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Como é interessante a maturidade, como é maravilhoso nos auto-analisarmos, faço isso DIARIAMENTE, é como se a hora do banho fosse um divã particular e ali, sozinha, conseguisse passar o filme do meu dia, ver o que fiz bem e repetiria e o que deveria ter feito ou dito diferente. Tudo em completo silêncio externo, mas com uma orquestra altíssima interna, me regendo para a evolução de todos os papéis. E assim, começo listando meu primeiro aprendizado, no meu divã particular, para meu novo “eu”, aprender a me ouvir.

Somos humanos, muitas vezes as palavras saem sem nem pensarmos no efeito que elas podem causar, então falamos, mas aí essa (justamente essa) palavra errada, em um contexto equivocado, causa a dor de outra pessoa e pronto, o tsunami está formado, o sentimento ruim se apossa de nós e o desconforto com quem deixamos triste também.

Foi por viver isso com pessoas que amo, que comecei a medir as palavras, a pensar antes de falar e a me colocar no lugar do outro, rapidamente percebi o impacto positivo que dizer algo com cuidado causa ao nosso redor. E então o segundo aprendizado sobre meu “eu” veio, vamos ser empáticos e nos colocar no lugar do outro. Não é falar apenas coisas positivas, é saber falar as coisas negativas, sem ferir, sem magoar. 

A soma destes dois aprendizados sobre o meu “eu” – saber me ouvir e ser empática com todos a minha volta – me fizeram ter coragem para mudar o rumo da minha vida, foi então que resolvi mudar de profissão, troquei a publicidade por algo que trabalhasse com os três pilares que me conduziram ao meu novo desafio, que foram: Amor Próprio, Consciência e Equilíbrio (em um outro texto falo sobre eles e explico como me ajudaram a guiar o meu novo caminho).

Entendendo o que queria e principalmente o que eu não queria, me desafiei e sai do “piloto automático” que estava vivendo, me planejei, me organizei e voei, aliás, ainda estou voando, cada dia mais segura, mesmo quando nuvens carregadas causam fortes turbulências nesse voo e teimam em me fazer desacelerar para poder seguir com mais força e determinação. E, novamente, no meu divã particular, o terceiro aprendizado é assimilado e dessa vez percebo que meu voo só é possível, porque não estou sozinha.

Que na vida, como diz Antônio Carlos Jobim, é impossível ser feliz sozinho.

Não ter ninguém ao nosso lado, não falo apenas na questão amorosa, falo alguém que nos ouça, que tenha empatia, que possa fazer uma análise de um texto como esse, por exemplo, é extremamente solitário, por isso, deixei os medos de lado, mudei de cidade, fiz novas conexões e consegui conquistas que nem imaginei, mas que sempre quis.

Hoje, vivo intensamente minha Lenda Pessoal, com todos os ensinamentos do Alquimista, livro que, na minha opinião, deveria ser sempre lido na primeira semana do ano para que todas as pessoas reflitam sobre seus propósitos, entendam que desafios irão surgir sempre, mas que não se cria bagagem sem coragem.

Hoje, tento viver intensamente o hoje, com todos os meus aprendizados, que formam meu “eu” melhor a cada dia. Descobri que listar todos os meus “to dos” em uma página em branco, deixam a minha mente vazia, permitindo que esteja atenta a qualquer insight, aprendizado e novos projetos.

Hoje, se você me convidar para tomar um café, vai encontrar um mulher positiva, que gosta de rir (alto), que elogia e motiva as pessoas, mas vai encontrar, principalmente, uma mulher que acha que a zona de conforto é o lugar mais desconfortável que existe. 

Prazer, meu nome é Juliana Berman.

Imagem: Pexels

 

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