Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










O que você procura?

Gosto da sensação da expectativa da possibilidade de ter você. Dos momentos que antecedem o finalmente. De como meu corpo reage facilmente a coisas banais. Vibra a cada notificação. Murcha quando não é você.

Gosto da euforia que me domina a alma quando ouço você falar. Jogo o celular longe depois de responder. Qual será a sua reação? Será se você gosta de mim o tanto que eu gosto de ti? Gosto de imaginar que sim, mas também imagino que não e já superei. Gosto de imaginar o nosso término também.

Vivo pela sensação do completo medo que me deixa petrificada quando flerto contigo. Nunca sei se estou falando a coisa certa. Nunca sei o que você quis dizer. Estou te interpretando certo? Cada palavra enviada é uma bomba que explode dentro de mim. Sim, você está correndo risco de vida.

Me desarma?

Gosto de como a gente diz tudo sem dizer nada. Um emaranhado de querências que precisam ser decifradas em poucos caracteres. Gosto dessa dança que a gente faz: eu encosto meu corpo no seu, tu encosta seu corpo no meu e depois vamos para lados expostos, só para voltar com mais intensidade. Ai que saudades.

Gosto do momento exato que precede o encontro. Fico pensando em como te responder, se devo ser direta ou falar em parábolas. Tudo mundo fala em parábolas, né? Mas a interpretação é livre, amor. Não vale a pena. Não vale o tempo. Digo logo. Depois de tanto desencontro talvez você me encontre. Sigo morrendo por dentro, pensando o pior. E eu amo esse tempo de morte prematura que é esperar por você.

Amo como o dia passa e nada. Horas passam e nada. A inquietação começa a se forma na boca do meu estômago e nada. Já não faço nada direito. Não penso no que tenho que pensar. Penso em você. E você? Nada. Grito mentalmente que está tudo bem, que você não vale o esforço, não vale a preocupação. Sigo em frente. Daí tu aparece cheio de sorrisos. Um “oi” carregado de significados que eu mesmo ressignifico.

Tudo isso em um dia.

Mas eu gosto de tudo o que vem antes, amor. Eu amo a jornada até você. Todas as borboletas fazendo morada na minha barriga. O enxame de abelhas na minha cabeça me impedindo de dormir. O beijo flor tentando desesperadamente conviver com o meu coração. Eu amo tudo isso, meu bem. Eu mesmo que crio.

Por que você tem que estragar tudo me fazendo chegar? Não vê que a idealização que temos um do outro é puro ouro? O que a gente vai fazer com tanta verdade? Eu não sei viver depois do “felizes para sempre”. Nunca vi um filme com tamanha ousadia. O que eu tenho que falar para fazer você ficar? Como faz para eu não querer ir embora?

Amor, vamos nos reencontrar? Fingir que a gente não se conhece, voltar a falar por códigos, excitar um ao outro com palavras bem ditas no meio da madrugada. Não adianta vir querer matar minhas borboletas agora. Elas são carnívoras e me devoraram. Agora eu que estou no estômago delas. Que bela reviravolta.

Imagem: Unsplash

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