Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










O que você procura?

Organizar as finanças pessoais é um tema que faz parte da nossa vida e deve ser levado a sério. Sabemos que as dificuldades financeiras afetam diretamente o aspecto emocional das pessoas, causando impacto na produtividade, insônia, irritabilidade, além de acarretar instabilidade no ambiente familiar.

Lembre-se de que, tudo o que você quiser realizar na sua vida você precisará utilizar-se de duas habilidades: planejar e organizar. Para cada objetivo que você quiser alcançar, desde algo muito simples, como comprar algo de utilidade doméstica rotineira para sua casa, ou algo mais complexo, como fazer a viagem dos seus sonhos, você precisará de planejamento e organização financeira.

Este artigo te conduzirá a uma melhor organização financeira.

E tem mais: eu vou revelar alguns comportamentos, mais especificamente, três comportamentos, que podem sabotar a sua vida financeira. Sendo que o terceiro deles é o pior de todos! Será que você tem algum desses comportamentos? Vamos descobrir?

1. Otimismo exagerado

Muitas pessoas acreditam no momento da compra, pequenos gastos não pesarão no orçamento.

Porém, aquele café diário, guloseimas e comprinhas de baixo valor pesam sim, e muito no seu bolso. Mas, muitas vezes, a pessoa sequer se dá conta disso. Pelo contrário, mantém uma postura otimista de que “tudo vai dar certo”.

Por exemplo, acha que vai receber um aumento e acaba gastando sem ter certeza se isso de fato irá acontecer. Faz compras parceladas pois a parcela fica pequena, mas com este comportamento acaba por vezes acumulando várias prestações de pequeno valor, que somadas geram um valor acima da capacidade de pagamento dentro do mês. Então o jeito é “rolar” a dívida e pagar juros sobre ela ou pedir empréstimos.

2. Vergonha de dizer não

Toda sexta-feira, a galera do trabalho vai para ao mesmo happy hour. Você está sem dinheiro, mas não consegue dizer não, pois sente vergonha de dizer que está sem condições financeiras e por vezes medo de mudar seu comportamento pois pode ser vista como antissocial perante o seu grupo – então é mais fácil seguir o que todos estão fazendo para se sentir parte integrante do grupo. Afinal você pensa: Eu mereço!

3. Fugir do planejamento e controle financeiro

Da mesma forma que há pessoas que detestam ir ao médico, muita gente inventa mil desculpas para não fazer um bom controle financeiro pessoal.

De forma até inconsciente, estas pessoas criam situações que justificam este comportamento: a planilha que é muito difícil de ser usada, o aplicativo que dá problemas, a falta de tempo para anotar todas as despesas etc. Fuja deste comportamento! É preciso disciplina e força de vontade para iniciar um novo hábito.

Uma estatística do SPC de 2018 aponta que 6 em cada 10 brasileiros (58%) admitem que nunca, ou somente às vezes, dedicam tempo às atividades de controle da vida financeira, e 17% dos consumidores, sempre ou frequentemente, precisam usar cartão de crédito, cheque especial ou até mesmo pedir dinheiro emprestado para conseguir pagar as contas do mês.

Ao contrário do que pode parecer, a estabilidade financeira depende de ações relativamente simples – basicamente de planejamento e disciplina. Organizar as finanças pessoais representa o primeiro passo em direção à concretização de sonhos e projetos. A partir de iniciativas implementadas no dia a dia, qualquer pessoa pode obter equilíbrio financeiro e se transformar, em uma segunda etapa, em um investidor.

Mas tenha em mente que você precisa ter autocontrole, ele é essencial para que você consiga ter uma melhor organização financeira. O tempo todo recebemos uma enxurrada de anúncios que utilizam gatilhos mentais para comprarmos algum produto ou serviço (gatilhos mentais são estímulos recebidos pelo nosso cérebro que influenciam diretamente a nossa tomada de decisão. Saber estimular esses gatilhos é uma poderosa arma de persuasão e geração de resultados de marketing e vendas).

Não estou dizendo à vocês para deixarem de comprar, mas o que eu sempre repito é: tenha um consumo consciente.

Se você ainda tem dúvidas de como organizar as finanças pessoais, logo abaixo darei 4 passos para que você consiga ter uma melhor organização financeira e realizar os seus objetivos.

Como organizar as finanças pessoais

1. Defina os seus objetivos

Qual é o seu objetivo de curto, médio e longo prazo? O objetivo de curto prazo e de até 1 ano, vamos imaginar que você quer comprar um celular novo por exemplo. Objetivo de médio prazo são de até 5 anos, por exemplo uma viagem dos sonhos. Objetivo de longo prazo são de 10 anos ou mais, seria por exemplo, a compra de uma casa. É muito importante que você tenha clareza dos seus objetivos porque além de saber para onde destinar o seu dinheiro você não cairá em tentações.

2. Anote tudo

Anote todos os seus gastos durante 30 dias, de preferência por categoria, pois assim você saberá onde está gastando o seu dinheiro.

3. Faça o seu orçamento

Depois de você anotar os gastos, chegará a hora de cortar os gastos supérfluos, mas não adianta cortar os gastos e não destinar de forma correta o dinheiro que conseguiu economizar.

4. Forme uma reserva de emergência

É de extrema importância que você tenha uma reserva de emergência, porque se você tiver um gasto urgente de onde você vai tirar o dinheiro? Essa reserva é para garantir que se você tiver que enfrentar momento um difícil que requeira gastos adicionais, você possa fazê-lo de forma mais tranquila, sem precisar recorrer por exemplo, a empréstimos com juros altos.

Muitas pessoas têm dúvidas sobre o valor ideal para esta reserva de emergência, então irei esclarecer como vocês podem fazer.

A reserva de emergência tem que ser o equivalente a pelo menos 6 meses do seu custo de vida atual, por isso você precisa fazer um orçamento para saber o quanto você tem de gastos fixos e variáveis mensalmente.

Gastos fixos são aqueles que independente do que aconteça, você terá que pagar, como por exemplo: aluguel, conta de água, telefone etc. Já o custo variável seria, por exemplo: um passeio, um presente, compras no supermercado (apesar de ser mensal ele pode variar mês a mês).

Vamos para um exemplo prático:

SALÁRIOR$ 5.000,00
CUSTOS FIXOS(R$ 2.000,00)
CUSTOS VARIÁVEIS(R$ 400,00)
TOTAL CUSTOS MENSAIS:R$ 2.600,00
VALOR DA RESERVA DE EMERGÊNCIA:R$ 15.600,00 (custo mensal x 6 meses)

Aí você pode pensar: mas como conseguir juntar este dinheiro equivalente a seis meses?

Você pode obter uma renda extra vendendo algo que não está utilizando em sites de desapego, por exemplo. Existem várias maneiras de poupar dinheiro. Vale ressaltar que o ideal para investir esta reserva é no tesouro Selic, pois hoje a poupança rende muito pouco e só rende no mês no aniversário.

O tesouro Selic, além de ser um investimento muito mais seguro que a poupança, tem liquidez diária e tem rendimentos todos os dias. Mesmo tendo desconto no imposto de renda e IOF, caso você faça o regaste antes de 30 dias, ainda assim, vale a pena guardar suas reservas nesta modalidade.

Espero que com essas dicas você consiga organizar as finanças pessoais e realizar os seus sonhos!

Abaixo deixarei uma planilha muito simples para você organizar seus gastos por categoria. O link está na descrição do vídeo! 

Até o próximo artigo!

Imagem: Unsplash

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