lugar do outro. Essa pode se tornar uma tarefa mais fácil quando entendemos o que motiva as pessoas (felicidade) e quais as limitações que elas possuem (estão sempre fazendo o melhor que podem). Quando você entende estes dois pontos essenciais do ser humano, fica mais simples entender algumas atitudes das outras pessoas. Afinal, sabemos que o princípio e o fim são os mesmos que o seus.

E então você começa a enxergar que a forma como te tratam diz mais sobre o outro do que sobre você mesmo e vice-versa.

E então, aquela famosa afirmação de que “todos estão conectados” passa a ter fundamento, se considerarmos que todos almejam ser felizes em última instância e que cada ser humano está no limite da sua capacidade – embora esta sempre possa ser desenvolvida, aprimorada e ampliada individualmente, cada um no seu tempo e ritmo apropriado.

Esta é uma das muitas formas de ampliar sua visão de mundo e se tornar mais consciente sobre o ambiente em que vivemos. É uma mudança interna que com certeza lhe trará frutos no ambiente externo.

Que tal colocar à prova esta teoria toda?

Você pode começar agora mesmo, com a pessoa que estiver mais próxima de você neste momento. Afinal, torço para que empatia gere Empatia, tornando-se assim, uma epidemia do bem!

Imagem: pinterest


E o que vocês responderiam a essa pergunta aqui abaixo, feita por uma de nossas usuárias do Clube Superela?

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