Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










O que você procura?

Eu sempre fui muito bagunceira. Pra ser sincera, tenho uma dificuldade real para organizar… a vida, em geral. Acho lindo as pessoas que têm uma caixinha pra tudo, que encontram documentos importantes em 2 minutos, que sabem exatamente onde está cada coisa.

Eu digo que me encontro na minha bagunça, mas a verdade é que – fazendo as contas – eu perco muito tempo nessas de me jogar sem destino. Seja para encontrar o título de eleitor ou para mudar o rumo quando as coisas não saem conforme o esperado.

Há pouco tempo ouvi falar da Marie Kondo, a guru japonesa da organização (que eu carinhosamente gosto de chamar de fadinha da arrumação). Eu ouvi uma, duas, três, quatro vezes, de pessoas com perfis totalmente diferentes. Embora – como já ficou claro – o tema não desperte tanto o meu interesse fui ver o que é que ela tem de tão especial.  E confesso que fiquei um pouco ressabiada a princípio.

Alguém que chega pra apontar os meus defeitos e criticar o meu estilo de vida? Obrigada, mas passo! Logo imaginei a fadinha com sua vara de condão dando na minha cabeça ao ver a zona de casa. Mas logo nos primeiros minutos, a moça me desarmou. Não tem violência, imposição ou tapa na cara pra aprender: sua resposta para tudo é puro amor.

Fiquei questionando as minhas referências de aprendizagem e a conclusão para o meu ranço precipitado é que nossa educação é à base de imposições, tolhimento e repressão. É o famoso “porque sim”, “porque tem que ser”, “porque esse é o jeito certo”.

Durante muitos anos da minha vida eu me julguei por não fazer as coisas “do jeito certo”. E quanto mais me diziam que estava errado, mais eu queria enfiar o pé na jaca e zonear o barraco. E depois eu ficava me chicoteando porque o fantasma do “comportamento ideal” estava sempre ali julgando. Que belo (inclua aqui o seu xingamento preferido para denominar esse fantasminha careta).

É impossível ser feliz no meio da bagunça

Mas voltando à Marie Kondo. A base da sua teoria basicamente, é que é impossível ser feliz no meio da bagunça. E não é que é mesmo?

A gente acumula objetos sem nenhuma utilidade, guarda roupas para uma ocasião especial que pode não acontecer nunca, entulha tudo em um canto na esperança de que ALGUM DIA – por causa de uma iluminação divina – a gente vai parar tudo o que está fazendo para organizar aquilo. A verdade é que esse dia talvez nunca chega. E, na maioria das vezes, ele realmente não chega.

E você fica ali, flutuando no meio dessas coisas inúteis, que só atrapalham.

Fiquei obcecada em botar ordem no pedaço. Limpei a geladeira, os armários, as papeladas. E nesse processo de limpeza do espaço físico resolvi que era um bom momento para limpar a minha casinha particular.

Quem nunca guardou sentimentos que não acrescentam nada além de peso na alma? Ou pessoas que ficam orbitando ao nosso redor sem nunca proporcionar um momento de alegria, de afeto, de companheirismo, de compaixão? Gente que vai se aproximar ainda mais quando “a casa” estiver limpinha só pra bagunçar tudo e ir embora deixando o saco de lixo na porta.

Imagem: Pexels

A gente aceita tudo quando não sabe botar as coisas no seu lugar. E o meu lugar não é mais depósito de migalhas. Disso eu tenho certeza! Não vai ter mais saco de lixo na porta. Nem restos guardados porque poderia ter sido algo bonito. Porque lá no fundo, no meio dessa merda toda, pode ser que tenha alguma coisa que sirva algum dia. O tempo é agora.

E o tempo AGORA é de faxina geral. Peça licença. Entre com cuidado. E leve embora tudo que não for bom!

Por O Ano do Novo

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