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Vamos desglamourizar um pouco a gravidez?

Toda mulher quando engravida se acha madura o bastante, até contar com uma total inexperiência materna.

Lógico, tem aquela máxima: nasce um bebê, nasce uma mãe. Mas, esse nascimento da mãe é lento, é dia a dia, é se virando na rotina… e um belo dia, você se pega sendo a mãe mais experiente do mundo.

Aí, nesse momento, você se vê agarrando o mundo com unhas e dentes, lutando contra tudo e contra todos por um “serzinho” indefeso.

E então, desde o momento em que você realmente nasceu como mãe, nada mais na sua vida tem sentido, se não for com o seu filhote a tiracolo. Toda a sua vida começa a ser moldada de acordo com a criança, e, se antes isso te assustava, agora passa a ser a coisa mais gostosa e prazerosa do mundo.

Bem… era para ser assim, mas não é o que acontece.

Antes de engravidar, a mulher idealiza mil coisas. Se prepara, faz exames, toma remédios e dentre os seus lindos planos está o projeto de colocar uma linda barriga de fora todos os dias. Aquela de capa de revista de gestante (se é que isso existe). Ela também imagina o seu cabelo perfeito, maquiagem 24 horas, unhas lindas e intactas. Isso também era o que eu desejava, mas a expectativa é bem distante da realidade.

Muitas mulheres não encontram na gravidez esse tal glamour da maternidade. Algumas não tem nem saco para pentear os cabelos, que na maioria das vezes, se mantém em um nó fácil e prático de se fazer. A pele se toma toda em espinhas, devido a confusão dos hormônios. As unhas se tornam quebradiças e o ânimo já não mais existe.

Ganha-se peso e a quantidade de peso ganho é indiferente ao fato de que a mulher se sentirá linda. Eu me perguntei diversas vezes, como tinha mulher que se sentiria bela com aquela barriga.
Não tem roupa que caiba, nada fica bom. O que é confortável, é feio. O que é bonito, incomoda.

Mas, enfim…

São 9 meses que passam rápido. 9 meses amando aquele “serzinho” e tentando ter uma boa convivência com a barriga.

O desejo inicial de colocar a barriga de fora e sair desfilando como uma modelo gestante não se concretiza, mesmo recebendo diversos elogios pela imensa barriga. Rola uma insegurança de mostrá-la para o resto do mundo.

Também têm os enjoos…

Os enjoos, que no início são fracos, normalmente passam após os três meses. Mas, em algumas mulheres, perduram até o fim da gestação. Eu mesma, nas minhas duas gravidezes, enjoei até quase os 9 meses. É muito glamour.

Os principais motivos dos enjoos na gravidez são: modificação hormonal que afeta a digestão, o aumento do útero que aperta o estômago, a ansiedade, o estresse e o medo.

Realmente, comer e colocar tudo para fora não tem glamour nenhum, então darei dicas de alguns alimentos que aliviam o enjoo e a náusea na gravidez: Gengibre (o gengibre é uma planta medicinal e ajuda a acalmar o estômago. Pode-se comer um pedacinho da raiz ou então, como chá ou no suco), biscoito de água e sal, suco de limão (o suco de limão, por ser ácido, ameniza a sensação do enjoo), banana, abacaxi e folhas verdes (elas diminuem o enjoo e são ricos em ácido fólico, que ajuda na formação do tubo neural e no desenvolvimento do feto).

E os tipos de parto?

E então, depois de passado os 9 meses, chega a tão esperada hora. A hora do parto! Conheça todos os tipos:

  • Parto natural: via vaginal sem intervenções ou anestesia.
  • Parto normal: via vaginal e pode haver intervenções.
  • Parto na água: acontece com a mãe em uma banheira ou piscina.
  • Parto de cócoras: é o parto natural, só que em posição de cócoras.
  • Parto a fórceps: quando acontece alguma dificuldade no parto normal.
  • Parto Leboyer: preserva um ambiente tranquilo, com pouca luz, silêncio e quente, parecido com o útero, para não criar traumas no bebê.
  • Parto humanizado: respeita-se a individualidade da mãe, a posição para parir, o tempo e o local. A mulher tem a liberdade de se alimentar e andar durante o trabalho de parto.
  • Cesárea: via transabdominal.

Curiosidade: o Brasil é o país que mais faz cesáreas no mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que os partos por cesárea sejam apenas 15%, e assustadoramente, nas redes privadas tem-se 82% de partos cesáreos feitos e nas redes públicas, 52%.

O pós-parto

Então, chegamos a fase final da gestação e a inicial da maternidade. Também conhecido como quarentena ou resguardo. É o estado de puerpério.

É a fase que vem o cansaço, o desânimo, a tristeza, a insegurança, e costuma permanecer nos primeiros 15 dias do pós-parto, devido ao desequilíbrio hormonal, e tende a se normalizar após esse tempo. Caso todo esse mal-estar persista, vale a pena procurar um médico para averiguar se não se trata de depressão pós-parto.

As mamas ficam cheias e doloridas, aliviando a dor com a amamentação. O abdômen fica inchado e a mulher pode ter, em alguns casos, diástase abdominal, que é a separação dos músculos da parede abdominal. O útero volta ao seu tamanho com a amamentação.

Sangramentos são normais, desaparecendo em alguns dias. O sexo fica proibido nesses 40 dias, sendo liberado após avaliação com o médico.

Para quem optou por uma cesárea ou não teve escolha devido a motivos de força maior, começa a saga da recuperação, com dores, cicatrização e que, se correr tudo conforme o esperado, dentro de 15 dias, você já se sente confortável para voltar a algumas atividades leves. Sabendo que não pode carregar pesos e nem fazer atividades intensas, sendo liberada para isso, normalmente após 45 dias do parto.

Já para quem não optou por uma cesárea, essa é a hora de poder curtir o baby intensamente, iniciar a amamentação e desfrutar de tudo que há de melhor em ser mãe!

Imagem: Stocksnap

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