Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










O que você procura?

entre irmãs

Imagem: Reprodução

É com coragem, drama e uma trilha sonora intensa – algumas vezes em demasia, que Breno Silveira (2 filhos de Francisco; Gonzaga: de Pai para Filho…) marca o seu novo filme. Entre Irmãs é baseado no livro A Costureira e o Cangaceiro, da pernambucana Frances de Pontes Peebles.

O longa narra a história das irmãs Luzia (Nanda Costa) e Emília (Marjorie Estiano) que, além de serem mulheres com personalidades bem distintas, também têm perspectivas e olhares bem diferentes sobre a vida. Enquanto uma sonha com a liberdade, a outra sonha com o casamento. Enquanto uma, em sua trajetória, por destino ou acaso, apaixona-se, a outra descobre que a vida é uma caixinha de surpresas, e para ambos os lados – bom e ruim.

entre irmãs

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Enquanto crianças, em uma brincadeira boba, um acidente marca a trajetória ancorada por acontecimentos de força maior, e calcado em uma carga dramática intensa. Carga que é reforçada praticamente todo o tempo pela trilha sonora. Inclusive, o excesso do tom dramático que a trilha traz nos remete muito às novelas da globo. O que talvez funcione muito bem. Afinal, o longa abre diversos núcleos e precisa de um certo esforço para fecha-los no decorrer, deixando muitas possibilidades de desenvolvimento para trás. Mas, voltando ao filme, é como dizem por aí: “Toda critica é uma confissão”.

E sim, esse texto não só é uma confissão, mas é uma declaração de amor ao mais novo trabalho de Breno Silveira, que apesar dos excessos, ainda carrega o título de melhor filme do ano, na minha opinião.

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Luzia e Emília representam uma dualidade muito crítica, e real, às funções/papéis da mulher na sociedade. Esteriótipos esses que, por muito tempo, foram colocados na nossa frente como as duas únicas opções de identificação enquanto, na realidade, podemos nos identificar da maneira que quisermos.

Entenda:

Luzia tem um perfil mais rebelde. Mulher que vai pra rua lutar. Forte. Aquela que não tem medo de nada e que é apontada por muitos como sem classe, além de coisas bem piores.

Emília quer casar e encontrar o príncipe encantado. Gosta de moda e sonha em morar na capital. Seus planos sempre envolvem a ideia de amor romântico.

entre irmãs

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Mas, antes que você possa pensar que o filme irá reduzir essas personagens ao mero esteriótipo ilustrado acima, ele começa a construir uma sequência de eventos onde elas se vêem em situações de descoberta, conhecimento do amor, da sexualidade, do próprio desenvolvimento da personalidade, amizade, empreendedorismo, causa/propósito, família, casamento e construção de família, entre tantas outras coisas. O que antes eram esteriótipos viram características comuns e escolhas no meio de duas mulheres fortes e complexas, mas que apenas são realmente diferentes.

Mais ainda: não é porque as duas são diferentes que ambas não são igualmente fortes. Muito pelo contrário. E é aí que mora o ponto alto do filme: a versatilidade que as personagens se propõem. E isso vai além das protagonistas. O elenco de apoio, também muito competente, ajuda a construir temas SUPER atuais. Um deles, por exemplo, é a ideia absurda de que nossa orientação sexual pode ser tratada ou definida como patologia. Tudo isso em uma história que se passa na década de 1930. É mágico!

entre irmãs

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Repito: apesar da trilha sonora ser muito presente, inclusive no clímax do filme – para uns exagero, para outros destaque positivo, todas as cenas dramáticas demais servem para contextualizar o espectador no desenrolar do filme. Afinal…

uma das irmãs faz menção à Maria Bonita.

Sim, ela mesmo, a cangaceira! Além de todas as surpresas que a história nos reserva, ela ainda faz uma homenagem emocionante ao símbolo de força e liderança da história do Nordeste. Ou seja, para unir os núcleos criados e amarrar todos os pontos do roteiro visando que ele se desenrole com verossimilhança, muitos pontos precisam ser abertos durante o filme. Consequentemente, isso faz com que o longa tenha uma duração de 2h e 40 minutos. Pasmem!

Porém, reitero: é um filme lindo! Emocionante, atual, esteticamente belo, com paisagens e figurinos lindos! Ah, o filme tem cenas gravadas em Porto de galinhas (Pe), no Recife Antigo, Marco Zero do nosso estado, e em Olinda, além de outros locais do Nordeste.

Bom, por último, deixo registrado que é através filmes assim que nós, estudantes de cinema, nos inspiramos a abordar não só a beleza das histórias verídicas, mas a possibilidade de ir além da imaginação no fictício. E, acima de tudo, usar o cinema como ferramenta de construção e desenvolvimento social.

Mas o mais importante agora é que você prepare a caixa de lenço, a pipoca e vá correndo para o cinema conferir, sabendo que quando os créditos subirem palavras irão faltar. Confira o trailer aqui!

Entre Irmãs estreia nos cinemas brasileiros no dia 12 de outubro.
Com informações da assessoria.

Ficha técnica:

Entre Irmãs (2017)
País: Brasil
Classificação: 14 anos
Estreia: 12 de Outubro de 2017
Duração: 160 min.
Direção: Breno Silveira
Roteiro: Patrícia Andrade
Elenco: Nanda Costa, Marjorie Estiano, Júlio Machado, Rômulo Estrela, Letícia Colin, Cyria Coentro, Claudio Jaborandy.
Imagem: Reprodução


E o que vocês responderiam a essa pergunta aqui abaixo, feita por uma de nossas usuárias do Clube Superela?

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