Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










O que você procura?

Uma grande amiga me fez uma pergunta “como superar alguém?” Eu não sabia como responder, porque estava passando pelo mesmo processo e não entendia como eu estava passando por aquilo, se nem namorar com o cara eu namorei.

Sabe aquela paixão louca que coloca tudo em xeque mesmo você estabelecendo desde então que seria sem compromisso? Sim, amigas eu comecei a me perder aí, eu não levava fé quando diziam: “Não se dorme com o contatinho” (risos).

Pois é, dormi, sai, passei os finais de semana e aquilo se tornou só para mim algo importante.

Digo isso porque ele dizia sempre as clássicas, “Não quero me relacionar sério agora”, “Não é com você”, “Eu não estou pronto”, mas na verdade não estava pronto para ser comigo, pois uma semana depois de tudo esfriar entre nós, ele anunciou que estava morando com outra pessoa.

Assim mesmo sem aviso prévio, porque naquele momento eu achava que só estávamos brigados. Eu morri, entrei em desespero e fiz o que não era para ser feito, ligar e tirar satisfação.

Naquele momento eu não enxergava nada, me humilhei, chorei falando que amava e perguntando o que a outra tinha de tão especial que faltava em mim. Tolice, né? Mas naquela hora para mim não era, era meu corpo gritando pelo meu coração ferido. Muitas vezes depois de todos esses episódios achei que era burra demais, insuficiente ou que eu de alguma forma merecia passar por aquilo, meu amor próprio estava jogado no lixo.

Acabou minha vaidade, a vontade de me relacionar com outras pessoas, atividades normais como ler um livro, ou ouvir música eu já não fazia, passei meses assim. Às vezes não queria deixar transparecer e tinha momentos que não me importava. Muita água passou por baixo dessa ponte.

Lady Gaga

E aí me perguntam, como você esqueceu? Como você superou?

Para começo de conversa eu não esqueci, não se esquece uma desilusão tão grande assim. O tempo me fez superar, parece clichê mas é a pura verdade.

Eu comecei a pensar melhor conforme ia passando, comecei a me questionar sobre tudo que estava sentindo, se valia a pena me anular por alguém que não se importava comigo e que não tinha nem um pingo de consideração ou respeito. Percebi em algo momento que a importância que eu dava à aquilo dizia respeito somente a mim.

A gente jamais terá controle sobre o outro, podemos controlar as nossas ações e conclusões sobre a situação que ele cria. Terão pessoas que te mostrarão a pior face, não terão responsabilidade emocional e está tudo bem, desde que você perceba que aquilo não é culpa sua, mas como lhe afeta será sua responsabilidade, decidindo o grau de permissividade daquilo.

Você jamais será menos ou pior porque o outro decidiu não ficar com você, será se, se permitir ser. A opção da outra parte não anula nada do que você é.

Muitas vezes me rotulei como feia, chata uma leve ilusão criada pela negativa que eu me dava para justificar a ação do outro, por que na minha cabeça eu não concluía que o outro poderia ser o problema.

Por que seria tão bom para mim aquele relacionamento que na verdade nem era um. Por que eu aceitava migalhas, finais de semana quando ele não tinha nada para fazer, por que a minha felicidade dependia de uma mensagem respondida 4 horas depois?

Porque eu não me amava e nem me respeitava o suficiente, acredito que tive que passar pelo processo da desilusão para começar a aprender a me amar.

Amar o meu cabelo, o meu corpo (odiava), as minhas ideias e a minha própria companhia.

Entender que eu não precisava de alguém para isso.

Aquela expectativa que criei da forma que seria correspondida pelo o que eu estava dando, entendo que ninguém pode me dar, como ele não me deu, ele não podia me dar e nem poderá.

Agora eu entendo que todas expectativas que criei em cima da pessoa errada me cegaram, e não pude ver o quanto eu era genuína para tão pouco.

O processo de amor próprio é vagaroso, você não aprenderá da noite para o dia, todos os dias é uma etapa diferente, uma construção. Ainda mais numa sociedade que quer a todo custo formar mulheres que não se amam.

Aprender a se amar e anular as crenças limitantes de que você precisa, de relacionamento ou corresponder os padrões impostos por ela é revolucionário.

Não é fácil, mas também não é impossível, é muito mais que necessário se autoconhecer, se amar e o mais importante de tudo ser você da forma que quiser.

O que estou aprendendo com isso é que se amar atrai pessoas e coisas boas para si, pois aprendi que tipo de amor eu quero receber, que mereço receber.

Imagem: Unsplash

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