Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










O que você procura?

Alguém por acaso já te falou que “mulher não precisa trabalhar, mas sim ser bancada pelo marido”. Ou que você “precisa agradar os homens”. Ou qualquer outra coisa do gênero? Ah, o gênero. Que palavra mais… complicada, né? E me conta mais uma coisa: quantas vezes, na sua vida, você se sentiu incapaz de cumprir ou alcançar algo por insegurança?

Acontece que “a vida”, ou melhor, “a sociedade” costuma querer barrar todo e qualquer leão que existe dentro de nós, sabe? Aquele que tem determinação, garra, força de vontade e coragem. Ele acaba virando um gatinho indefeso frente a tantos empecilhos como “falta de grana”, “hierarquia”, “injustiças”, “preconceitos” e por aí vai.

Mas hoje a gente veio aqui contar uma história bem diferente. É a de uma menina que SEMPRE teve uma verdadeira LEOA dentro de si (alimentada pela mãe) e que, hoje, tornou-se rainha da sua própria selva. Vou falar, também, de como um programa de jovens aprendizes teve um papel crucial na evolução dessa moça e que, como ela mesma diz, precisamos aprender a “agarrar as oportunidades”.

Por que você precisa conhecer a história de Iasmin de Souza?

Porque ela vai te mostrar que é possível, desde nova, se empoderar enquanto mulher e pessoa.

Hoje, ela mora em Bangu, zona oeste do Rio de Janeiro, e tem 21 anos. Porém, há dez anos, ela já era “o filho que o pai nunca teve”. Afinal, bonequinhas e mini-forninhos não eram a sua praia. Ela, na verdade, gostava de jogar futebol, montava móveis em casa, trocava as lâmpadas e, aos 13 anos, “enfiou na cabeça que queria seguir carreira militar, e na Infantaria ainda” – nas palavras dela.

iasmin de souza

Iasmin de Souza

Porém, para variar, uma das coisas que ela mais escutava era: “exército não é coisa para mulher. Mulheres não são aceitas na Infantaria. Isso é carreira para homem”. Mas isso não mexeu nem um pouco com sua determinação em se tornar o que desejava a todo custo.

Ainda não foi na Infantaria dessa vez (porque percebeu que aquele ambiente e as pessoas que se encontravam nele, ainda muito conservadoras, não agiam de acordo com o seu perfil), mas sim na Psicologia com foco em criminologia. Aliás, esse é um assunto que podemos falar mais tarde.

Muita coisa é “coisa de homens e para homens”, e poucas coisas são para mulheres”

Antes, gostaria de contar que toda essa determinação e coragem (mesmo) de colocar a cara a tapa não veio de seu pai, um militar, mas sim de sua mãe. Desde criança, ela escutava que tudo na vida (inclusive o dinheiro) se conseguia com trabalho e esforço, e que ninguém poderia fazer isso por você além de você mesmo.

Então, desde os 14, ela já queria ter autonomia para comprar o que quisesse sem ter que depender dos pais para isso. Ela queria ir ao cinema, tomar sorvete e fazer as coisas que todas nós sempre quisemos nessa idade e, o melhor: sem se tornar refém da boa vontade de alguém para isso.

E como ela conseguiu tal proeza?

Oras, dando aulas particulares durante a tarde e um pouco a noite. Para isso, ela fez questão de estudar bastante e coletar todos os materiais disponíveis para ajudar seus alunos.

Então, em um dado momento de sua vida, ela precisou se preocupar com os próprios estudos, e relembrar outros conteúdos e montar aulas consistentes para seus pupilos. Em certa época, ela chegou a ter uma quantidade de 15 estudantes como clientes ativos de suas aulas de reforço.

Aos 18, colocou na cabeça que nunca mais deixaria de ter sua independência. Como ela mesma comenta: “Parada não vou ficar”. Decidiu pela carreira de Psicologia (mesmo tendo prestado vestibular, primeiro, para Engenharia por pressões externas), ser dona do próprio futuro e subir de degrau em degrau até chegar lá.

