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A gente não tem a obrigação de deixar a vida como um livro aberto para qualquer um que quiser chegar e ler. Até porque deixar o livro fechado e guardado a sete chaves é bem mais empolgante do que colocar à mostra para quem quiser pegar e ler de cabo a rabo. Sempre gostei de testar as pessoas, não com má intenção, mas é tão mais emocionante ver as pessoas lutando para conseguirem algo e enxergar que não importa a dificuldade que vem, mas o esforço continua grande para chegarem ao ponto final.

Tenho evitado muito as pessoas, pelo menos as que eu sei que não valem o meu esforço. Estou sendo mais pessoal, não guardando tudo para mim, porque guardar tudo dentro da gente é meio desesperador. Sempre deve haver alguém para ler todas as nossas expressões e ajudar, mas, no geral, estou aprendendo a guardar algumas das minhas emoções, grande parte dos meus pensamentos e sentimentos para mim. Assim fica sendo exclusividade minha e de quem está disposto a pagar o preço para mostrar que realmente está merecendo conhecer a fundo. E, embora seja uma atitude meio exagerada, está dando muito certo.

Foi cortando a liberdade e o passe livre que algumas pessoas tinham na minha vida que aprendi que grande parte das bobeiras que perturbavam a minha cabeça e as inúmeras tragédias que me rodeavam eram causadas por quem tinha o prazer de entrar e sair quando bem entendesse. Fiz o teste, porque sem teste não há resultados e buscar resultados antes de fazer um teste é coisa de gente tola. Cortei e adivinha? Estou vivendo bem, não às mil maravilhas, mas bem melhor.

– Às vezes o que falta é a atitude de decretar o fim da liberdade que algumas pessoas têm com a gente. O limite é essencial, porque tem gente que confunde tudo. Tem gente que acha que colocando a mão na massa ajudará a terminar tudo mais rápido, mas, na verdade, ao invés de terminar tudo em menos tempo, faz demorar mais ainda.

– Não é tudo que deve ser compartilhado. A mania de correr e abrir a boca para todo mundo quando algum milagre ou desgraça acontece com a gente torna tudo pior. Não digo que não se pode ter alguém para desabafar e correr para os braços quando tudo está caminhando para o precipício, claro que buscar ajuda é o ideal, mas também é necessário tomar muito cuidado, porque nunca se sabe as reais intenções de alguns. Já vi muita gente usando das fases ruins para diminuir o outro e usufruindo das boas para conquistar coisas para si. Como dizem: “cuidado nunca é demais.”

– Quem quer o seu bem não coloca a mão quando você pediu um dedo. Uma metáfora meio complicada, mas vou explicar: quem quer o seu bem não toma atitudes sem a sua permissão. Quem realmente está com vontade de ver a sua felicidade segue os seus passos, ouve a sua voz, toma cuidado com as atitudes, aprende que cada uma tem uma vida e que na vida do outro é apenas um espectador. As escolhas são feitas pelo protagonista, não por quem assiste de fora.

Aprendi tanto e, felizmente, estou muito bem. Com algumas pessoas sentindo raiva, outras apedrejando, outras espalhando boatos e soltando ódio por aí, mas quem nunca sobreviveu mesmo sendo rodeado por inúmeras vibrações ruins? Na verdade, o que está chegando de ruim por aqui está voltando, talvez tarda no caminho, mas volta para o lugar de onde saiu.

Só mais um aviso: para viver bem é importante ter pessoas que aceitam os seus limites e que não se intrometam antes de serem chamadas. Ando precisando de pessoas assim, que não queiram roubar o lugar de protagonista na minha própria vida. Você também? Caso sim, junte-se a mim, já somos dois, não estamos sozinhos e acredite: existem inúmeras pessoas boas no mundo, é só dar um passo com energias positivas que encontramos. Aliás, quem é do bem sempre acaba trombando com quem também é e quando olha nos olhos percebe que valeu a pena se esbarrar.

Imagem: Pinterest

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