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O que você procura?

Comprovadamente a gratidão reduz nosso nível de estresse e, consequentemente, doenças. Ela também facilita a tomada de decisões em todos os momentos da nossa vida e nos leva a um estado de paz interior. E aí, você, sabendo disso, pode se perguntar: “Tá, mas como eu faço para ser grata com tantas coisas ruins acontecendo ao meu redor?”.

O pulo do gato é entender que a gratidão é um olhar minucioso, curioso e não julgador sob essas situações que consideramos ruins. Mas o que é exatamente um olhar curioso não julgador?

A curiosidade é, por definição, um desejo intenso de ver, ouvir, conhecer, experimentar algo geralmente novo, original e/ou desconhecido. É olhar para os fatos e evidências de determinado evento sem querer encaixa-lo em uma definição de certo/errado, bonito/feio, bom/ruim; Olhar curioso é, principalmente, treino.

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A nossa cultura estimula o julgamento o tempo todo, desde nossa infância. Portanto, praticar o olhar curioso é questionar o primeiro julgamento que vem naturalmente à nossa mente quando algo acontece. É se perguntar:

“Espera aí…. Será que isso é mesmo ruim? Será que essa pessoa está realmente errada? Será que existe algo maior por trás do que está acontecendo? Quais são os motivos que levaram aquela pessoa (ou eu mesma) a agir dessa forma?”

Hoje eu sou grata por tudo em minha vida. Por todas as situações pelas quais passei, porque enxerguei em cada uma delas um aprendizado. Quando algo que considero “ruim” acontece em minha vida, paro uns minutinhos, me afasto da situação, colocando-me na posição de observadora dos fatos, olhando para dentro de mim e me questionando: o que eu posso aprender com isso?

Eu levei décadas para entender que as situações pelas quais passamos servem para que a gente desenvolva alguma habilidade, algum recurso interno nosso. Elas não são necessariamente ruins só porque não acontecem do jeito que gostaríamos. Na maioria das vezes, o que causa o nosso sofrimento é o apego que temos aos nossos planos. Queremos que as coisas aconteçam como planejamos, como acreditamos que elas tem que acontecer, como uma criança chorando e batendo o pé pela boneca perdida! (Assuma comigo: já nos comportamos assim, né?)

Porém, como eu posso querer controlar os outros se nem consegui ainda entender e acolher o que acontece dentro de mim? (Incluindo a criança batendo o pé aos berros!!)

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Ao longo desses momentos de crise, conheci pessoas que estão na contramão do que é pregado pela mídia: elas acreditam no ser humano! Acreditam que o mundo pode e vai melhorar porque é impossível parar a evolução. E eu sou grata a cada uma delas por dividir comigo suas visões de mundo.

Sou grata por cada cliente que tenho e tive, e por cada evolução que tive a honra de presenciar, seja pequena ou grande, porque não é o tamanho da mudança que importa. O “Universo” não tem pressa. Até porque essa noção de tempo que temos é só nossa, foi inventada pelo homem. O que importa é caminhar, é manter-se caminhando com passos pequenos ou largos!

E a caminhada é sempre positiva quando decidimos olhar para dentro, para nós. Pode não ser simples e fácil, já que ainda acreditamos na crença de que evoluímos através do conflito e do sofrimento. Essa crença que vem sendo passada de geração a geração sem ser questionada por nós.

No meu dia-a-dia procuro enxergar cada pessoa que passa por mim como uma oportunidade de colocar em prática o meu crescimento. E por isso sou grata por todas elas. Mas focar na gratidão é olhar para dentro, é não precisar do externo para sentir-se bem consigo mesma, é buscar a sua paz interior no caos do mundo atual.

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Além de questionar seus julgamentos, permita-se simplesmente observar seus pensamentos sem se apegar. Permita que eles passem, como nuvens no céu… Não tome como certo nenhum deles. Questione-os também. Porque você é como o céu claro por detrás das nuvens. Seus pensamentos são as nuvens, mas se você se permitir simplesmente observar, verá que há um céu calmo, tranquilo e sereno por trás de todos os pensamentos tagarelas na sua mente.

Para encontrar esse céu sereno, devemos abrir mão de qualquer definição.

As definições só nos limitam.

Nada que vem do pensamento é o que você verdadeiramente é. O passado não é o que você é, a sua história não é o que você é! E a gente leva tanto tempo para entender isso… Diria que esse aprendizado nunca termina.

Pense aqui comigo: se eu digo que sou “estabanada” desde criança, eu estou me limitando, estou me impedindo de não ser estabanada, estou me impedindo de ser bem mais do que isso, estou criando uma crença limitante em mim.

Devemos abrir mão da pseudo segurança do completar da frase: “Eu sou…” Devemos nos permitir “não ser”, não saber o que somos.  E sob esse aspecto, momentos de crise trazem incontáveis oportunidades de questionarmos o que não somos como ser humano, como parte da sociedade, como indivíduos, nos papeis que assumimos em nossa vida.

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Crises nos ajudam a enxergar nossas crenças, aquelas que ainda nos limitam quando  colocamos a responsabilidade pela nossa paz em qualquer fator externo: pai, mãe, família, relacionamento afetivo, sociedade, governo… Enquanto fizermos isso,  o nosso bem estar continuará sempre na mão do outro. E nós seguiremos acreditando que – um dia, quando finalmente tivermos aquele emprego, aquele relacionamento, aquele salário – que parece sempre inalcançável, sempre no futuro – enfim, seremos felizes.

E se você olhar bem perceberá que as dificuldades também podem nos mostrar muitas crenças que nos empoderam! Que tornam possível sobrevivermos ao caos, afinal, estamos aqui, agora, no momento presente! Estamos vivos! E isso já é um grande motivo para ser grata, pois através dessa oportunidade única é que iremos desenvolver tudo o que necessitamos para evoluir.

Eu desejo que a gente entenda, para a vida toda, que uma situação em si, nunca é boa ou ruim, é sempre neutra. Nós que damos significado a ela com base no que acreditamos em nossas vidas.

Desejo que a gente pegue os lemes de nossas vidas nos responsabilizando por absolutamente tudo o que acontece ao nosso redor e que, para cada momento de dor, a gente tenha sempre a resposta para a pergunta: o que eu preciso aprender com essa situação?

E que, uma vez aprendendo, a gente consiga quebrar a crença da escassez, do medo constante, do não merecimento. A crença de que não somos donos da nossa história; que não comandamos a nossa mente e, consequentemente, a nossa vida.

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E, libertos dessas crenças limitantes, possamos ser mais felizes – no sentido daquela serenidade calma e tranquila e constante que persiste até quando assistimos o Jornal na TV.

Aquela que, lá no fundo, diz que vai ficar tudo bem e que devemos nos preocupar em fazer a nossa parte para que o mundo se torne um lugar melhor. Isso só conseguimos com amor próprio, com silêncio, com autoconhecimento e, consequentemente, com gratidão.

A gratidão, acima de tudo, é uma decisão. A decisão de olhar curiosamente para tudo o que acontece no exterior sabendo que a resposta está sempre dentro de si mesmo. É abrir mão da culpa, do julgamento, da depreciação, da rotulação, da comparação, aceitando as situações e as pessoas como uma oportunidade para se conhecer e avançar.

Questione seus julgamentos, seja curioso sobre os acontecimentos, sobre seus pensamentos, sobre suas definições, sobre o que você acredita que você “é”.

E decida encontrar motivos para ser grata todos os dias.

Pelo o que você será grata a partir de hoje?

Imagem: Picjumbo


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