Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










O que você procura?

“Tenho vergonha de manter meu feminismo no bolso até a situação ser conveniente. (…) Às vezes quero que as pessoas gostem de mim mais do que quero mudar o mundo.” Blythe Baird, Pocket-Sized Feminism

Quantas vezes já guardamos nosso feminismo para as horas vagas? Como no dia que seu amigo fez aquela piada machista, e você não disse nada, para não ser chata, sabe? Para não criar uma cena. Ou naquele semestre da faculdade, quando seu professor assediou sua amiga, na frente da turma inteira, e todos riram, ninguém disse nada, até porque era brincadeira, não era? Você não queria criar um problema com um professor que todos gostam. Quando o cara quis pagar a conta do jantar, e você deixou, por educação, pra não soar como se não aceitasse uma gentileza. Quando você deixou de problematizar um absurdo porque… bem, isso seria problematizar.

Será que eu tô usando minha camisa que diz “feminist” apenas quando combina com o tênis do “serei bem aceita”? Não, não é necessário falar alto para ser ouvida, basta dizer “não” quando você achar que deve dizer “não”, sem abaixar o tom de voz para quem está do outro lado. Não é necessário tatuar um punho em riste para ter sua convicção gravada em você, só é preciso não ter medo: Estamos juntas nessa.

Aceite as desvantagens de ser feminista…

… porque é muito fácil se deixar seduzir pelo – pouco – que o mundo te oferece em troca do sexismo. A imersão em um sistema desses, que diminui mulheres, que é racista, envolto em LGBTfobia, nos torna suscetíveis ao impulso de aceitar, compactuar e esquecer – e isso não é vergonha nenhuma. Vergonha é não querer mudar. Vergonha é proferir discursos de ódio.

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Feminista

Todas nós começamos a sair dessa realidade – que mais parece uma distopia – e, olha só, você já está aqui, e a força pra lutar já nasceu, já cresceu, e só se desenvolve mais a cada dia, a cada adubo bobagem que a gente ouve. Cada dia é uma desconstrução nova dentro dos movimentos, porque é disso que fazemos parte, de movimentos para a mudança. E a mudança às vezes tarda e falha.

Tudo isso é justamente escrever uma história completamente nova, e, acredite, não é preciso apontar os dedos, é preciso dar as mãos e seguir em frente. Devagar a gente acostuma e, quem sabe, deixa algum tipo de sinal nas pessoas, quando não fingirmos rir das piadas sexistas. Quando dissermos “ei, amiga, vem pra cá” quando algum cara estiver insistindo demais com ela. Quando levantarmos a cabeça pras críticas. Quando não ficarmos abatidas quando alguém insulta seu rosto quando não aceita a argumentação.

Menina, a gente luta pela gente. Quando não for fácil agir, não foi fácil, mas agimos. Juntas. E o que perdemos com isso é só um suspiro, o que ganhamos é um futuro inteiro de menos espartilhos que sufocam. Aceite também a “desvantagem” de ser feminista para, finalmente, ter a vantagem de ser gente. Repito: Estamos juntas nessa.

Imagem de capa: Mpatshi


Pra você, o que é ser feminista? Comenta na pergunta abaixo no Clube Superela.

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