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Mulherada, hoje quero compartilhar com vocês um livro que mudou minha vida. Antes, um background: fiquei conhecendo esse “salva vidas” porque minha mãe, desesperada por tentar dar um jeito no meu “hurricane 2019 way of life (modo de vida FURACÃO 2019)”, resolveu me dar um livro sobre organização. Rasguei o embrulho e lá estava ele: A Mágica da Arrumação – A arte japonesa de colocar ordem na sua casa e na sua vida. Ele foi escrito por Marie Kondo, criadora desse método KonMari que vos trago hoje.

Como o título diz (e eu rapidamente saquei a indireta de mamãe), essa belezinha te ajuda a entender o porquê da sua bagunça (na sua casa, na vida, na rua, na chuva e na fazenda) e, a partir disso, tenta acabar com ela de uma vez por todas.

Um pouquinho sobre o Método Konmari e sua criadora

Marie Kondo, nascida em Tóquio – Japão, é uma especialista em organização que trabalha na área desde 19 anos (hoje tem 34), porém, já amava arrumar a própria bagunça e a dos outros (vai entender) desde os 5 anos de idade.  Hoje, ela é dona de um negócio hiper lucrativo em Tóquio e usa seu Método KonMari para ajudar as pessoas a transformar suas casas em espaços pacíficos e inspiradores.

Se você (assim como eu algum tempo atrás) acha que a desordem não te prejudica, nem incomoda, vá por mim, esse pensamento é a maior enganação. A bagunça é um verdadeiro gatilho de estresse. Afinal, é muita, mas MUITA informação. Então, a melhor forma de controlar isso é ARRUMAR AS PARADAS ao nosso redor. A grande questão é: a maioria de nós rala horrores para arrumar a casa, termina tudo com uma sensação de dever cumprido mas, dois dias depois, a fuzarca tá lá de novo. E você não faz IDEIA de como isso aconteceu.

Eu te digo, porém, COMO isso aconteceu. Aliás, eu não, mas sim a Marie Kondo: você só mascarou sua bagunça, sabe? Pegou tudo que tava à vista, guardou da forma que achou melhor e seguiu com a vida. Aí, seus velhos hábitos e manias chegaram de fininho e instalaram o caos novamente.

Isso rola, muitas vezes, porque a gente não entende de onde vem a nossa bagunça. Normalmente, a natureza dela vem de dentro pra fora. Se você não tá bem por dentro, miga, o ambiente à sua volta acaba refletindo isso também.

Então, o primeiro passo é entender de onde vem a sua bagunça

Para a maioria de nós, a desordem (interior e exterior) vai se acumulando com o tempo. Aí, quando assustamos, tá tudo fora de controle e não sabemos o porquê (que o método KonMari apelida carinhosamente de “ponto de ruptura”). Esse ponto costuma ser um evento marcante nas nossas vidas como a morte de um ente querido, uma demissão inesperada, uma reviravolta cabulosa (tipo ganhar na loteria, largar os estudos e por aí vai), casamento, divórcio etc. Basicamente, toda e qualquer coisa que tira a gente da zona de conforto.

E o que essa bagunça significa?

Olha que coisa mais doida: é possível entender a natureza da sua desordem com base nos cômodos da sua casa. Saca só:

  • Salas de Estar e de Jantar: são os principais cômodos da casa para o entretenimento. A desordem, aqui, pode significar que você está escondendo sua verdadeira essência do mundo, fechando-se para as pessoas e se sabotando quando o assunto é curtir boas e novas experiências;
  • Cozinha: muitas vezes, a cozinha é onde despejamos tudo que tem a ver com nosso dia a dia como correspondências, eletrônicos, tigelas para cães, vitaminas, sacolas de compras etc. Então, a desordem nesse cômodo pode representar uma dificuldade em suas relações com o mundo (sejam elas familiares, amorosas, de trabalho e por aí vai);
  • Corredores: são os conectores entre os cômodos e, por isso, representam nossa capacidade de fluir. Corredores bagunçados podem significar que o rumo que sua vida está tomando ainda está nebuloso, sem definição nem planejamentos concretos;
  • Quarto: a desordem no seu cantinho denuncia o fato de que você pode não estar cuidando de si mesma da forma como deveria, seja pelo estresse, cansaço etc.
  • Banheiro: assim como nosso quarto, esse é um cômodo onde nos cuidamos e nos preparamos para enfrentar o mundo todo santo dia. Pense em todos os produtos do armário que você nunca usa, ou no tapete e toalhas amarrotadas etc. A desordem nesse local pode significar que você está com baixa autoestima;
  • Armários: esses danados representam o que está oculto das nossas vistas. Quanto mais a gente enche eles, mais difícil fica para olharmos o que tem por ali, certo? O mesmo rola com nosso interior. Quanto mais sobrecarregado, mais dificuldade teremos de encontrar o que realmente precisamos para enfrentar as situações e acontecimentos do dia a dia (como PACIÊNCIA, CORAGEM, LUCIDEZ e por aí vai);
  • Porão: muitas vezes, usamos o porão de casa para guardarmos itens indesejados ou não usados. Isso faz com que eles representem nosso subconsciente (muito louco isso, né?). Um porão desordenado pode guardar troceeeeentos esqueletos do passado que você nem fazia ideia que existiam ou, pior, até sabe que existem mas não consegue se desprender deles;
  • Garagem: carros representam nossa independência e capacidade de locomoção. Se sua garagem estiver tão bagunçada a ponto de você não conseguir entrar e sair facilmente dela, pode ser que seu subconsciente esteja com dificuldade de progredir na vida, seguir em frente.