O maior degrau de todos (até então) – o programa de jovens aprendizes da Coca-Cola Brasil

Aos 17 anos, Iasmin queria um trabalho mais sério. Então, enquanto dava suas aulas particulares, começou a procurar por novas oportunidades, arrumar o currículo, conversar com os pais, fazer contatos etc. Seu pai, inclusive, não gostou muito da ideia no começo, mas essa leoa, senhoras e senhores, ninguém é capaz de segurar.

Em 2016, logo depois do seu aniversário, foi chamada para fazer entrevista na Rede Cidadã, ONG parceira da Coca-Cola Brasil. Mas NADA foi dito sobre isso. Ela só foi descobrir que essa seleção era para trabalhar dentro da Coca no 4º e último dia do processo. Só ficou sabendo da área de atuação, que era Recursos Humanos, bastante tempo depois.

Por não ter tido experiência em situações como essa, é claro que ela ficou bastante nervosa durante todo o tempo. Não fazia ideia do que iam perguntar, não sabia o que falar e saiu de lá com a impressão de que tinha ido mal (quem nunca, né?). Mas, como sempre, manteve os olhos para o futuro e continuou com as tarefas do dia a dia sem “perder o rebolado”.

Até que ela recebeu a “tal da ligação”

“Parabéns! Você foi selecionada para ser Jovem Aprendiz na Coca-Cola Brasil!”. Novos desafios e inseguranças foram tomando forma.

No primeiro mês, precisou se acostumar com a nova rotina, aprender as coisas “na marra”, se ver em situações as quais nunca esteve antes, etc. Porém, ela não deixou que isso afetasse sua força de vontade em continuar e se construir enquanto profissional, sabe? Ela agarrou essa oportunidade, com unhas e dentes, e não soltou mais.

Tanto não soltou mais que, após 1 ano e 3 meses já na empresa, foi convidada para ocupar o cargo de estagiária.

Agora, ela estava do outro lado

Mais uma vez: novos desafios e circunstâncias. Ela saiu completamente de sua zona de conforto. Passou a apresentar projetos, ensinar coisas que “nem sabia que sabia” e, principalmente, servir de apoio para os demais jovens aprendizes que estavam passando pelas mesmas dificuldades que ela passava.

Hoje, ela tem 21 anos e é uma das vozes que liga para dizer aquela mesma frase que escutou quando passou no processo seletivo. Depois de tanto ralar, ela entendeu que as barreiras existem para serem enfrentadas e que, se não tivesse passado por tudo que passou (pelos medos, inseguranças, estresses e preocupações) não estava onde está hoje.

De um degrau acima, depois de ter aprendido a desenhar uma carreira, amadurecer e lidar com pessoas diferentes, ela hoje orienta seus pupilos a fazerem o melhor que podem. E se dispõe de corpo e alma a ajudá-los com isso.

“Eu era eles no passado. Sei o que eles estão passando e sofrendo. É acordar cedo, precisar chegar no horário, ter dificuldades de locomoção por morar em áreas de risco, trabalhar, ficar nervoso, se cansar etc.

Uma vez, uma das candidatas, no dia da entrevista, avisou que não poderia ir porque o lugar onde morava estava tendo um tiroteio. Movi mundos para achar uma nova oportunidade para ela e consegui.

Hoje, ela trabalha ao meu lado e é muito boa. Quero que todo mundo tenha a oportunidade de crescer, de tentar. O lugar de onde ela vem não interfere em quem ela é, sabe? Faço isso com todo coração porque sei o quanto isso é essencial para esses jovens, justamente porque já foi essencial para mim. É uma experiência gratificante”.

E agora, Iasmin?

Atualmente, ela continua trabalhando com Recursos Humanos na Coca-Cola Brasil, e faz isso com muito carinho. Apesar de não querer abandonar o RH em 100%, ela não esquece “do que sonhava antes dele, mas sabe que pode usar isso para subir vários degraus para chegar onde quer”. Como explica, ela vive cada momento, absorve cada área, dá aulas e o que mais aparecer pensando no final ideal.

“Nada me impede de fazer coisas em paralelo. Parada não vou ficar. Quero estruturar minha vida de acordo com o que sempre sonhei. Quero conseguir escolher sozinha por onde caminhar. Isso é o mais importante”.

Assinatura-Coca-Iasmin

@ load more