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Esse episódio com Meryl Streep falando sobre Trump e um de seus episódios polêmicos, em uma longa vida de abusos, violações e discursos de ódio. No qual ele ridiculariza um repórter com problemas motores. Essa mensagem me marcou pra sempre e profundamente desde que a vi da primeira vez e dessa forma, resolvi começar falando sobre ela. Por quê?

Porque ela explica claramente o que discursos de ódio, incitação de violência contra minorias pode gerar quando vem de alguém público especialmente um político e mais especificamente ainda, um presidente, coincidentemente. Isso aconteceu há 1 ano atrás. Quando a onda conservadora do que podemos chamar de extrema direita, já inundava a maior potência mundial.

Trago esse vídeo para vocês porque depois de uma vida política INTEIRA costurada com declarações criminosas, agressivas e preconceituosas, Jair Bolsonaro diz que não tem influência sobre o que os eleitores deles fazem. Logo após ser questionado sobre os vários crimes cometidos por seus eleitores que têm a violência como discurso oficial. Mas será? Coloquemos as mãos em nossas consciências. Nós sabemos que ele é responsável direto.

Afinal quem, ao declarar seu voto em um processo de Impeachment, homenageou o maior e mais conhecido torturador da história Brasileira?

Precisamos entender o que essa onda, que não é somente de conservadorismo mas também de violência, agressões físicas e fascismo, pode representar para nossas vidas e o que candidatos que sempre (em longos anos de política) pregaram e continuam pregando de forma escancarada, ajudam a trazer para as minorias.

Precisamos ter empatia pelas vidas, mesmo as que não são nossas.

Temos como dever moral não fomentar nenhum discurso que coloque outras existências em risco. E devemos, mais do que nunca, entender nesse momento que não somente as minorias estão sendo constantemente ameaçadas, como também nossa liberdade de nos opormos aos regimes autoritários que condenam a diversidade. Regimes esses que estão também à espreita para devorarem nossa liberdade individual e coletiva.

Se é nosso dever moral não fortificar discursos preconceituosos e violentos contra outras pessoas, então vocês concordam comigo que eleger esse tipo de candidato é um tiro nos nossos próprios pés? Ignorar todo um histórico racista, homofóbico, machista e violento é contribuir para a barbárie. Barbárie essa que já está acontecendo. Temos nesses últimos dias, uma mulher que teve o símbolo do nazismo (cruz suástica) “tatuado” em sua barriga por algum objeto cortante, por homens que se acharam no dever de violarem seu corpo. Tivemos Julyanna Barbosa, uma mulher transexual espancada por quatro homens com uma barra de ferro, e a discussão teria começado por motivos políticos. Tivemos também o assassinato do mestre de capoeira Moa do Katende, após dizer em quem teria votado no primeiro turno das eleições de 2018.

Eu poderia até começar falando de quem votou no fascismo, mas esse texto não é para essas pessoas, visto que mesmo com tudo o que é conhecido sobre o candidato em questão deram seu voto a ele. Eu creio que depois do voto dado, o mesmo fala mais sobre o eleitor do que sobre o candidato. Não há muito o que falar, afinal. Esse ajuntado de palavras é pra quem votou nulo e branco. Pra vocês, sim. Li ainda há pouco que essa eleição tem sido dos mal informados, com certeza a falta de informação acontece. Em todas as fakes news espalhadas, em todas as correntes do Whatsapp, em todos os vídeos manipulados. Mas há também a negligência pesada de todos os fatos.

Temos Fernando Haddad, de um lado. Um político ligado ao Partido dos trabalhadores, partido esse que tem vários de seus membros ligados à esquemas de corrupção. Entretanto, um partido que sempre respeitou a democracia e seus processos e também, as minorias. Nunca “politicando” contra elas. Depois de vários mandatos do PT e de muitos escândalos na Lava Jato, o Brasil quer mudanças.

Jair Bolsonaro, extrema direita se estabilizou com solidez no cenário político, mesmo já tendo 27 anos de vida pública e nenhum projeto de lei aprovado que favorecesse a segurança, a educação e saúde. Setores muito defendidos pelo candidato em seus vídeos. O que contrasta muito com seus discursos de ódio (TODOS GRAVADOS E ONLINE PRA QUEM QUISER VER), afinal…

Segurança de quem?

Saúde de quem?

Educação de quem?

Muito pelo contrário, a PL 6055 trata de REVOGAR a Lei 12.845, sancionada em agosto de 2013, que obriga todos os hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS) a oferecer às vítimas da violência sexual um atendimento “emergencial, integral e multidisciplinar”. Que tipo de pessoa dedica seu tempo a tirar direitos que assistem outros seres humanos em situação de degradação física e psicológica?

Sério, sociedade… Quem? Mulheres, me respondam, por favor!

Eu não estou aqui para te convencer a votar na oposição da extrema direita. Longe de mim. E tampouco, estou te dizendo que esse ou aquele partido prestam. Tenho ressalvas, assim como você. Eu apenas, estou te mostrando que quando estamos frente à frente com fascismo, o mesmo não pode ser uma opção. Nunca!

Reflitamos. Pensemos. Ponderemos.

Imagem: Reprodução / Huffpost

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