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O que você procura?

Têm se falado muito ultimamente sobre como ser uma mulher poderosa.
E tenho me perguntado se existe a necessidade de sermos essa mulher poderosa em tudo que dizem por aí.

Poderosas no trabalho, nos relacionamentos, no lar, na vida social e ainda por cima serem mães perfeitas.

Me lembrei de uma frase do psiquiatra suíço Carl Gustav Jung:

“Onde o amor impera não há desejo de poder, e onde o poder predomina há falta de amor.”

Recentemente atendendo a um grupo de mulheres, uma delas disse que tem dificuldade nos relacionamentos porque desde jovem absorveu a ideia de que deveria ser boa em tudo e ao se relacionar com as pessoas não conseguia dar espaços para que as habilidades dos outros se manifestassem.

E nos relacionamentos tinha dificuldade de se relacionar com homens que ela considerava emocionalmente fracos ou inferiores a ela.

Essa mulher estava sofrendo porque incorporou tanto o papel de poderosa que se colocou num lugar acima das demais pessoas e o desejo de ser boa em tudo a estava sobrecarregando.

Quando uma mulher se dá conta de que está assumindo um papel adoecedor é chegado o momento de fazer o caminho de volta.

Como ser a mulher da sua vida:

1. Voltando pra dentro de si

Um caminho de retorno ao seu verdadeiro eu. Nesse retorno ao seu centro é necessário trabalhar dois aspectos dentro de você: o autoconhecimento e o amor próprio.

Substituímos o verdadeiro amor pelo uma réplica mixuruca: o falso empoderamento.

Eu pessoalmente sou adepta do empoderamento feminino e reconheço que ele trouxe muitos avanços para nós mulheres, mas a mídia se aproveitou disso e aumentou ainda mais a responsabilidade de ser uma mulher bem resolvida e realizada em todas as áreas da vida.

Quero retomar a frase de Jung que citei neste texto acima. Quando nos identificamos em exagero com a figura de mulher poderosa, nos distanciamos da verdadeira mulher que habita em nós e deixamos de amá-la. Por isso amor e poder não podem caminhar junto.

2. Praticando o amor próprio

O poder pode ser tirano, opressor, orgulhoso, prepotente, egoísta mas o amor é benevolente, perdoador, pacifista, integrador e generoso. Devemos praticar e viver o amor começando em nós mesmas.

Amar a si mesma é aceitar suas imperfeições, se perdoar quando errar, ter coragem de expressar seus sentimentos e opiniões, não ter medo de ser rejeitada ou de ouvir não.

Aprender a dizer SIM ao prazer, a felicidade e ao crescimento.

Não se preocupar em agradar a todos e aceitar com tranqüilidade quando alguém não gostar de você.

Desenvolver o amor próprio é aprender que você não precisa ser superior a ninguém , mas que também não é inferior.

Saber que relacionamentos vem e vão, mas nenhuma paixão avassaladora deve tirar sua atenção de si mesma.

Saber se conectar consigo mesmo e não fazer nada que não sinta desejo.
Estar cercada de pessoas que desejam seu bem e que o você também queira bem.

Afinal o amor cresce ainda mais quando é partilhando.

3. Amando os outros

Quando você cultiva o autoamor aceita a imperfeição em você e nos outros. Isso diminui a sua autocritica e as expectativas que cria nas outras pessoas.

Quando você se ama, você ensina aos outros o tipo de amor que espera deles. E é também esse amor que dá eles.

Quando você por isso em prática, vai perceber que só permanece na sua vida, quem souber te amar na mesma medida que você se ama.

Você precisa ser a mulher poderosa pra ter tudo que deseja, primeiro é preciso descobrir se esses desejos e sonhos são verdadeiramente seus ou se é algo que disseram que você deveria querer.

Imagem: Unsplash

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