Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










O que você procura?

Você já percebeu que, quando estamos dentro da situação, seja ela positiva ou negativa, damos a ela um tamanho imensamente maior do que ela tem realmente? Como estamos envolvidos emocionalmente com a situação, deixamos de ver com os olhos da objetividade e distorcemos tudo de uma maneira bizarra.

Isso é nossa emoção interferindo na nossa razão e então pensamos, como conseguir ter um julgamento adequado para o que precisamos de respostas.

A primeira alternativa que tomamos é falar para alguém de confiança que está fora da situação o que está acontecendo para então tentar enxergar outros pontos de vista. Porém, às vezes a pessoa “toma suas dores” e age com emoção também, isso faz parte da empatia que temos por outras pessoas, ainda mais com nossos amigos e familiares. Outra forma, porém, mais difícil e, por isso mesmo, mais interessante, é se colocar fora da situação e a analisar.

Mas só isso resolve seus problemas?

A consultora em mindfulness e meditação Fernanda Neis fala um pouco sobre o assunto e como resolver:

“Vou dar exemplos. Uma pessoa te xinga no trânsito. Você acha aquilo um absurdo, vai atrás, começa uma briga, a pessoa bate no seu carro e, por fim, aquela novela toda já passou na cabeça de todos nós. Dor de cabeça, perda de tempo e de dinheiro e um inimigo para a vida toda. Não é mais fácil deixar quieto, sorrir e, se for o que a pessoa quer, pedir desculpas, mesmo que você não saiba o porquê? E utilizar isso com os amigos, familiares, colegas e amigos de trabalho e todos ao nosso redor”.

O que a especialista indica é fazer o uso da meditação interna, colocar como esse problema pode ser resolvido de forma mais amena. Se colocar no lugar do outro é uma boa forma de refletir se uma briga ou alvoroço é realmente necessária.

Imagina se as cargas de coisas negativas que acontecem diariamente, você carregasse sempre contigo? Além de se tornar uma pessoa desmotivada, a longo prazo isso pode interferir na saúde. Manter uma rotina baseada na centralização emocional faz com que coisas que diariamente nos irritam e nos deixam para baixo se tornem irrelevantes.

Fernanda completa:

“Outro exemplo está ligado às relações afetivas. Um amigo ou namorado fez algo que você realmente não gostou. Aquilo te incomodou de verdade. Se você for falar na hora, “emocionalizado” e dentro da situação, com certeza vocês vão se desentender. É isso o que você quer? Claro que não! Eu não conheço ninguém que queira se desentender com os outros só por hobby. No seu ponto de vista você tem certeza que tem razão e, no ponto de vista do outro, ele também tem. E essa discussão é um buraco sem fundo. Será que esse ponto, por mais importante que seja, é mesmo mais importante que a sua relação de amizade ou seu namoro com aquela pessoa? Em 99,99% dos casos eu diria que não. Então pronto, passa por cima e vai ser feliz”. 

Eu sei que é difícil, mas a longo prazo vai simplificar a sua vida em muitos aspectos!

Imagem: Unsplash

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