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O que você procura?

Eu nunca quis ser mãe. Nem mesmo quando eu era uma criança que brincava de casinha com as bonecas que eu vestia, alimentava e carregava no colo. Quando ouvia minhas coleguinhas falarem sobre o que gostariam de ter primeiro (menino ou menina), qual nome dariam e como deveria ser o rostinho e o cabelo, eu me imaginava trabalhando com algo que eu amasse, chegando em casa, tirando os sapatos e tomando um vinho sozinha.

Então, eu dizia que não queria ter filhos

“Você é nova, vai mudar de ideia ainda.”

ser mãe

Tradução: Não, absolutamente não.

Perdi as contas de quantas vezes ouvi isso. Como se fosse absolutamente estranho alguém do sexo feminino não querer a maternidade.

Mas o tempo passou e adivinha? Não mudei de ideia.

Quando continuo com o mesmo discurso, a maioria esmagadora me pergunta se não gosto de crianças. Ok, confesso que não sou exemplar quando se trata de paciência – coisa que crianças, geralmente, exigem. Também já coloquei a fralda da minha sobrinha totalmente errada e me desesperei enquanto crianças choravam perto de mim e eu não descobria o motivo.

Mas sim, eu gosto de crianças. Me derreto com fotos de bebês, sorrio quando vejo uma criança feliz, me divirto com as travessuras da minha sobrinha (mas dou bronca com muita seriedade quando ela passa dos limites, e faço isso por saber que é o melhor para ela) e adoro brincar com ela e todos os seus brinquedos legais que não existiam na minha época. Aliás, sou capaz de dar a minha vida pela minha sobrinha, a quem eu amo com todo o amor que tenho aqui dentro.

Ainda assim, não sinto vontade alguma de ser mãe

Já sou muito feliz sendo somente tia.

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E sabe, eu admiro muito a mulher que escolhe ter filhos e cuidar deles da melhor maneira que pode.
Imagino quantos sacrifícios são feitos, quantas vezes a preocupação leva os seus corações até a boca e o quão difíceis são alguns momentos… mas elas se sentem recompensadas pelo simples fato de serem mães. E é isso o que deve definir a maternidade, na minha opinião.

Infelizmente, ainda lido com julgamentos quando digo que não terei filhos. Ainda me deparo com lamentações, com tentativas de me fazer mudar de ideia e até já fui questionada se na verdade tenho algum problema para engravidar.

Algumas vezes já cheguei a me questionar se havia algo de errado comigo. Afinal, quando a sociedade tenta impor algo, que foge de nós como “normal”, erroneamente a gente se pergunta se ela está certa.

Hoje, eu sei que não está

Sei que quando se trata da minha vida, o que vale é o que eu quero e sinto, e não os palpites alheios.
Não sinto vontade de ser mãe e por isso eu escolho não ser, o que não me torna menos feminina ou menos humana. É uma escolha, como qualquer outra.

Imagem: visualhunt


E o que vocês responderiam a essa pergunta aqui abaixo, feita por uma de nossas usuárias do Clube Superela?

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