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É massa (de verdade, sem ironia alguma) que os homens sintam um orgulho genuíno (e até meio bizarro) de seus pênis. É um entusiasmo que chega a dar inveja, né? “Ah, pega no meu pau”, “meu pau de óculos”, “ai minhas bolas”, “que dor no saco” e por aí vai são frases de um verdadeiro bromance (romance/cumplicidade entre amigos) que parece nunca ter fim.

O fato é que eles conversam (entre eles e com mulheres) abertamente sobre isso. Falam sobre masturbação, ereção, ejaculação e por aí vai como se fossem prêmios (ou no mínimo uma parte de seus cotidianos). É realmente um orgulho das genitais que eu me pergunto se as minas terão ALGUM DIA com as pepecas.

Não, não adianta vir me falar que o orgulho é o mesmo. Não é, sabe? Rola todo um tabu em cima do cheirinho delas, dos formatos, de como funcionam e por aí vai. Mulheres conversam, certo? De tudo, a gente pensa. Só que não.

 

A grande razão de muitas minas SEQUER saberem onde fica o clitóris é porque a que não sabe tem vergonha de perguntar, e a que sabe tem vergonha de falar e admitir que bate altas siriricas.

 

Daí, esse fato entra numa espiral bizarra. Nela, a mulher deve ser pura. É não sentir prazer, não brincar consigo mesma e preservar a virgindade até o casamento. Enquanto isso, o rapaz é levado ao puteiro pelo próprio pai, aos 13 anos, para transar pela primeira vez. É fogo, né?

O homem viril, machão e coisa e tal, perde a virgindade cedo. É transão. Come todas. A “mulher de verdade” (tipo Amélia mesmo) é aquela que só perde o cabaço no casamento e ai daquela que tiver ele rompido antes.

Aliás, sim. Muitas culturas, ao longo dos anos, fazem questão de CHECAR se a mulher é virgem antes de casar. E é aí que entra todo o papo do post de hoje.

O mito da virgindade

mito da virgindade

Velho, qual é o conceito VERDADEIRO de virgindade, e de onde ele veio? Quem FOI que inventou esse troço? Afinal, existe REALMENTE alguma importância em perder a virgindade? Por que assim, não dá pra entender o motivo pelo qual ela é tão importante e altamente valorizada por muitas sociedades e religiões.

Meu palpite? Ela foi intencionalmente criada para oprimir e controlar mulheres. Sabe por quê? A virgindade é uma coisa que assombra mulheres desde a antiguidade e foi concebida por sociedades inegavelmente patriarcais que desconsideravam as mulheres e as tratavam como coadjuvantes. Por anos, elas não tiveram voz em nada. Não votavam, não trabalhavam, não estudavam.

E se você acha que eu estou de “mimimi”, aí vão alguns dados:

  • O primeiro país a permitir que as mulheres votassem foi a Nova Zelândia, em 1893.
  • Nos estados unidos, o voto feminino só passou a valer em 1920.
  • Aqui no Brasil, só em 1934.

Grupos religiosos, principalmente aqueles liderados por homens, fortaleceram esse conceito de virgindade, destacando e defendendo a pureza como preceito a toda “mulher de bem”.

Mas ainda bem que aqui no Superela, meus amores, vocês não vão ficar só com meus achismos. Trouxe alguns dados que queria compartilhar com cês sobre esse assunto. Assim, minha parcialidade fica fora disso (o que eu acho mega importante).

Afinal, qual é o VERDADEIRO significado de virgindade?

Culturalmente, a virgindade para as mulheres significa manter seus himens intactos e ininterruptos. Basicamente, isso significa não transar antes do casamento e ter, em troca, o status de santidade e a aprovação da sociedade em geral.

Cientificamente, não existe nenhuma definição REAL de virgindade porque esse conceito não pode ser comprovado empiricamente (o conhecimento vem do experimento). Pois é. Não há nenhuma maneira científica de provar, ou descobrir, se alguém é virgem ou não. Mas calma que a gente ainda vai falar sobre isso, então fica firme aqui comigo.

