Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










O que você procura?

É feminismo REAL que você quer, @? Então pode ir separando os sutiãs que você quer queimar e… coloque umas rendinhas vermelhas neles, dê aquele uptade nas costuras e exiba-os para quantos caras quiser. Parece uma boa ideia? Bem, pelo menos é o que Fleabag faria.

Vamos do começo? QUEM DIABOS é Fleabag?

Pois então, mulher, senta aí que vou te contar tudo. Fleabag é um seriado de comédia britânica (e, portanto, beeeeeem ácida) que, apesar de ser de 2016, pode ser CONTEMPLADO nos dias de hoje por meio do Amazon Prime Video.

Ele foi criado pela atriz Phoebe Waller-Bridge, e conta a história de uma personagem de mesmo nome, apelidada de Fleabag. O que que rola: essa “moça”, que já atravessou a linha de chegada dos 20 anos, e está batalhando para sobreviver a corrida dos 30 (que, por sinal, é cheia de obstáculos, concorrentes desleais e sequer parece ter um fim), já cumpriu basicamente tudo o que a famigerada “cartilha feminista” prega.

OOOu seja: ela tem o próprio negócio, paga os próprios boletos, tem o poder de escolher os próprios parceiros e, claro, transar com eles sem uma ideia de casamento para melar o rolê.

Porém, a grande diferença dela pro RESTO das personagens feministas que vemos por aí é a seguinte: Fleabag é uma anti-heroína, o que torna sua postura o mais próxima da nossa realidade. Vem que eu te explico o porquê.

O que que essa Fleabag tem de mais?

Ela é uma feminista imperfeita, sabe? Que nem eu e você somos. Ela é empoderada, mas isso não a protege das ciladas e desesperos do dia a dia. É autônoma, mas sofre o pão que o diabo amassou para manter o negócio em pé. É linda, mas continua refém de alguns padrões de beleza básicos como a magreza e o cabelo, por exemplo.

Enfim: ela é eu e você, entende? Cara, as pessoas parecem ignorar o fato de que SER FEMINISTA é difícil. Ou você acha que ir contra TUDO AQUILO que foi te ensinado DESDE o berço é fácil? Nem Freud explica (que, diga-se de passagem, apesar de muito importante para a psicanálise, foi um típico macho escroto cheio de dilemas sobre A PRÓPRIA MÃE).

Além disso, a série mostra que, de vez em quando, ter sororidade É DIFÍCIL. Resistir contra os “parentes machistas” é puro sofrimento. Ser uma melhor amiga, e uma irmã leal, não é tão simples quanto se pensa. E sim: errar é humano.

A feminista ideal não existe

Essa série maravilhosa me fez ver algumas coisas, sabe? E, principalmente, lembrar de outras que já aconteceram comigo.

Quem NUNCA (e ai de você se mentir) na vida se descobriu feminista, começou a defender a causa mas, infelizmente, se pegou chamando a coleguinha gostosona de piranha oferecida? Ou chamou a própria madrasta, tão chata que até dói, de vagabunda sacana?

Acontece, né?

Ou então quem nunca fez o papel de trouxa porque, em pleno auge de luta por direitos iguais entre homens e mulheres, acabou se apaixonando pelo chernoboy mais NUCLEAR desse século?  

A-con-tece.

A vida acontece, e Phoebe Waller Bridge tá aqui pra te mostrar isso!

Se você quer uma personagem feminina com a qual é possível se identificar 101%, vá por mim e assista Fleabag. Sério. E nem é jabá não (infelizmente, porque né, eu também tô cheinha de boletos atrasados), mas o Amazon Prime Video é super acessível, baratinho e cheio de conteúdo bacana. Cê não vai precisar NEM recorrer à pirataria.

Eu poderia ficar aqui horas e horas falando de Fleabag, mas quero MUITO que você vá lá e assista! Devora tudo, entra em quarentena de maratona, são duas temporadas de 6 episódios cada (e eles têm cerca de 30 minutos). VÁ SE IDENTIFICAR COM O FEMINISMO REAL. Vá rir dos próprios erros e, a partir deles, comece a pensar em como corrigi-los! É assim que tem que ser! 

Imagem: Reprodução / Amazon

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