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Com o passar dos anos fomos dando mais importância ao fato de que mulheres que associam experiências positivas para a própria vida retirando de ações feitas por outras mulheres progridem mais. Seja na profissão ou algum sonho de vida pessoal.

Conversamos com a escritora e professora Marina Carvalho para entender um pouco mais sobre a representatividade na escrita e dentro das próprias obras.

“Em qualquer setor, ter representatividade é mais do que urgente. É o que impulsiona alguém a ir atrás do que deseja. Quanto maior é a estatística de sucesso, maior é a esperança de quem quer fazer parte da área, seja ela qual for.”

Diz a escritora quando questionada sobre a importância de se ter mulheres escrevendo para mulheres. O que não se confirma com dados, pois de acordo com a pesquisa da UNB (Universidade de Brasília), 70% dos livros nacionais escritos entre 1965 e 2014 foram escritos por homens.

O mesmo estudo mostra que livros da mesma época escritos por mulheres que tinham grandes vendas eram considerados raridade e também feitos exclusivamente para um público feminino o que muitas vezes não era o caso. Porém com esse estereótipo implantado, diversas gerações cresceram pensando desta forma. E Marina reforça:

“Ter autoras brasileiras de grande sucesso inspira outras garotas, e com as redes sociais fica mais prático esse contato, reforçando assim esses laços e motivando umas às outras. Uma escritora com retorno positivo do público vai continuar a escrever e meninas que sonham em ser escritoras vão analisar essa crescente no mercado e começar a produzir”.

Isso também é expressado por meio da literatura atual, onde a procura de diversos livros de autoajuda e de experiências pessoais tem crescido gradualmente desde 2015. Outro dado que reforça que o público feminino é o maior consumidor de literatura no país é retirado da quarta edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, realizada em 2016.

As mulheres são as que mais leem dentre a população: 59% são leitoras.

Além disso, para as pessoas que tiveram uma influência no hábito de leitura (33% dos entrevistados), as representantes do sexo feminino foram as principais responsáveis (11%), tais como Jane Austen, Clarice Lispector, Agatha Christie, entre diversos outros nomes conhecidos na história.

Marina encerra falando que isso mostra o quão o público feminino é importante para todas as áreas no geral e não poderia ser diferente com a literatura:

“A cada dia mais a comoção por autores brasileiros vem crescendo, em eventos vejo muitas pessoas sendo tratadas como ‘astros do rock’ e isso me faz perceber que nós como escritores estamos conseguindo atingir nosso propósito e sempre ajudando outras pessoas a se encontrarem”.

Todos os livros são importantes, nenhum assunto é considerado “trivial”, pois se tem alguém que o consuma é porque ele precisava ser escrito. Desde livros de autoajuda até os de ficção e romance. A literatura serve para educar, para entreter e para englobar todos os públicos, independentemente de gênero.

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