E como funciona o Método KonMari?

A primeira e mais importante filosofia é: arrume TUDO de uma vez. Um pouco de cada vez nunca funciona.

1. Comece pelos armários

Coloque TODAS (sim, TODAS) as suas roupas na cama. Olhe para todas elas e se pergunte por que você quer passar por essa arrumação. Objetivos como “quero viver sem bagunça”, ou “quero espaço o suficiente para guardar todas as minhas coisas” são muito amplos. Pense em termos concretos, como: “Quero viver que nem uma Deusa, cercada de paz e tranquilidade”.

O segredo é visualizar essa vida que você tanto deseja e ir se perguntando “por quê?” para CADA UMA de suas respostas até chegar no objetivo concreto. Exemplo: se você quiser viver sem bagunça porque ela te sufoca, pergunte-se: “Mas por que diabos ela me sufoca?”. Faça isso de 3 a 5 vezes. Quando você encontrar a resposta oficial, o próximo passo se tornará super tranquilo.

“Isso me desperta alegria?”

Lembra das roupas na cama? Para cada uma delas, pergunte-se se esse item te “desperta alegria”, ao invés de “eu uso muito?” ou “ela ainda corresponde ao meu estilo?”. O lance é que, em vez de se concentrar SOMENTE em jogar as coisas fora (ou dar para os outros), Mari aconselha que você reconheça apenas as peças que te fazem bem. Então, se a brusinha na sua mão te despertar alegria, ela fica. Se não, ela vai.

Importante: você deve tocar em cada item para que seu corpo possa reagir a ele, beleza? Esse processo não é NENHUM POUCO racional e intelectual. É uma sensação física, ou intuição.  É deixar seu CORPO e suas emoções te dizerem do que exatamente você precisa para ser feliz.

Comece com as blusas, depois calças e vestidos, calcinhas e meias e por aí vai. Depois de escolher tudo, inclusive, ela ainda ensina um tipo de dobra que vai fazer com que você ganhe MUITO espaço no armário. Saca só:

~ abra a peça em uma superfície reta

método konmari

~ dobre-a praticamente ao meio, colocando as mangas para dentro

método konmari

~ dobre tudo quase na metade

método konmari

~ dobre a peça mais duas vezes

método konmari

~ faça o teste final para saber se deu tudo certo. A roupa precisa ficar em pé sozinha (E SIM, MULHER, ELA FICA, ATÉ AS MAIS LEVINHAS)

método konmari

Eu JURO procês: minhas gavetas hoje são verdadeiras obras de arte. Agora, tenho uma gavetinha só para calcinhas e meias, e outras duas com todas as minhas blusas prediletas. Dá GOSTO de abrir o armário e escolher a roupa que vou usar no dia!

2. Agradeça

Um passo mega importante para conseguir se desvencilhar dos seus pertences é ser carinhosa com eles. Na hora da decisão em descartá-los, com eles ainda em mãos, agradeça por todas as experiências (boas ou ruins) que aquilo lhe proporcionou. Seja cuidadosa com eles, guarde-os em um depósito limpinho (como caixas de papelão) e coloque etiquetas em cada um deles. Reconheça que aquela peça já cumpriu o seu papel e que, agora, ela fará parte da história de outra pessoa.

A ordem certa

Kondo diz que a melhor ordem para arrumar tudo é começar pelas roupas (ok, etapa cumprida), depois livros e Komono (diversos como fotografias, maquiagem, recordações, ferramentas, talheres etc). Para cada etapa, o processo é o mesmo: tire tudo do lugar, escolha as peças que te trazem boas energias e, PRIMEIRO, descarte as que não lhe servirão mais para SÓ DEPOIS guardar a que ficaram. Aliás, bora conversar mais um pouco sobre essa próxima etapa?

3. Organize

O próximo passo do Método KonMari é organizar o que permaneceu com você. Mais uma vez, há uma ordem e simplicidade para isso, afinal, TUDO tem o seu lugar, até mesmo os itens que ficam dentro da sua bolsa!

O segredo é armazenar todos os itens do mesmo tipo no mesmo lugar para que as coisas não se espalhem e se acumulem. Use gavetas, caixinhas e até mesmo caixa de sapatos para isso e, na hora de guardar os itens, procure deixar cada um deles à mostra. Assim, você não só vai saber onde cada coisa está, assim como vai ter facilidade de tirá-las do lugar e voltar com elas depois de usá-las.

Dê o próximo passo para uma vida livre de desordem

Se você acumula as coisas por razões emocionais, esse método é perfeito para o seu caso. Afinal, ele exige que você confie em sua intuição e honre como você se sente em relação a seus pertences. Ao final do processo, você ficará apenas com as coisas que ama.

Diquinha: livrar-se das coisas por meio de brechós, instituições de caridade ou reciclagem não significa que você está jogando fora as boas lembranças. Elas ficam. O objeto é que vai. É preciso permitir que os bens que não lhe trazem mais alegria sejam literalmente colocados para fora da sua casa. Quando a gente se cerca de coisas que são uma extensão direta E VERDADEIRA de nós mesmas, tudo fica muito mais saudável e leve.

Imagem: Divulgação

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