Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










O que você procura?

Se você começou a ler esse texto, provavelmente tem alguma afinidade – ou dificuldade – com a organização.

Mesmo que seja difícil manter os objetos e a vida organizados, se há pelo menos um interesse nesse assunto, já pode ser considerado como um importante passo dado. ?

Em meio à muitas técnicas sem sucesso aplicadas nos últimos anos, eu finalmente aprendi o suficiente para manter a organização de uma vez por todas e essa técnica me permitiu mais do que viver em uma casa arrumada, isso me trouxe autoconhecimento.

Você deve estar se perguntando o que organização tem a ver com desenvolvimento pessoal, não é?

Pois tem tudo a ver!

Quando eu era adolescente, minha mãe vivia dizendo que quarto bagunçado significa mente bagunçada. Tá certo que é um ditado popular, mas ele tem sua ponta de verdade, mesmo que não literalmente.

Eu aprendi que bagunça não necessariamente significa que sua vida está ruim – pode significar simplesmente que você não ligue para o ambiente em que vive ou que (acha) não ter tempo – mas também aprendi que com certeza uma casa organizada pode te trazer muitos benefícios que vão além dos ambientes físicos.

A técnica milagrosa que me fez chegar a um nível satisfatório de organização foi aprendida com o método KonMari através do livro muito bem denominado de A Mágica da Arrumação, de Marie Kondo.

Os aprendizados dessa técnica foram tão impactantes na prática que quero compartilhar com vocês 5 coisas boas que a organização me trouxe:

Coisas boas que a organização me trouxe:

1. Desapego consciente sem culpa

A primeira dica que Marie Kondo dá para organizar suas coisas é reunir todos os itens de uma mesma categoria e analisar um a um, fazendo a seguinte pergunta: “Isso me traz alegria?”.

Parece bobo, mas comecei com as minhas blusinhas e vi quantas delas estavam na minha gaveta simplesmente porque eu tinha dó de tirá-las de lá.

Ao perguntar se as peças me traziam alegria no momento presente, percebi que muitas delas me fizeram felizes no passado, mas já não tinham mais sentido nos dias atuais.

Então agradeci por elas terem cumprido seu papel comigo e as deixei ir.

O segredo é ser muito sincero com você mesmo sobre o que te faz feliz hoje e não o que a fez feliz no passado ou o que você imagine que a fará no futuro.

Outra coisa muito importante é fazer esse exercício peça por peça e não apenas batendo o olho na pilha de roupa – isso faz bastante diferença para ser assertivo em suas escolhas.

2. Descobri que preciso de menos do que imaginava

Quando organizamos e só ficamos com o que nos faz bem, conseguimos ver com mais clareza quais nossos gostos e o que nos faz feliz. É uma tarefa de autoconhecimento e pode te fazer redescobrir novos caminhos para a vida.

Depois de desapegar do que não me fazia feliz, o próximo passo foi guardar as roupas de uma forma que eu enxergasse tudo aquilo que tinha, sem empilhar uma em cima da outra.

O que fiz foi enrolar verticalmente as blusinhas e peças que ficam na gaveta e arrumá-las na vertical, de forma que não amassam e não preciso ficar procurando as roupas no fundo da gaveta.

Assim, quando abro o armário, já consigo montar looks de forma rápida sem ter que ficar recorrendo à memória para lembrar quais peças tenho e em que pilha estão.

Isso fez com que ao invés de simplesmente dizer “não tenho roupa” e sair para comprar o que não preciso, eu pude aproveitar melhor o que já tenho e visualizar com facilidade se precisava mesmo de algo novo.

3. Me reencontrei com meus verdadeiros gostos

Voltei a enxergar aquilo que realmente gosto. Sem considerar a opinião de ninguém, só a minha.

E foi assim que me desfiz de roupas de balada, mas mantive todos os meus livros.

Pude reler meus escritos de mais de 10 anos atrás e percebi que sempre dei valor à comunicação, à linguagem, ao conhecimento. E tudo isso me fortaleceu para que eu continue buscando novos aprendizados, leia muitos livros e invista na minha atividade de produtora de conteúdo.

A própria Marie Kondo conta relatos de pessoas que, ao organizarem suas coisas, redescobriram seus talentos em várias áreas de atuação – desde pintura até marcenaria – que passaram a ocupar uma posição de maior destaque em suas vidas tanto como hobbie ou até na forma de uma nova profissão.

4. Passei a gastar pouquíssimo tempo arrumando a casa

O grande trabalho está nos passos já apresentados acima de se desfazer do que não te traz alegria e em seguida escolher um lugar para cada item. O que vem depois é consequência disso e hoje eu não perco mais tempo juntando as bagunças que ficam soltas pela casa.

Um exemplo legal é de quando chego do trabalho: coloco meus sapatos, bolsa, roupas e acessórios nos seus lugares pré determinados – o que não dura nem 15 minutos – e aí fico livre de ter que arrumar a casa no final de semana. Antes, eu ia deixando tudo que usasse durante a semana em um canto e organizava somente no sábado. Esse momento era uma tortura porque a pilha de coisas era gigantesca, demorava, o que me fazia procrastinar e assim eu ia acumulando cada vez mais bagunça.

Hoje coloco rapidamente cada coisa no seu lugar e vou descansar feliz e em um ambiente agradável e sem as energias pesadas que circulam por lugares bagunçados.

5. Dei maior valor àquilo que tenho

Hoje tenho a convicção de que tudo que mantive na minha casa me traz paz, além de ser um prazer usar qualquer uma das minhas roupas ou pegar alguns dos meus livros.

Isso fez com que eu entendesse o real valor daquilo que compramos. Me faz ver onde tenho investido meu tempo e meu dinheiro e, assim que algum item deixar de fazer sentido para mim, será doado ou vendido para que eu possa me concentrar no que é realmente valioso naquele período.

Não deixa de ser uma forma de praticar mindfulness. E de cultivar o minimalismo.

Assim como nós, seres humanos,  nossos bens materiais seguem um ciclo que tem início e fim.

E uma vida organizada te faz ser grato pelo que tens ao invés de pensar no que não tem.

Hoje, meus objetos são úteis até no momento do desapego, porque tenho a certeza ter aproveitado da melhor forma aquilo que adquiro.

Sobre o método KonMari

organização - Marie Kondo

Sobre o livro “A Mágica da Arrumação” é quase tão simples quanto esse post, não tem nenhuma fórmula pronta que te faça gastar muito dinheiro comprando itens de organização, nem uma padronização do estilo “tenha apenas 5 blusinhas”. Pelo contrário, a autora Marie Kondo mostra as perguntas certas a se fazer, dá técnicas práticas sobre como guardar os diferentes tipos de roupa, te mostra o caminho a seguir e o resto é com você.

A única forma de fazer a sua organização não sofrer efeito rebote e voltar a ficar bagunçada em pouco tempo, é descobrir o que realmente precisa ter e onde cada coisa será guardada em sua casa.

Parece fácil na teoria e na prática é mais fácil ainda. Bora tentar?

Me escrevam para contar como foi processo de organização de vocês e podem tirar qualquer dúvida através das nossas redes sociais ou pelo e-mail blopesbarros@gmail.com. 🙂

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