Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










O que você procura?

Primeiramente, não dá. Não estou aqui pra ludibriar ninguém. Mentira, dá sim. Por mais que seja difícil achar maneiras, a gente vai tentando jeitos de distrair o urso bravo disfarçado de beija-flor chamado ansiedade, em um mundo em que nós vivemos o tempo quase que inteiro nos sentindo impotentes.

Esse insight veio dentro de mim exatamente em momentos que me senti de mãos atadas, seguidos momentos, recorrentes.

E não somente de mãos atadas, mas com um imenso vazio.

Em que se fica triste, mas que ao mesmo tempo sabemos que a maldade do mundo não se cura em um estalar de dedos. E muito menos com nossos dedos por mais que tentemos.

Não somente falo da maldade, mas de todas as circunstâncias do mundo nas quais o meu controle é nulo. Eu fico lá querendo que a vida da minha mãe seja eterna. Que o cão que mora na rua, não more. Que a criança que tá na rua pedindo comida, não peça.

Claro que podemos fazer algo pelo próximo ao invés de apenas desejar que as coisas sejam diferentes, claro que podemos adotar uma criança ou um animal sofrido que esteja sem lar, lógico. Mas podemos fazer isso quantas vezes? Quantas vezes vamos nos sentir impotentes com relação à determinados problemas? Podemos salvar o mundo? E tirando as vezes que podemos fazer algo, como dominar a ansiedade, como fazer aquela sensação de soco no estômago doer menos quando não restar o que fazer? Como viver o resto de todos os dias com esse overposting, oversharing, over tudo de notícias ruins, de circunstâncias quase enlouquecedoras?

É tão difícil controlar a mente, trabalhar o autocontrole.

Esses tempos difíceis não ajudam. Pra todo canto que se olhe é desespero. Estamos aqui de mãos dadas (a maioria de nós), não largando a mão de ninguém. Não desistindo, tentando enxergar o melhor até do lado ruim. A gente nem sempre consegue. A gente quase sempre vence, mas nem sempre. Tem dia que a cebola gruda nos nossos olhos, e as temíveis lágrimas iminentes te assombram.

Não é um texto sobre positividade, não é um texto sobre cor de rosa e borboletas. São palavras juntas formando significados distintos para quem lê, mas expressando mais do que tudo a ideia de que ser ser humano não é vencer sempre. Que todos os lados das moedas são possíveis e que está tudo bem.

Depois da derrota, da tristeza infinita, da frustração, você tem sempre um recomeço no dia seguinte.

Se não conseguiu manter o sorriso perfeito, saiba que acima de tudo, você não é obrigada(o) a ser feliz o tempo todo. Larga essa concepção “instagramática” que tem que ser tudo lindo. Só larga. Só entende e usa como um mantra sagrado que estamos atravessando turbulências diárias, isso vai influenciar na sua concepção do mundo, no seu ânimo, na sua vontade de cantar aquela música do Raul…

O “tente outra vez” pode vir amanhã, entenda que é normal você não estar feliz hoje, você querer xingar uns e outros, querer desistir. Você é humano. Se ame, se construa, se desconstrua, se permita, se perdoe, seja gentil com você mesmo e entenda que tá tudo bem não estar nada bem. Que terapia é quase inerente à todos nós e todos nós precisamos. Abra seu coração para a realidade que cuidar da saúde mental não é fraqueza nem fortaleza, é ser humano. Você não tá só. Estamos com você.

Imagem: Unsplash

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