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O que você procura?

Você já leu livros sobre feminismo?

Se você navegar alguns minutos pela internet, provavelmente verá, em algum portal, alguma manchete falando sobre o feminismo, de forma direta ou indireta. A verdade é que as pautas defendidas pelo movimento — como a autoaceitação, igualdade salarial, luta contra a cultura do estupro, etc — entraram muito no nosso debate. Com isso, diversas mulheres (inclusive celebridades) passaram a se identificar com o movimento.

Sem dúvidas, a internet foi um elemento poderoso para a sua ascensão. Mas, em meio a textões e a discussões em comentários do Facebook, existe um movimento histórico e muito estudo a respeito do feminismo. São várias vertentes, diferentes ondas e pontos de vista sobre este mesmo assunto. Por isso, para se aprofundar, às vezes é importante se desligar um pouco das redes sociais e passar a ler autoras feministas e suas obras.

Pensando nisso, listei 6 livros sobre feminismo que podem ajudá-la a entender um pouco mais sobre a teoria do movimento.

Livros sobre feminismo

1. Os homens explicam tudo para mim (Rebecca Solnit)

Os homens explicam tudo para mim_3

Rebecca começa o seu livro narrando um episódio tão desastroso, que chega a ser cômico: um homem passou uma festa inteira falando de um livro que “ela deveria ler”, sem lhe dar chance de dizer que, na verdade, ela era a autora. A partir disso, Solnit reúne alguns de seus textos e ensaios para abordar de maneira corajosa e incisiva os problemas da cultura patriarcal. Se você nunca leu nenhum livro sobre feminismo, esta é uma ótima forma de começar!

2. Lute como uma garota: 60 feministas que mudaram o mundo (Laura Barcella e Fernanda Lopes)

Se você quer sentir um gostinho de que é capaz de promover mudanças, esse livro é um ótimo estímulo. As autoras reuniram 60 perfis de figuras importantes da militância feminista, abrangendo desde pioneiras do século XVIII a estrelas pop dos dias atuais. Cita, inclusive, algumas das autoras que fazem parte desta lista.

3. Quem tem medo do feminismo negro? (Djamila Ribeiro)

Se aprofundar na teoria feminista é entender que existem diferentes vertentes dentro do movimento. Por isso,  a perspectiva de outras mulheres é essencial para a tão procurada igualdade de gênero. Uma dessas vertentes é o feminismo negro e, neste livro da Djamila Ribeiro, você pode entendê-lo mais a fundo. Ela reúne alguns dos seus artigos publicados na Carta Capital, em que costuma relatar situações do cotidiano e destrinchar conceitos como empoderamento feminino ou interseccionalidade.

4. Mulheres, raça e classe (Angela Davis)

mulheres raca e classe

Considerada a mais importante obra de Angela Davis, este livro nos traz um panorama histórico das lutas anticapitalista, feminista, antirracista e antiescravagista. Na obra, ela mostra como tudo isso está relacionado, interseccionado. A autora enfatiza quais foram os efeitos da escravidão e como a questão racial, principalmente quando se fala da mulher, é essencial para uma sociedade mais igualitária.

5. O feminismo é para todo mundo: Políticas arrebatadoras (bell hooks)

O feminismo é para todo mundo

Neste livro, bell hooks aborda como a intersecção entre gênero, raça e sociopolítica é essencial para o avanço do movimento. Ela mostra o que o feminismo é capaz de realizar e ressalta que, para isso, é preciso incluir a todos nesta luta, inclusive os homens. É uma obra de fácil leitura, que pode dialogar com quem já conhece mais sobre o feminismo, ou então com quem está começando a se familiarizar com as pautas.

6. Má feminista (Roxane Gay)

ma feminista

Eu quis deixar este livro por último, porque, depois de saber um pouco mais sobre tantas autoras importantes dentro do feminismo, é essencial lembrar que nós não somos perfeitas. Somos mulheres falhas e, consequentemente, falhamos na nossa militância.

Nesta seleção de ensaios, Roxane Gay evidencia a sua própria evolução como mulher negra e feminista. Ela nos mostra de maneira muito bonita — e divertida — de que é possível, sim, ser feminista e ainda reproduzir machismo, afinal, fomos criadas dentro da lógica patriarcal. Isso não nos torna menos feministas, nem menos engajadas.

Autoaceitação, no final das contas, é um dos pilares do movimento, não é mesmo?

Imagem: Unsplash

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