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Na semana da mentira, um movimento pela verdade!

“Eu minto!”

Se a frase acima é verdadeira, logo o conteúdo dela é falso, porque uma verdade foi dita. Se a frase é falsa, logo o conteúdo é verdadeiro, porque uma mentira foi pronunciada. De qualquer modo, a frase nunca será completamente verdadeira.

A realidade atual da vida é esta: dizer mentiras em forma de verdade. Mentiras tão verdadeiras que até quem as pronúncia acredita na sua veracidade. Trata-se de um processo inconsciente e não de um autoenganar-se.

Tudo isto porque as verdades não são mais bem recebidas. Sinceridade aparentemente ofende e machuca mais que a decepção ao desvendar uma falsidade.

Preparados para o errado, aceita-se o desapontamento e supera-se a frustração da inverdade mais facilmente que a mágoa provocada pela honestidade.

Por quê?! Por que tanto julgamento negativo sobre algo correto?!

Ser fiel a um sentimento é justo não?! Então por que a busca da aceitação se restringe somente as escolhas dos outros e não as próprias?!

Uma grávida que chora desapontada ao descobrir o sexo do bebê porque desejava uma menina e não um menino (ou vice-versa) é sentenciado aos olhos dos próximos. Mas como a fraude da felicidade pode ajudar na aceitação da expectativa não atendida?!

Não, não é verdade para algumas mulheres, mães que a única coisa importante é a criança ter saúde. Sim, isto é muito valioso, mas é preciso respeitar e entender que o sexo do bebê pode ser tão significativo quanto. No mínimo, esta mãe tem o direito de ter qualquer sentimento, pois não se pode negar o direito a sentir.

Usando o mesmo tipo de analogia, quem foi que disse que filho traz felicidade?!

Crianças por si só não trazem nada totalmente de bom ou ruim, tais perspectivas estão relacionadas a diversos fatores que incluem, por exemplo, desejo de formar família, preparo e apoio (emocional, financeiro, logístico, etc.) para esta etapa da vida. Caso contrário, filho pode trazer muita infelicidade, amargura e arrependimento. E assumir isto, além de um ato de coragem, é uma ação libertadora.

Um homem ou uma mulher que não esperava ser pai/ mãe deve amar um filho não planejado?! É essencial assumir a responsabilidade pelo nascimento da criança, mas amor não é possível obrigar ninguém a ter. Todavia, quem são aqueles preparados para assumir a si mesmo que não tem nenhum afeto pelo sangue do seu sangue?!

Quantas disputas não seriam neutralizadas se fossem dadas às pessoas o direito de livre expressar um sentir?!

Usando ainda o exemplo de família, por que é politicamente incorreto alguém confirmar amar mais um filho que a outro?! Sentimentos não são iguais, é possível sim ter mais afinidade, proximidade, bom convívio com um filho e não com o outro e desta forma, naturalmente, gostar e privilegiar um a outro.

Filhos, mesmo quando crianças, sentem a verdade. Não adianta proclamar que pais não fazem distinção, porque muitos fazem. Tratar o assunto como um tabu intensifica a angústia e o sentimento de rejeição.

Família é quem nos quer bem e nos ajuda a sermos nossa melhor versão de nós mesmos. Como dizem: até pernilongo tem nosso sangue e isso não significa absolutamente nada.

Árvore genealógica não determina bem querer e seria tão bom poder chegar para aquele tio ou primo, por exemplo, e falar abertamente: eu te respeito como pessoa, mas não gosto de você; discordo da sua visão de mundo, não apoio suas escolhas e não tenho nenhuma ligação de compatibilidade com você. Reuniões de famílias seriam tão mais breves e objetivas!

Sem mencionar os infinitos casais que estão juntos por conveniência ou comodidade e não assumem. E aqueles tantos que se amam mas não assumem por algum motivo considerado superior ao amor; como se isto fosse possível!

Por fim fica a sugestão: abordar a verdade com naturalidade e transparência.

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