Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










O que você procura?

“Bom dia, querido! Tudo bom? Tomara que sim! Embora eu seja irônica de vez em quando, ou quase sempre, isso é muito sincero, tá? Comigo, não está ruim, felizmente! Claro que dava pra tá melhor, mas nada na vida é perfeito, né? Nem a gente. Aliás, nós dois estamos bem longe da perfeição. Você deve estar estranhando o teor dessa mensagem, logo cedo. Mas essa foi a melhor forma que encontrei de expressar essa mistura de sentimentos que me tomam há algum tempo. E depois que você terminar de ler, pode parecer que está tudo ruim, mas tenho certeza que estará bem melhor. É o que espero, pelo menos.

Hoje, eu queria te pedir pra sentar aqui do meu lado, pra gente conversar de verdade, olho no olho, mas não dá. Você deve estar ocupado com sua vida, tão cheia de afazeres. Então, já que não dá mais pra esperar, vou fingir que você tá aqui e vou começar a falar. Ou melhor, a escrever. Agora o papo é sério, de verdade. Não dá pra ficar na quase conversa, de novo. Porque já tem um tempo que a gente tá nessa de “QUASE”, né? Quase se vendo todo dia, quase se jogando de cabeça, quase perdendo a cabeça (leia mais aqui)!

Isso porque a gente, na verdade, é “quase” também; “a gente” mesmo, não existe, de fato. E eu quase achei que a gente ia acontecer. Mas foi só quase, de novo. Quase fomos pegos, lembra? Nossa! Eu gelei! Por causa disso, quase tivemos que dar explicações, pra quase todo mundo. Engraçado que, até o que fica no quase, as pessoas se sentem no direito de julgar. E não é quase julgar, não! Elas julgam mesmo!

Logo depois, vieram as confusões, os problemas, algumas indecisões, algumas quase brigas. Tivemos até umas emoções mais fortes. Numa delas, você quase se ferrou de verdade e eu, quase morri do coração. Quase uma tragédia; quase um final nada feliz. Nessas de “quase isso”, “quase aquilo”, a gente quase acreditou, quase fez planos, quase aceitou. Quase… Quase nos deixamos levar, quase apertamos o F$&@-se, quase esquecemos do mundo e das consequências.

quase amor

Também, quase jogamos tudo pro alto, quase amamos, quase confiamos – e sem confiar, não dá. E foi quase, de novo! Tá bom, vai. A entrega foi de verdade, o carinho, os beijos; foi tudo fantástico, foi tudo de verdade. Pra mim, foi. Aí, não teve QUASE, não! Eu acho até que pirei de verdade! E fui feliz de verdade. Acredito que você também. Eu ia dizer que quase me importei, mas isso também foi de verdade; eu realmente me importei. E foi mais de uma vez!

Mas aqueles QUASE.. Poxa! Foram muitos. Quase sempre, pra quase tudo. E nessa de quase, quase, sempre quase, a gente quase magoou um ao outro. Porque ninguém quis dar o braço a torcer, ninguém quis se abrir. Foi por pouco, hein? Olha o quase, novamente, escondido nas entrelinhas. Mas sabe de uma coisa? Não da pra levar uma vida só no quase. Nenhuma história se constrói com base em “QUASES”. Um quase alicerce não sustenta um prédio.

Ou ama, ou não; se joga ou não!
Imagina ser quase inteiro? Não da nem pra imaginar.
Não dá pra quase viver. VIVE! Ou sobrevive.
Então, não dá mais pra ficar nessa de “quase”, tá?!
Quase isso… quase aquilo…
Quase gostou, quase foi, quase ficou.
Quase cheio, quase vazio.
Quase sempre, quase nunca. Quase lá!
Foi “quase” pra quase tudo. E “quase tudo” é tanto quanto “quase nada”.
Mas a vida tá aí, hoje, amanhã, quando for. Um dia de cada vez.
E quero que você continue contando sempre comigo. Sem essa de quase! Conta mesmo! Sem essa de quase amigos.
E quando não tiver mais espaço pro QUASE, quem sabe dê pra gente ser de verdade, 100%.
Quem sabe, né?!
A gente quase soube.”

Imagem: Pinterest

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