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Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










O que você procura?

opinião

Daí que um dia você encontra um boy que tem muito a cara de ser aquele companheiro da vida toda que você nunca procurou. Aconteceu e tá sendo massa e vocês se amam e têm uma vida legal juntos. Quando você vê, diante de tanta naturalidade, alguns anos se passaram. Pela mesma época, suas amigas, suas primas, suas pessoas que você nem sabia que existiam começam a casar. Até aí, tudo lindo.

Cada um que seja feliz da maneira que interpreta a felicidade, né nom?

Então você vai a essas festas. Você comemora: nossamigaquebomquevocêcasousejafelizvocêtálindacasaltop! Você vai à Igreja. Você é madrinha. Você dança. Você come. Bebe. Dá risada. Você se diverte um monte, tudo junto com o boy – que a essa altura já passou a ser olhado como provedor: do lar, da semente milagrosa da vida, da paz universal etc. Festa vai e festa vem, você nunca tentou pegar o buquê e tá tudo muito bom assim.

Até que, do nada, o vírus do eu preciso dar pitaco na vida alheia toma conta do povo e cada passo dado vira questionamento:

– E o de vocês, quando sai? Já tá na hora, hein?

 (Aham, keri. Quando o alarme tocar te aviso e você vai buscá-lo pra mim, vlw).

 – Amiga, se você não apertar, ele não vai casar nunca! Tem que dar um ultimato.

(Porque, né, EU quem sou a louca desesperada que quer casar, porque sou MULHER, claro. Homem não, homem quer ser solteiro forever e a gente tem que ir jogando a corda a cada vez que eles tentam fugir, até dar o nó certo para amarrá-los. Amiga, trago verdades: seu casamento nunca vai funcionar com essa sua mente apertada desse jeito).

– Já tem quantos anos enrolando a menina, rapaz?

(As coisas que somos obrigadas a ouvir por sermos mulheres, an? Enrolada aqui é sua mentalidade, hijo. Quem enrola aqui nessa bagaça sou eu. Notou ou preciso coçar o saco pra ter voz?).

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A maioria da galera não entende que ainda que algo funcione para si, não obrigatoriamente funcionará para os outros.

Se você cresceu sonhando em encontrar um grande amor e ter um casamento incrível e sente essa necessidade de fazer promessas perante Deus e um monte de gente: escolha sua.

Tem gente que, como eu, tem um mozão top, mas dispensa cerimônias. Gente que é prática, que não alimentou as mesmas fantasias, que ama de um jeito tão intenso que nem cabe, mas que acha que isso só diz respeito ao casal. Tem gente que não vê necessidade em fazer juramentos na Igreja porque não frequenta uma missa/culto no dia a dia e entende que Deus abençoa tudo que é bonito de sentir. Tem gente que prefere economizar o dinheiro de uma comemoração e fazer uma super viagem, ou investir na compra de um apartamento, ou trocar as mobílias da casa. Tem gente que não precisa de um dia diferente para fazer uma lembrança muito especial, porque sabe que todos os momentos divididos a dois o são. Tem gente que faz festa no outro, que faz do outro sua festa, todos os dias. E a celebração é amar, mais nada. Porque não é necessário. Um documento, uma assinatura, uma palavra dada, nada disso eterniza o sentimento. Casamento é título. Amor não tem garantia.

O tempo passa, a minha face sincera afasta os questionamentos e mimimis casamenteiros, o relacionamento vai bem, lindo, shiny happy. Aí, né. De novo os encontros, de novo as amigas, primas, o caralhaquatro começa a engravidar. Parir. Massa, né? Devia estar todo mundo bem feliz e cuidando da própria vida (até porque agora tem uma vida a mais com dependência integral de você), fazendo seus próprios planos.

MAS. O vírus do eu preciso dar pitaco na vida alheia chega lascando. Mais uma vez:

– Fulano tá precisando de um amiguinho! Quando ele vem?

– Quero ser vovó!

– Olha a idade, tá na hora, não pode ficar adiando muito.

– Mas qual o motivo da espera? Faz logo e depois tudo se ajeita.

