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Hoje vamos falar de comemorar o Dia da Mulher de um jeito diferente? Vamos começar voltando um pouco na história? Em março de 1911, cerca de 125 operárias morreram em um incêndio, em uma fábrica têxtil em Nova York. Em muitos locais, dizem que esse acontecimento originou a criação desta data. No entanto, por mais que alimentem esse evento marcante e trágico quando o assunto é o Dia da Mulher, é preciso olhar um pouco para trás e observar que muito antes, organizações femininas já protestavam por melhores condições de trabalho e mais justiça.

Percebe? As lutas são antigas, pois em toda a história, as mulheres foram inferiorizadas e classificadas em padrões limitantes.

Direito de trabalhar, estudar e votar. São algumas das mudanças que já aconteceram em diversos países, certo? Parece simples falando, mas a luta não foi pouca, nem rápida. Foi preciso bater muito o pé, levantar a cabeça e ser duramente criticada e ridicularizada. Isso sem falar da violência física e/ou verbal que muitas mulheres já sofreram e sofrem até hoje em dia em suas lutas.

São tantas histórias, tantas datas, que marcaram conquistas e derrotas, progressos e retrocessos. Até hoje estamos na luta. A necessidade de lutar por esses tipos de direitos, eu sei, soa revoltante. Ter um dia de comemorações voltado para a luta feminina é importante, mas é algo a se lembrar diariamente. Comemorar o Dia da Mulher vai muito além de flores e chocolate.

Antes da classificação como homem, mulher, negro, branco, magro, gordo, somos humanos e isso poderia valer mais na nossa sociedade, mas infelizmente não é assim. Nesse cenário desigual, é preciso ter em mente que este dia vem para reforçar as reivindicações, conquistas e justiça. Já pensou em comemorar o Dia da Mulher o ano todo? Implementar no seu dia a dia, ações importantes sempre que possível?

Vamos ver algumas coisas que, apesar de parecerem pequenas, contribuem muito com que a chama do Dia da Mulher continue acesa?

1. Quebre paradigmas

Crenças limitantes e tóxicas, que só servem para colocar as mulheres em situações de inferioridade precisam ser quebradas. Enxergar as coisas de uma perspectiva diferente, leva tempo e muitas vezes é bem difícil. Quem te disse que você não deve fazer isso ou aquilo?

Quebre as “certezas” de quem diz que você é menos por ser mulher. Mulheres não servem só quando são sensuais, maternais ou sexuais, essas são as únicas formas de presença na sociedade? NÃO.

É preciso trabalhar essas mudanças em si mesma e ver que é possível ser o que você almeja. Ser mulher não deveria ser um impedimento para nada. É algo que torço para que um dia, cada pessoa enxergue.

2. Incentive outras mulheres

Não somos inimigas! Outra mulher não representa uma ameaça para você pelo seu sexo simplesmente, não funciona assim. Não é preciso diminuir uma mulher para elogiar outra ou a si mesma. Não confunda as coisas, não se submeta a ideia de inferiorizar uma mulher simplesmente por ser mulher.

dia da mulher

Ajude, incentive outras pessoas, especialmente outras mulheres a abandonarem esses tipos de ações tóxicas e a crescerem, seja pessoalmente, profissionalmente, em qualquer aspecto de suas vidas.

3. Lute pelos direitos

O pensamento pode ser “As mulheres já votam, já trabalham e já estudam”. Então, Nathália, por que esse “lute pelos direitos”? A coletividade feminina importa, por mais que você, enquanto singular, talvez sinta que está tudo certo, tenha certeza, não está.

No panorama geral, ainda há muito o que ser conquistado no mundo todo, especialmente no que diz respeito a mais justiça, por exemplo, quando pensamos nas diferenças salariais e liberdade de escolha, seja matrimonial em alguns países, de cirurgias como laqueadura e até mesmo a questão do aborto.

4. Defenda quem você é

Quando eu digo “defenda quem você é”, estou falando de ser mulher. Essa é uma forma de reforçar muito o significado de comemorar o Dia da Mulher, pois resgata o valor que temos, é o mínimo que podemos fazer por todas aquelas mulheres que foram ou que ainda são oprimidas e punidas simplesmente pelos preconceitos de gênero e sexualidade. Imagine o que poderíamos ter sido? O que podemos ser? É um compromisso a ser mantido.

5. Se informe e compartilhe

Precisamos de diálogo, não só uma com as outras, mas com todos que sejam possíveis de serem atingidos. A violência do poder quebra o diálogo, gera autoritarismo, impõe padrões limitantes e alimenta a dor. Não é isso que deve ser cultivado.

Conhecimento é importante, por isso, da mesma forma que é fundamental que você conquiste cada vez mais, é indispensável que busque espalhar por aí.

Imagem: Pexels


E o que vocês responderiam a essa pergunta aqui abaixo, feita por uma de nossas usuárias do Clube Superela?

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