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Você sabia que existe o Dia Internacional da Igualdade Feminina? Pois é, mas o que realmente significa esse dia? Vem aqui bater um papo sincero comigo…

Se nesse momento nascesse um bar de bolas aqui embaixo, será que mais pessoas iriam ler esse texto e me levar mais a sério? Não sei se essa resposta vai te surpreender, mas infelizmente não. Agora, e se eu, assim como os “homens normais”, tivesse essas bolas, e AINDA gostasse de mulheres? Será que o machismo sairia um pouco do meu pé? OLHA que doido: não. E sabe por quê? Porque isso é uma questão de GÊNEROS, e é disso que vou falar hoje.

Pra quem não sabe, dia 26 de agosto, é Dia Internacional da Igualdade Feminina, sim sabemos que já passou, mas o assunto é ainda muito importante. Ele existe para reforçar a luta da mulher de conquistar um espaço na sociedade que é seu por direito. Direito porque somos, além de cidadãs, seres humanos que contribuem com o crescimento e manutenção do País. Só que isso NEM SEMPRE foi assim, convenhamos.

Procês terem uma ideia, a mulher brasileira só conseguiu ACESSO ao Ensino Superior em 1879. Antes disso, suas “profissões” eram: pilota de fogão, mamãe de uma família muito linda e dona-de-casa em tempo integral. Ó que louco isso: só em 1962, há 55 anos, o estatuto da mulher casada mudou. A partir daquele ano fatídico, as esposas não precisavam mais da AUTORIZAÇÃO DOS MARIDOS para trabalhar, ganharam direito a herança e, de quebra, ainda conquistaram a possibilidade de ter a guarda dos filhos em caso de separação.

55 anos atrás, velho.

E é aí que eu volto lá no começo desse texto. Beleza, concluímos que o machismo existe, é perigoso, prejudicial e sei lá mais o quê. Isso a gente fala todo dia aqui no Superela, né não? Mas aí então a lógica BÁSICA seria: é, Luísa, se você tivesse um pênis, mais pessoas estariam dando atenção ao que você está dizendo agora, e é por isso que a gente luta pela Igualdade de Gêneros, êêêêêê, desatamos o nó!

Só que não, gente. Acreditem: o buraco é muito mais embaixo. Se as coisas girassem apenas em torno dos nossos órgãos sexuais, era capaz do machismo nem existir. A discussão aqui não é só de Homem x Mulher, Pepeca x Pênis e sei lá o quê. O assunto aqui é GÊNERO.

Quando a gente pensa no Dia Internacional da Igualdade Feminina…

Dia internacional da Igualdade Feminina

A primeira coisa que vem à cabeça é: direitos iguais para homens e mulheres. E, quando pensamos em GÊNEROS, associamos àquelas plaquinhas de banheiro que direcionam aonde cada um deve ir de acordo com o seu corpo, ou o tipo de brinquedo que você vai dar para a criança que acabou de nascer.

E é aí que mora o perigo. Gênero é uma construção social que, em tese, nos direciona a exercer um papel na sociedade. Até aí tudo bem, se não fosse pela quantidade de papeis que existem. Entenda: nos moldes das famílias tradicionais, temos homens e mulheres, só. O menino só namora a menina. Azul é masculino, rosa é feminino. Carrinho para os garotos, bonequinhas para as garotas. E aí, quem não se enquadra nisso é O DIFERENTÃO SUBVERSIVO QUE TODO MUNDO ABOMINA.

E aí acreditem: esse paranauê é ruim para ambos os sexos. Eu tô aqui hoje falando sobre o Dia Internacional da Igualdade Feminina, mas essa luta é de extrema importância para os homens também. Aliás, o machismo em si é um pé no saco pros caras. Quer ver?

Chorar é coisa de menina. Homens não choram. Quem brinca de boneca é mocinha. Quem gosta de rosa é mulherzinha. E aí, do NADA, se uma criança quiser passar esmalte e se o nome dela for JOÃO, a escolinha e a família muito provavelmente vão CAIR EM CIMA DELE. Para ele, é só uma coisa colorida que pode passar na mão. Para os outros: é coisa de menina. Logo, ele faz parte da turma do LGBTT. Logo, ele está errado.

E aí olha que sensacional isso: se a gente vivesse em um mundo onde a igualdade de gêneros existisse, não teríamos tantas amarras. Não estou dizendo que homens sofrem tanto quanto mulheres com o machismo, porque ainda assim eles parecem conquistar “mais direitos e segurança” que nós. Contudo, admito que deve ser um INFERNO viver em uma casca todo santo dia, sem poder demonstrar seus sentimentos e crescer ouvindo que é ele o chefe da família e que deve manter o controle sobre tudo.

Então, por que a gente não pode pensar no Dia Internacional da Igualdade Feminina como uma data que serviria a ambos os “gêneros”? E se, nesse dia, a gente inclusive lutasse para que não houvesse tanta rigidez entre eles? Vamos mostrar ao mundo que mulheres podem ser cientistas e pilotas de Fórmula 1, e que homens podem ser bailarinos e donos-de-casa também.

Façamos um motim para mostrar ao mundo que não poder andar de saia curta sem ser julgada e violentada é um absurdo. Lutemos para que as pessoas entendam que, assim como ninguém opina sobre o corpo do homem, o mesmo deveria ser aplicado à mulher. Bora entender que BIOLOGIA em si não tinha que provar NADA na verdade.

Não é porque o corpo do homem é mais “forte” que ele pode nos ameaçar e se tornar superior pela força. Na marra mesmo. A gente tem que lutar por um degrau onde todo mundo possa coexistir. É podermos trabalhar sem ser julgadas por não estarmos em casa, é não nos prejudicarmos porque simplesmente engravidamos. É transferir um pouco da responsabilidade ao pai de cuidar da casa e família.

É, no fim das contas, tacar um belo dum foda-se pros papeis de gênero TÃO RÍGIDOS que temos e irmos, a pequenos passos, construindo uma sociedade que deixe a pessoa livre para criar novos gêneros, e transitar entre eles sem ninguém meter o dedo.

Dia internacional da igualdade feminina - 2

Imagem: Agata Hop


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