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Quando a mulher acaba de ter um filho, se depara com a triste realidade do mercado de trabalho. As empresas torcem o nariz para mães com filhos pequenos, por outro lado, o filho exige uma atenção muito grande e nem sempre há uma rede de apoio familiar.

Como bônus as contas aumentam e a necessidade de dinheiro fica cada vez maior. E agora? Como lidar com tudo isso de uma vez só? Muitas mulheres encaram o home office uma solução, mas será que essa é uma boa decisão?

A realidade das mães no home office:

Existem muitos benefícios

Não precisar passar horas no trânsito, não ter chefe para cobrar metas e horários é o sonho de muita gente. Levar e buscar a criança na escola, não se preocupar se há alguém para cuidar dela após o período escolar, estar presente em vários momentos e acompanhar o crescimento do pequeno de perto, são alguns dos benefícios de se trabalhar em casa.

Quando a criança fica doente ou é preciso levá-la a uma consulta, a flexibilidade no horário de trabalho também faz toda a diferença. Preparar uma comida mais saudável, tirar um cochilo no meio do dia ou aproveitar a semana para ir a cinemas, parques e outros locais cheios aos finais de semana, também é uma delícia.

Nem tudo são flores

Com todas essas vantagens é comum escutar comentários como:

“Nossa, que sorte que você trabalha em casa, hein? Deve ser uma maravilha!”

Mas a realidade, minhas amigas, não é tão bonita como aparenta. Sabe aquela mãe que não se desesperou quando a criança adoeceu porque podia levá-la ao médico? Provavelmente ela sacrificará horas de sono ou um dia no final de semana para concluir o trabalho que está lá, esperando por ela.

O cochilo no meio dia pode ser o descanso após uma maratona de 12 horas, ou mais, de trabalho. Muitas vezes a mãe precisa trabalhar, arrumar a casa, fazer o almoço e cuidar da criança. Tudo isso ao mesmo tempo!

Apesar de trabalhar muito, muitas vezes a família não consegue perceber e reconhecer todo o esforço. Nem sempre é por mal. Antigamente muitas das atividades home office nem existiam ou não haviam como ser realizadas em casa.

Por isso, pessoas de gerações passadas, ou mesmo que não conhecem muito esse regime de trabalho, não compreendem bem como ele funciona.

Mas isso não torna menos chato comentários como “logo ela cresce e você arruma coisa melhor”, “você viu que abriu vaga em lugar x? O salário é bom”, “já que você está em casa, pode passar no mercado/farmácia?”.

De fato, há quem esteja no regime home office apenas por necessidade, mas grande parte das mães optam por ele por livre e espontânea vontade e, às vezes, seria legal ser reconhecida como uma profissional e não como alguém que está fazendo um “bico” sabe?

É preciso ter disciplina

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Há um mito de que você trabalha o quanto quer e quando quer. Dizem que é possível ficar vestido em um pijama, deitado na cama, sem pentear o cabelo o dia inteiro. No entanto, a disciplina é uma das características mais importantes para quem deseja se aventurar no home office.

Estipular um horário de entrada e saída, de almoço e da pausa para o cafezinho é essencial. Caso contrário, você poderá acumular muito trabalho em alguns dias e em outros precisar fazer horas extras seguidas para compensar.

Nem precisa dizer que a produtividade, a qualidade do trabalho e o orçamento no final do mês sentirão o impacto, não é mesmo?

Também é importante dizer que, se você opta por trabalhar por conta própria, precisa controlar as finanças da sua empresa. Anotar exatamente quais são os gastos, os valores recebidos e acompanhar se há alguma pendência.

Normalmente, pequenos negócios exigem que você cumpra com as funções de diversos setores como: vendas, administrativo, financeiro e marketing. É importante deixar tudo registrado em planilhas e o preenchimento delas deve ser realizado diariamente — a não ser que você queira perder o controle e se desesperar no final do mês.

O ambiente faz toda a diferença

Trabalhar na cama ou no sofá pode até parecer confortável, mas na prática não é muito viável. Sua coluna começará a clamar por uma cadeira confortável.

Além disso, ter um ambiente reservado para o trabalho fará com que a criança consiga assimilar mais rapidamente que não pode te interromper enquanto você estiver trabalhando. O que não quer dizer que ela não fará isso.

O local também precisa ter uma boa mesa e uma iluminação adequada. Quanto mais profissionalismo o ambiente transmitir, mais foco e atenção você terá.

Ajudas são bem-vindas

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Embora fisicamente a mãe que trabalha em home office esteja presente, ela não pode dar toda a atenção que uma criança demanda o tempo todo.

A solução é contar com o apoio do pai ou um familiar seu. Quando isso não é possível (as mães solo têm uma dificuldade ainda maior), ela tem de encontrar formas para distrair o pequeno, seja com desenhos, videogames ou brinquedos.

Infelizmente, a utopia de que a mãe que trabalha em casa pode dar uma pausa sempre que o filho deseja brincar não é real. Às vezes ocorrem situações complicadas. Como quando no meio de uma ligação, ou pior, de uma teleconferência e a criança grita: mãe, fiz cocô!

Mas eu, como mãe e freelancer que trabalha em home office, posso afirmar que não me arrependo sequer por um segundo de ter escolhido esse caminho.

Posso não ganhar o melhor dos salários, trabalhar muito e até mesmo passar por alguns perrengues, mas tenho muito orgulho de ter o meu cantinho home office e fazer o que amo. Me sinto muito sortuda por poder ter o privilégio de estar ao lado do meu filho e ver ele crescer e se desenvolver cada vez mais.

Você é mãe e freelancer? Conte sua experiência nos comentários!

Imagem: Getty Images

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