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Manter um relacionamento já é difícil por si só, mas o que acontece quando o outro é uma pessoa acomodada? No nosso grupo no Facebook, o #superelas, uma das nossas leitoras levantou essa discussão, perguntando se alguém namoraria um homem de 23 anos que não trabalha, faz faculdade e ainda é bancado pelos pais.

pessoa acomodada

Talvez a sua resposta inicial a essa pergunta seja ‘não’, porque, afinal, você tem planos para o futuro e espera crescer muito a cada ano – mas a verdade é que a gente nunca sabe o dia a de amanhã, por isso, pode ser interessante pensarmos um pouco mais sobre isso. Primeiro, é mais interessante a gente olhar para o contexto do que julgar de cara o que está acontecendo, certo?

Olhando de forma muito fria e clara, o objetivo da faculdade é a relação de ensino-aprendizado. Algo que se perdeu ao longo do tempo, principalmente aqui no Brasil, é que a faculdade é um período em que o foco devem ser os estudos e não o trabalho. Na verdade, o trabalho é apenas uma parte experimental dessa experiência, uma maneira do estudante ver, na prática, como a sua profissão funciona.

Dito isso, por aqui existe toda uma situação socioeconômica que exige que os alunos trabalhem enquanto estão estudando, em sua maioria. Seja para ajudar a pagar as contas de casa, para bancar os próprios estudos ou porque é uma exigência dos pais para que a pessoa continue no curso. E isso criou toda uma cultura de que quem tem mais de 20 anos, está na faculdade e não trabalha é preguiçoso.

Porém, o fato de a pessoa estar acomodada nesse momento da sua vida não significa que ela é assim de verdade. Por uma série de fatores, ela pode viver uma situação e um momento de vida diferentes do seu, e estar em uma posição mais favorável financeiramente, em que alguém consegue bancá-la enquanto ela se dedica aos estudos.

Pessoa acomodada: cada caso é um caso

É impossível a gente generalizar e achar que toda pessoa que só está estudando, sem procurar um emprego, é acomodada e vai continuar assim o resto da vida. No nosso grupo, por exemplo, tivemos alguns exemplos dos dois lados: uma mulher que tentou e o relacionamento deu certo, porque a pessoa mudou sozinha, por vontade própria; e outro em que a relação não deu certo, porque o que o outro lado queria alguém para sustentá-lo.

 

É preciso olhar para o contexto para entender o que as duas partes querem com esse relacionamento. Por mais que o sentimento seja importante para uma relação – afinal, de que adianta ficar com alguém se você não sente carinho e amor por aquela pessoa? –, ele, sozinho, não sustenta um relacionamento. O que vai garantir que ele continue é o quanto as duas pessoas estão dispostas a se apoiarem e se motivarem.

Não é inspirador ter por perto uma amiga que não nos motiva a ir atrás daquilo que queremos, que topa fazer coisas junto com a gente e que está aberta a ouvir e ser ouvida – podemos até colocar esse tipo de amizade no âmbito das relações tóxicas. Com um relacionamento amoroso é a mesma coisa: se não existe essa via de mão dupla, essa parceria, dificilmente ele vai durar.

Além do mais, essa é uma situação que pode gerar desconforto. Lidar com uma pessoa acomodada pode gerar frustração, porque você vai querer que ela faça alguma coisa e seja tão ambiciosa quanto você. E nessa sensação de cobrança, podemos não perceber que ela é feliz assim e que o caminho que ela quer seguir não é o mesmo que o nosso.

pessoa acomodada

Por outra lado, se você não souber exatamente o que espera de um relacionamento, pode sentir como se essa pessoa estivesse empacando a sua vida, segurando você para trás, quando sabe que tem potencial para fazer muito mais do que está fazendo no momento. Pode, até, gerar desencorajamento, porque você sente como se estivesse fazendo algo errado indo atrás das suas metas enquanto a outra pessoa continua estática.

No fim, tudo volta para o mesmo ponto: entender o que você busca em um relacionamento e o que a outra pessoa quer. E analisar cada caso conforme ele aparece, sem achar que você já sabe o que o outro quer e vai fazer. Esse, com certeza, é o ponto mais importante, porque determina o tal contexto que falamos ali em cima.

No mais, ter interesse para entender o que a outra pessoa pensa e porque ela está nessa posição é interessante para sairmos de uma posição de ‘sabe-tudo’ em que a gente assume que já entendeu uma situação, quando na verdade está bem longe da verdade.

Foto de capa: Reprodução / Ruby Sparks


Você já namorou uma pessoa acomodada? Que tal ajudar a nossa leitora? Você pode responder a pergunta abaixo ou clicar aqui para participar da discussão.


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