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O que você procura?

Quanta coisa cabe num pedaço de papel, né? Tanta ideia que surge do nada e vai crescendo, criando forma, tomando uma proporção que nem daria para imaginar. E como uma simples vontade, um sonho pequeno, um mero desejo de se expressar, pode ser capaz de transformar uma vida: sua própria vida. Vida… Paroxítona não acentuada, sem ditongo, sem hiato; só aquelas quatro letras comuns mesmo. Como pode caber tanta coisa numa palavra tão pequena? E como ela pode mudar tanto em tão curto espaço de tempo?

Comecei escrevendo sobre vida. Essa vida efêmera, curta, tão pouco concreta; a vida de todo dia. E falava com tanta convicção, tanta certeza de mim, do outro e de todo o resto, porque tinha passado por tantas coisas, vivido tanto, apesar dos trinta e poucos anos.

Falava disso porque tinha deixado de crer em algumas coisas, passado a acreditar em tantas outras. Havia deixado de crer no amor. Esse amor do dia a dia, da novela, do cinema e dos livros; aquele amor romântico que tudo vence. Amor de príncipe e princesa, do “felizes para sempre”, abençoado por fadas. Passei a crer que o amor não era pra todos, que o amor é brega, ultrapassado, falido, quase utópico. Que esse tal de amor era para alguns sortudos, selecionados a dedo, ou pros cegos de realidade. – Sim, cegos. Porque quando você passa a ver a realidade, 90% do encanto vai pelo ralo e, de “felizes para sempre”, passamos ao “era uma vez”.

Vamos falar sobre amor? 2

Isso, até entender que amor é base, é alicerce, é construção. Ele não se ergue sozinho e se largar, vira ruína, desaba.
Ele não aceita tudo, como disseram, mas releva muita coisa.
O amor perdoa muito também, cresce; o amor restaura, transforma. E esse mesmo amor também diminui, muda de forma. Amar não é uma ciência exata; não tem fórmula nem receita (como a gente bem disse aqui).

Hoje eu também escrevo sobre amor. E, como já disse antes, quem escreve tem que escrever sua verdade. Então, há que se crer no amor, para falar dele.

Vamos falar sobre o amor que acredito!

Não é sobre aquele amor romântico, que leram pra nós, durante nossa infância. Porque esse, se é que ele existe, eu ainda me esforço pra voltar a crer – tenho que escrever minha verdade.

Mas eu falo do amor espontâneo, leve, que a gente emana nos gestos, nos pensamentos; amor puro e infinito, sem necessidade de contrapartida, sem cobrança, amor por si e pelos outros, fruto do simples prazer de ser e fazer feliz. Não está na busca do outro, mas de si mesmo. Porque quem ama, só pode receber em troca mais amor, sem precisar exigir, cobrar.

E que amor maior e  melhor que esse tal de amor próprio?

Então, como falar de vida, sem passar pelo amor? Como viver sem amar? Não dá pra chamar isso de vida.

Vamos falar sobre amor? 5

Amor pelo amor, sem burocracia, sem frete, taxa de conveniência, sem firma reconhecida… Só amor e nada mais. Amor sem hora marcada, sem data no calendário…
Sem pretensão de tempo, de duração, de eternidade ou de compromisso para amanhã. Sem necessidade de chamar de “seu”, de “meu”; sem posse!

O amor simplesmente. Amar hoje, amar agora, amar sempre.

Imagem: Pinterest

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