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Depois de trabalhar um tempo com terapia tântrica e transtornos da sexualidade a gente se acostuma a ouvir algumas frases. Frases que se repetem em determinados estereótipos, em determinados padrões que desencadeiam certos comportamentos. Uma queixa muito comum quando a sexualidade da mulher começa a se transformar, é a sensação de se sentir presa ou travada no momento de vivenciar o seu sexo. “Sinto como se fosse um bloqueio”, elas dizem com certa frequência, quase sempre levando as mãos em direção ao peito. Como se o bloqueio, inclusive, estivesse ali.

E isso acontece independentemente do grau de satisfação que a mulher consiga atingir na sua vida sexual; é um relato que vem tanto das mulheres anorgásticas quanto daquelas que experienciam o orgasmo com uma certa frequência: essa sensação de que existe algo dentro do corpo que reprime o potencial da sua experiência.

E claro, consequentemente, a mulher se sente menos entregue, muitas vezes menos presente e fica com uma grande sensação de que algo deve estar muito errado dentro do seu corpo.

Para abrir os olhos da mulherada, precisamos ir um pouco além das dicas e macetes que sempre ajudam, e entender um pouco a fisiologia de uma resposta sexual saudável

O sexo saudável

Existem alguns modelos teóricos de respostas sexuais saudáveis e, muito embora encontremos diferenças, basicamente encontramos as mesmas etapas: desejo, excitação, platô, orgasmo e relaxamento.

Para que esse ciclo se complete e tenhamos a descarga bioelétrica do orgasmo e o relaxamento neuromuscular que a sucede, o corpo precisa estar preparado para as etapas desse ciclo. Principalmente em termos bioquímicos.

A excitação é, além de tudo, um processo circulatório. Para que a sexualidade da mulher atinja sua plenitude e ela fique lubrificada e com seu clitóris fique intumescido, sangue precisa se direcionar para a região genital, o que aumenta sensibilidade da região e produz os líquidos e a química necessária para facilitar a experiência sexual.

Um dos grandes responsáveis pela química da excitação sexual é um neurotransmissor chamado acetilcolina. Ele é um ativador do sistema nervoso parassimpático – parte do nosso sistema nervoso responsável pelos serviços de manutenção, como metabolismo, digestão e, da mesma forma, a excitação sexual. É essa substância que deixa o nosso corpo relaxado o suficiente para ter tesão.

O bloqueio

Mas algo acontece ao longo da experiência sexual das mulheres que elas se sentem travadas, como se a sua energia sexual não se movesse com fluidez…

Muitas vezes a mulher começa a notar distrações na experiência sexual. Estímulos nada a ver começam a produzir informação na mente da mulher. O som dos vizinhos, o barulho na rua, uma torneira pingando, a voz na TV na sala, tudo que acontece fora capta rapidamente a atenção da mulher. E, consequentemente, os estímulos que deveriam dar prazer, de repente, não são mais sentidos nem percebidos.

A mulher sente como se não conseguisse se entregar para a experiência, como se algo faltasse, como se sentisse bloqueada para sentir algo mais intenso.

Esses sinais de atenção direcionada pra fora e baixa informação sensorial é a adrenalina chegando com força no corpo da mulher. Ela prepara o corpo para uma experiência de alerta, de luta ou fuga, e toda a enervação parassimpática que sustenta o processo excitatório é desligada. A atenção se direciona para fora pois, bioquímica e fisiologicamente o corpo está se preparando para um perigo, uma ameaça. Ela se sente ansiosa, a respiração acelera e surte então uma vontade de que aquilo acabe logo.

O que coloca a sexualidade da mulher nessa experiência é multidisciplinar; cada história, cada pessoa vai possuir uma série de gatilhos de acordo com seus traumas e sua vida. Às vezes é o cheiro do parceiro, às vezes é mudar de posição… às vezes é apenas uma crença de que a experiência será desagradável pois as últimas tantas foram desagradáveis…

A mulher precisa entender que, quando se encontra nesse estado de ativação por conta da adrenalina, para que se complete um ciclo de resposta sexual saudável, precisamos acalmar o corpo e esperar essa bioquímica baixar.

Permanecer na experiência sem nenhuma intervenção, esperando que tudo se transforme por espontaneidade é um caminho perigoso que apenas reforça os traumas e as cicatrizes já presentes no comportamento sexual.

Ela precisa identificar essa ativação e interromper a sua atividade sexual, colocando-se em uma situação mais segura, respirando fundo, mostrando para o corpo dela que não existe nenhum sinal de perturbação naquele momento. Após 5 a 10 minutos o nível de adrenalina baixa e a mulher está pronta para reiniciar a sua atividade sexual.

Como tratar as marcas que estão no corpo

Existe uma infinidade de caminhos terapêuticos, uns mais corporais, outros mais verbais… alguns que procuram compreender vidas passadas, outros que procuram reequilibrar o funcionamento dos sistemas aos quais a pessoa pertencem. Caminhos existem muitos, mas qual será aquele mais eficaz para tratar questões da sexualidade da pessoa?

Existe uma terapia corporal fundamentada na escola Neotântrica de Osho que visa a regulação do sistema nervoso vegetativo por meio do reequilíbrio da energia sexual. A chamada Terapia Tântrica, que ficou muito famosa na mídia ultimamente por conta da massagem tântrica, uma de suas ferramentas que coloca a pessoa em uma experiência bem íntima de contato com sua sexualidade.

Nessas sessões a pessoa é colocada em contato com sua energia sexual em um contexto terapêutico e meditativo, que vai confrontar todas as reações automáticas e comportamentos condicionados na presença da sexualidade.

Colocando a interagente em um espaço de extrema segurança, conseguimos criar experiências nas quais a mulher consegue sentir além dos bloqueios e expandir a sua potência orgástica. Conforme o corpo vai aprendendo esses novos padrões somáticos, as práticas de meditação e respiração presentes na terapia diminuem e eliminam a força dos sintomas no momento da verdade, quando a mulher vai ter sua experiência sexual íntima.

A terapia baseada no neotantra é extremamente eficaz para dissolver as couraças neuromusculares do sistema nervoso, principalmente aquelas com conexão mais forte com a sexualidade, sejam elas por conta de experiências traumáticas ou estresses crônicos repetidos ao longo de muito tempo. O corpo cria uma anatomia emocional que se molda de acordo com as pressões que recebemos o tempo todo do nosso meio social – algo que acontece tanto dentro quanto fora do campo da sexualidade da mulher.

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