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Como saber se tenho depressão ou baixa autoestima? Nos deparamos com essa pergunta no Clube Superela e percebemos que, sim, as pessoas confundem muito as duas coisas – não é para menos, já que uma pode ser consequência da outra. No caso, ter a autoestima baixa (e não trabalhar para melhorá-la) pode levar uma pessoa a desenvolver um quadro depressão.

Porém, é quase óbvio que uma pessoa com depressão também sofre de baixa autoestima, porque a visão que essa pessoa tem de si mesma não é positiva: pelo contrário, ela tem pensamentos ruins o tempo inteiro, inclusive alguns de morte. Alguém com autoestima elevada dificilmente pensa em suicídio ou se sente sem propósito na vida.

Mas vamos entender um pouquinho melhor como isso funciona.

Depressão ou baixa autoestima? Bem, são coisas diferentes…

depressão ou baixa autoestima

Foto: Carolina Heza / Unsplash

Autoestima é tudo aquilo que você pensa e sente por você mesma. Se você está com baixa autoestima, significa que você tem pensamentos que diminuem a sua importância no mundo, por muito motivos. É um sentimento de menos valia.

Não é só que você não gosta do seu corpo ou não se sente a profissional mais capacitada do seu escritório. Você é insegura, não acredita nas próprias capacidades e não se vê como alguém de valor. É um sentimento profundo, porque está intimamente ligado à visão que você tem de si mesma – você se vê de forma negativa o tempo inteiro e interpreta fatos e situações que acontecem ao seu redor como uma prova da sua falta de valor.

A baixa autoestima é um sentimento, ao contrário da depressão. Esta é uma doença mental, que pode ser diagnosticada por um profissional psiquiatra e tem um tratamento – inclusive medicamentoso.

Depressão é um distúrbio em que o paciente perde o interesse pela vida. Esse desinteresse gera angústia e parece surgir sem um motivo aparente. Essa é considerada uma das doenças mais incapacitantes de que se tem conhecimento hoje em dia, porque essa tristeza e falta de interesse faz com que a pessoa não tenha vontade e motivação para fazer coisas básicas, como levantar da cama ou escovar os dentes.

É um efeito bola de neve

A baixa autoestima não é uma doença, mas um sentimento profundo de menos valia, de que você não importa ou tem valor. Pessoas que sofrem com essa sensação são muito inseguras e têm dificuldades com relacionamentos interpessoais.

Dá para perceber como a baixa autoestima pode evoluir para uma depressão? É óbvio que a depressão não é causada única e exclusivamente pela baixa autoestima, porém, a forma como você pensa de si mesma pode se transformar em uma questão incapacitante. Você é tão insegura, que não quer mais ver os seus amigos ou sair de casa para um encontro – e aí que a situação começa a ficar séria.

A baixa autoestima passa a ser vista como um problema quando começa a afetar diretamente o seu dia a dia. Se você passa a se sentir derrotada, muito insatisfeita o tempo inteiro, infeliz e sem conseguir pontuar o porquê da sua insatisfação (por exemplo, você não se sente tão bonita quanto as suas amigas ou tão bem sucedida quanto a sua chefe), ela se torna um sintoma depressivo.

Como contornar a baixa autoestima?

Muito bem, agora que temos essa visão geral, podemos conversar sobre como corrigir essa situação. E, sim, tem tudo a ver com amor próprio e autoconhecimento. O primeiro passo, então, é você se conhecer melhor e colocar no seu dia a dia pequenas ações que te ajudem a mudar a forma como você se vê.

Existem inúmeras maneiras de fazer isso. Tirando alguns momentos no dia para ler um livro que você gosta, buscando no seu próprio corpo alguma coisa que você goste e focando nela, colocando nas suas redes sociais referências que te incentivem e te motivem a gostar de você mesma, criando alguns mantas

Se o problema é a sua aparência, você pode buscar formas de alterar o que te incomoda, como perder peso ou fazer uma operação no nariz, por exemplo. Porém, você precisa ter em mente que a baixa autoestima não se resolve apenas com soluções superficiais (como cuidar da sua aparência). Você precisa mudar o que pensa sobre você, e isso exige um treino seu.

Além de se cercar de boas influências e ter mantras, é preciso prestar atenção no que passa na sua mente e bloquear tudo aquilo que é ruim. Uma técnica para isso é andar com um sinal de ‘pare’ (daqueles de trânsito), impresso em papel, na bolsa. Toda vez que você pensar algo ruim sobre você mesma, olhe para o papel e lembre de parar de pensar aquilo. Com o tempo, você vai perceber que fica mais difícil deixar esses pensamentos passarem pela sua cabeça sem lembrar do sinal de PARE imediatamente.

Uma outra forma de fazer isso é buscando estabelecer pequenas metas para você mesma. Se a questão é fazer exercícios físicos, comece andando uma quadra, depois aumente para duas na semana seguinte, três na outra… É mais ou menos como na regra do minuto, você começa com um pouquinho por dia e vai gradualmente aumentando conforme o tempo passa.  

Mais algumas ideias:

1.Tirar uma hora por dia para fazer algo que você gosta

2.Criar uma rotina de cuidados consigo mesma (tipo, passar hidratante toda noite, antes de dormir)

3.Colocar no papel as suas inseguranças para esvaziar a mente

4.Meditar

5.Colocar um exercício físico na sua rotina

6.Conversar com pessoas que te motivam e te apoiam

7.Começar a observar o que você gosta no seu corpo (ao invés daquilo que não gosta)

8.Aprender algum hobby manual (como colagens, costura ou desenho)

Se você sentir, porém, que a sua insatisfação está muito alta, ou que você não consegue melhorar a sua autoestima sozinha, não tenha medo em buscar ajuda profissional. Um psicólogo ou psiquiatra com certeza vai saber a melhor maneira de lidar com o que você sente (inclusive deixar bem claro se é depressão ou baixa autoestima), e vai guiá-la pelo melhor caminho para aprender a cuidar e amar a si mesma cada vez mais. E paciência. Esse processo leva tempo, mas é muito recompensador, a gente garante!

Foto de capa: Alina Miroshnichenko / Unsplash


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