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Desde que o Netflix anunciou a estréia de Girl Boss para o último dia 21 eu estava contando os dias para conhecer um pouco mais sobre a história da Sophia Amoruso, que contou como abriu uma loja no eBay para vender roupas vintage que ela modificava e depois virou um site de grande sucesso (Nasty Gal, que foi considerado um dos maiores e-commerces do mundo) e depois uma loja física em Los Angeles, com famosos fazendo fila na porta, inclusive a Charlize Theron, que foi produtora da série.

Por gostar e trabalhar com moda e ser uma empreendedora, estava ansiosa pra ver o caminho trilhado pela Sophia e o que ela fez pra ter sucesso e se destacar (até falir em dezembro do ano passado), e claro que também estava ansiosa para ver o figurino da personagem, mas apesar de ter devorado a série em 2 dias (obrigada, feriadão chuvoso) e ter adorado, por ser uma série levinha e com episódios curtos, fiquei um pouco decepcionada, já que o livro, que inspirou a série, foi um best-seller e sempre foi muito bem falado.

Girl Boss - 1

Eu já contei aqui como foi o meu processo de mudança de carreira e como deixei de trabalhar em Recursos Humanos para me dedicar exclusivamente à carreira de Consultora de Estilo, e muitas pessoas me consideram sortuda por poder trabalhar com o que eu amo, mas a verdade é que para 99% das pessoas que querem empreender e descobrem o trabalho dos seus sonhos, não é fácil fazer dar certo.

A Sophia teve problemas sim, encontrou e enfrentou várias pessoas querendo atrapalhar e que não acreditaram nela, não teve o apoio do pai dela (como eu não tenho do meu, que acredita que emprego de verdade tem que ter carteira assinada e salário fixo certo no final do mês) e apesar de ser uma menina mimada e muito irresponsável (entre vários outros defeitos), ela conseguiu construir um verdadeiro império do zero, enfrentando várias barreiras e dificuldades, não se deixando desistir e tentando provar pra todo mundo (e principalmente pra ela mesma) que ela era capaz de fazer o sonho dela virar realidade.

A série só mostra até o lançamento do site dela, o que é uma pena, porque poderia mostrar um pouco mais das dificuldades que uma mulher enfrenta ao empreender (mesmo sendo branca, magra e linda como ela) para ser uma série mais empoderadora e não apenas uma série motivadora e bonitinha, pra gente ver enquanto não tem o que fazer num feriado chuvoso.

Girl Boss- 2

Girl Boss inspira porque mostra que para fazer sucesso e se diferenciar da concorrência precisa amar o que faz, precisa conhecer o seu público e porque ela humanizava o processo, respondendo pessoalmente aos e-mails e mandando bilhetinhos junto com as roupas, como algumas pequenas marcas ainda fazem, hoje em dia – e eu adoro.

Como empreendedora eu esperava mais da série, porque sei que a meritocracia não funciona e porque sei que nem todo esforço traz resultados. Tem uma frase do filósofo Confúcio que diz “Escolha um trabalho que você ame e não terá de trabalhar um único dia de sua vida” e que eu discordo completamente. Eu AMO o meu trabalho, mas apesar disso, eu trabalho muito. Tô sempre me atualizando em cursos, livros e pesquisas, escrevendo textos aqui e no meu site e levando sempre novidades pro serviço às minhas clientes, e ainda estou longe de não me preocupar com o futuro ou de ter inseguranças, e por isso, se você também quer empreender, vale ver a série e se inspirar, mas deixando a romantização de lado, porque provavelmente não vai ser fácil e nem rápido ver que valeu a pena (se valer).

Imagem: Divulgação


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