Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










O que você procura?

É muito comum vermos várias mulheres tristes por simplesmente não terem uma companhia para o cinema na sexta-feira à noite, né? Esse é o famoso medo de ficar sozinha“.

A sociedade ainda prega muito que estar sozinha depois de certa idade é sinônimo de que você vai “ficar para a titia” e, por conta disso, desde cedo acabamos incubando na cabeça das meninas que elas precisam encontrar alguém para serem felizes.

Uma pesquisa da Viacom, “My Teen Life: Uma História Global”, realizada com cerca de 5.200 adolescentes, entre 12 e 17 anos de idade, em 30 países, incluindo o Brasil, revelou que o medo de não encontrar um par ainda existe.

No Brasil, 7 em cada 10 adolescentes se preocupam em ser deixados de lado em seus relacionamentos e 39% se preocupam em não ter namorado(a).

Um alto índice, não é mesmo? Quase 50% dos adolescentes estão preocupados em não terem um namorado(a).

Do outro lado da moeda temos a psicanalista e escritora, Regina Navarro Lins, que sempre coloca em pauta os relacionamentos contemporâneos, quebrando diversos conceitos sobre o amor romântico – além de fortalecer que qualquer forma de amor é justa, ela deixa muito claro que nós criamos uma ilusão de que o outro deve nos completar.

“Não é fácil deixar o hábito de formar um par. Fomos condicionados a desejá-lo, convencidos de que se trata de pré-requisito para a felicidade. Para complicar mais as coisas, há ainda os que, por equívoco ou pela própria limitação, se utilizam de argumentos psicológicos para não deixar ninguém escapar dos modelos.”  Regina Navarro Lins, Universa UOL

Infelizmente, ainda associamos muito a felicidade a ter alguém ao nosso lado. É claro que pode ser incrível compartilhar a vida com um(a) companheiro(a), no entanto, não podemos nos prender a isso como única forma de ser feliz.

Com o amadurecimento vem a valorização dos momentos de solitude

Estar só pode significar muitas descobertas, mas para realmente aproveitar esses momentos é preciso aceitá-los. O interessante é que, conforme ficamos mais velhas, normalmente passamos a valorizar um pouco mais esses instantes.

Aquela fúria para viver tudo de forma extremamente intensa e instantânea passa um pouco, sendo muito comum que muitas mulheres passem a valorizar mais a própria companhia. Essas horas de solidão chegam acompanhadas de muito crescimento, aceitação e gratidão.

Como lidar com o tempo (e perder o medo de ficar sozinha)

Bom, mas e o que fazer nesses períodos em que se está só? Algumas pessoas até querem começar a cultivar mais momentos solos, porém, não sabem muito bem por onde começar.

É simples (por mais que pareça super difícil no começo). Procure listar várias coisas que você gosta de fazer e comece a se perguntar por que você não tenta fazer nada disso sozinha.

Ir ao cinema, passear no parque, sair para jantar – todos são exemplos de coisas que, normalmente, fazemos com alguém mas que você pode sim fazer sozinha.

Caso queira iniciar de forma mais “conservadora”, comece fazendo coisas que já são atividades mais solitárias mas que você acaba despriorizando no seu dia dia.

Ler um livro, escrever, meditação, praticar algum esporte – tudo isso pode ser feito tranquilamente quando se está só.

Tempo e coisas para fazer não faltam. O que falta é aceitar que você pode sim ser feliz sozinha, praticar diversas atividades em sua própria companhia e ter prazer com isso. Afinal, se não estamos felizes apenas com nós mesmos, como seremos felizes com outra pessoa?

Essa é a premissa básica para ser feliz em um relacionamento, porém, não se esqueça: enquanto um de seus maiores medos ainda for não ter namorado(a) quer dizer que, definitivamente, você ainda não descobriu todos os prazeres de ser feliz sozinha.

Gostou? Já sabe como perder medo de ficar sozinha? Conte para nós nos comentários o que você curte fazer sozinha e inspire outras mulheres!

Imagem: Unsplash

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