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O que você procura?

“Mas você vai sozinha?”, “Mas não é perigoso?”, “Mas o que você vai fazer sozinha?” – são tantos “mas” que uma mulher escuta que por diversas vezes deixamos de fazer algo que queremos.

Lembro que quando decidi viajar sozinha para meu intercâmbio na Polônia, escutei por dias que era loucura, perigoso e que eu era meio doida por decidir viajar.

Mais do que isso, escutei que era uma pessoa sem amigos, pouco sociável e chata. Precisamos desmistificar o estereótipo da mulher que viaja sozinha é sinônimo de ser maluca, aventureira, sem noção ou até mesmo heroína. 

Até os anos 60, uma mulher precisava da autorização do marido para poder viajar. Após a revogação dessa lei, a cultura estava tão enraizada nas pessoas que poucas mulheres se sentiam à vontade para viajar. Minha geração, em comparação às minhas avós e mães, têm ganhado o mundo.

Apesar de sermos livres, a nossa liberdade ainda é parcial. Dentro da mochila, levamos o medo de assédios, os julgamentos da sociedade e vários preconceitos sobre a mulher que viaja sozinha. Se por um lado, temos investido e planejado mais em viagens solas, do outro, existem obstáculos e receios pelo simples fato de sermos mulheres.

Há um crescimento de mulheres viajando sozinhas, de acordo com o Ministério do Turismo, já são 18% o número de mulheres que preferem viajar solas. Inclusive, dois terços de todos os viajantes são mulheres.

E apesar de cada dia mais mulheres quererem ter a experiência de viajar sozinha para decidirem, por si só, se querem viver essas experiências, ainda precisamos que isso seja possível em todas as classes, idades e raças. E ainda necessitamos de lugares, em todos os países, com segurança.

Viajar sozinha, pelo menos uma vez na vida, para uma mulher é uma ação que trará grandes mudanças e transformações. É muito mais do que conhecer o mundo, é poder, se conhecer e descobrir. É passar por medo de julgamentos e inseguranças. É perceber que você pode e é capaz. É desenvolver autoconfiança e independência. É poder sentir na mão a liberdade.

Quando paro para lembrar da minha primeira viagem solo para fora do país, lembro que chorei muito durante o dia e sentada encostada em uma árvore no parque Spielplatz Frankfurt Mainkai de frente para o Rio Meno, eu só sabia perguntar “O que estou fazendo aqui? Que loucura é essa…”, mas o passar das horas me mostraram que eu poderia ser minha melhor companhia, ser independente para fazer o que eu gostaria naquele momento, que cada ação era responsabilidade minha, e mais do que isso, eu podia vencer os meus medos e me abrir para novos conhecimentos, sabores e lugares.

Pega as suas asas, passarinho, e voa também. Você é capaz. Se joga pelo mundo!

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