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Já é 2018! O novo ano finalmente começou! Os fogos de artifício, a alegria, as taças daquele champanhe gostoso dividido com os amigos ou com a família, os desejos tão esperançosos para o novo começo. Com esse novo começo vem ainda a lista de coisas que prometemos há um ano e que acabou se arrastando e será prometida de novo esse ano. Claro, a gente sabe que não vai conseguir tudo, mas a gente promete.

Com essa história de começos e de promessas, é inevitável encarar o novo ano para também ser uma nova pessoa.

Muitos dizem isso em alto e bom tom enquanto alguns guardam em segredo dentro de suas mentes agitadas. Ser uma “nova” pessoa para o novo ano está na lista de prioridades de muita gente por aí. E eu não consegui parar de pensar na pergunta: preciso mesmo ser uma nova pessoa? E se sim, o que eu faço com o antigo “eu” que eu deixei ainda em 2017?

já é 2018

Olha, 2017 pode não ter sido um ano tão incrível assim para mim, para você também pode não ter sido, mas essa coisa de colocar na cabeça que tem que ser alguém totalmente novo é, no mínimo, perturbadora. E se eu gostar do meu antigo “eu”? Eu preciso simplesmente descartá-lo na lata do lixo como se nunca tivesse existido?

Eu gosto de pensar nas experiências que ficaram.

Ok, eu posso não ser a pessoa mais experiente do mundo, mas vejo muitas histórias por aí afora que, inclusive, frutificam os meus textos e os meus pensamentos. Mas e se eu quiser carregar as histórias do “eu” antigo para esse novo começo? E se eu precisar voltar para trás para me reencontrar ou para entender o motivo de algumas coisas só estarem acontecendo no hoje?

Eu gosto de pensar que sempre estou aberto às mudanças, mas, ainda assim, continuar sendo quem eu sou. É como se fosse continuar ouvindo a mesma playlist velha e maluca até a exaustão, mas acrescentar algumas músicas novas que forem surgindo. Eu gosto de encarar a vida assim. Não, você não precisa ser um outro “eu”, se eu tiver que deixar para trás quem eu já fui ou o que aprendeu ao longo do caminho.

Eu não quero ser um novo eu se eu tiver que deixar para trás os sorrisos e as caras feias que recebi.

Eu não quero deixar para trás as palavras sinceras e os desabafos que meus ouvidos aguentaram ao longo de um ano todo. A gente tem 365 novas chances bem aqui para ser quem quiser ser, mas eu não quero abandonar o meu antigo “eu” aqui. Eu não quero olhar para trás e ver que vários “eus” se acumularam ao longo dos anos.

Todos queremos coisas novas sim, mas não é preciso abandonar as coisas que fazem bem e que vieram do passado. Eu não vou limpar a mente do que eu vivi, esquecer de tudo como se fosse uma anotação que você joga fora no fim do dia. As páginas do livro da minha vida, que nós escrevemos juntos todos os dias, não vão se perder ao vento assim, eu quero carregá-las. E, se por acaso, elas pesarem, a gente coloca algumas rodinhas e só vai puxando.

2018 veio para ser novo sim, mas 2017, bom ou ruim, constituiu uma parte da nossa história.

Não se deixa para trás o que se vive para viver algo novo assim tão de repente. É sempre bom carregar uma bagagenzinha, ainda que seja uma malinha pequena de mão. Você pode sim ser uma pessoa nova, mas aproveita para usar o que for velho como combustível para ser diferente, e com certeza, ainda melhor.

Imagem: Pexels


E o que vocês responderiam a essa pergunta aqui abaixo, feita por uma de nossas usuárias do Clube Superela?

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