– Se ficar esperando a hora certa, não vai chegar nunca.

– Quem vai cuidar dos dois quando estiverem velhinhos?

Você evita xingar (pelo menos em voz alta, né mores?), você respira, você dá um sorriso amarelo, você não diz nada. Primeiro porque não é obrigada (jamais será). Segundo porque, sinceramente, vale a pena discutir com quem acha que as coisas para você funcionam no tempo e do jeito deles? Marréclaro que não! A gente faz a linha da phyna e elegantchy e toma uma cerveja pra conseguir aturar o resto da conversa.

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Se você lançar no ato que não quer ser mãe, galera vai ficar chocada.

Como assim uma MULHER não quer ser mãe, meupaidocéu? E o instinto materno que nasce agarradinho às nossas entranhas de fêmeas? Rá! Notícia de última hora: o instinto materno, meuzamô, é uma grande lenda. Às vezes ele só não existe. Às vezes ele ainda tá desligado. Às vezes você prefere desligá-lo. Às vezes ele lateja a vida toda. Mas e se você acha que o mundo tá um caos duzinferno e seria um pecado colocar um ser tão frágil e inocente para crescer e se adaptar dentro desse ambiente tão hostil?

E se você simplesmente não gosta de crianças? Ou você até gosta, mas gosta mais ainda do fato de, começou a chorar, é só entregar à mãe e tchau, quero só sorrisos? E se você fica louca e despirocada só de imaginar a responsabilidade pra vida inteira que você tem (em todos os sentidos) a partir do momento em que aquela pessoinha começa a se formar dentro de você? E se você tem pânico do modo como seu corpo vai se transformar antes/durante/depois do parto? E se você acha que não vai dar conta e pede menos e resolve se escolher? Tá tudo massa também, sim senhora! Não é pra qualquer um não, rânei! Colocar o útero pra jogo é uma decisão que muda uma vida inteira.

A gente tem que parar de julgar as opções alheias.

Ninguém sabe de ninguém. Você não sabe pelo que estou passando, você não sabe pelo que aquele casal está passando, não sabe em que ferida pode estar mexendo, ou pode simplesmente estar sendo um pé no saco. Pode existir uma pressão interna, pode existir uma dificuldade de engravidar, pode existir uma impossibilidade ou pode não existir nada além de uma escolha. E tudo isso é motivo para ser respeitado. Ninguém precisa de palpite.

Se para você aconteceu assim e assado e você é feliz, seja. Desfrute. Preocupe-se em adubar aquilo que você planta, deixe o jardim alheio florescer com as sementes que eles escolherem semear. Do jeito que for. Na hora que for. O tempo corre para todos nós, juntos. Mas o tempo é também, principalmente, algo absolutamente individual. Não é por acaso que cada um tem o seu relógio.

opinião

Quanto a mim, quero muito ser mãe. Mas não agora. Não assim.

Não atropelando momentos nem prioridades. Tenho a sorte de viver numa época onde posso controlar essa ordem. Onde posso decidir quando quero. (E é claro que se acontecer de um jeito todo inesperado, tudo vai acabar funcionando porque sim). Ninguém sabe melhor do meu momento do que eu mesma. E isso não diz respeito a aspectos apenas emocionais, mas também materiais. É necessária uma estabilidade em todos os sentidos. Se eu posso, eu espero. Eu me preparo, môzi se prepara, a gente faz nossa história, vive o que a gente (acha que) precisa viver antes de receber nosso brotinho, ajeita tudo que der pra ajeitar. Sem correr. Sem dosar opiniões alheias. Sem nenhuma preocupação além de estarmos, os dois, bem. Preparados. Desejando. Encantados o suficiente para deixarmos nosso amor frutificar do jeito mais bonito que existe.

Então, povo, na próxima vez em que a língua coçar pra dar sua opinião em relação a algo que NINGUÉM TE PERGUNTOU, fiquem quietinhos, valeu? Vai cuidar do seu casamento, do seu filho, da sua vida… E me deixe, oxe!

Imagem: Reprodução


E o que vocês responderiam a essa pergunta aqui abaixo, feita por uma de nossas usuárias do Clube Superela?


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