Religiosamente falando (e tomando como base as religiões mais populares do mundo), a virgindade também é vista como condição de pureza. É suprimir os impulsos sexuais, manter-se afastada ou abster-se de sexo antes do casamento. A diferença é que, aqui, esse conselho é prescrito tanto pras minas quanto pros machos.

Em outras religiões, o conceito de virgindade é esticado. Masturbar-se e até mesmo olhar para alguém do outro sexo pode ser considerado impuro e tão grave quanto ter relações sexuais.

Mas e aí? Te pergunto uma coisa:

O significado de virgindade seria o mesmo para homens e mulheres?

mito da virgindade

Afinal, o homem virgem é um “zerolão”, “frouxo”. O rapaz que perde a virgindade faz questão de soltar esse fato aos quatro ventos. Existem caras que MENTEM sobre a própria virgindade, alegando que transam geral e, até mesmo, queimam o filme de alguma menina falando que fizeram sexo com ela e, na verdade, não teve nada disso.

Aliás, é aí que entra a questão da mulher. O filme dela só é queimado porque a menina que não é virgem é “rodada”, “safada” e “do tipo que não serve para namorar”.

Então é aquela velha questão: virgindade é sinal de castidade pra quem? É de honra pra quem?

A vigília por trás da sexualidade feminina e o mito da virgindade

Regras são regras, principalmente quando se trata de uma mulher. É inegável que os homens são privilegiados em quase todos os quesitos sociais e, infelizmente, esses privilégios afetam DIRETAMENTE a liberdade da mulher. Grande parte disso rola em torno do cuidado que elas precisam ter com a própria virgindade.

O problema é que, ao longo do tempo, foram criados alguns métodos que diziam ser capazes de comprovar se a mulher era “pura” ou não. Só que eles não passam de mitos que complicam, limitam e provocam medo na vida de qualquer mina.

Saca só quais são:

Mulher que é virgem “de verdade” sente dor na primeira relação devido ao rompimento do hímen

Em uma pesquisada realizada pela sexóloga Suzannah Weiss, em 1998, 63% das mulheres (em um grupo de 41) não sentiram dor, nem sangraram, quando penetradas pela primeira vez.

A verdade é que a dor que as minas sentem pode estar relacionada a uma série de fatos como ansiedade, medo, falta de cuidado e/ou de lubrificação. Além disso, vamos explicar um pouco da anatomia do hímen mais tarde mas, é importante já mencionar que, enquanto alguns são rompidos e REALMENTE sangram, outros são elásticos e podem se adaptar ao tamanho do pênis.

Então não: dor não primeira vez não é sinônimo de virgindade.

O conceito de virgindade é importante e deve ser incentivado para atestar a pureza de mulher

Pura do quê, minha gente? Exigir que a mulher tenha um “hímen intacto” é desumanizante e simplesmente terrível. Ó que injustiça: então quer dizer que a moça que esperou ANOS para transar, reprimiu o próprio tesão até dizer chega e, ao ter a primeira relação com o marido, não sentiu dor e nem sangrou, será considerada IMPURA por causa disso?

Do outro lado, a dor e sangramento da mina na primeira vez foi CELEBRADO (ó que terrível isso, gente. Sexo é pra ser bom, socorro) pelo moço e sua família e, a partir daí, o atestado de pureza dela foi comprovado.

Tem que ter paciência, né.

O rompimento do hímen é a única forma de perder a virgindade

mito da virgindade

Esquece isso. O sexo em si vai muito mais além da penetração. Existem trocentas formas de se satisfazer e gozar horrores com o parceiro. Isso inclui 69, sexo anal, dedinho aqui e mão ali e por aí vai.

Agora, para quem realmente concorda comigo e considera qualquer forma de sexo um passe livre para perder a virgindade, saiba que existem diferentes tipos de Hymen e eles podem ser rompidos durante atividades físicas, movimentos bruscos e por aí vai.

Então não, gente: penetração é só um detalhe. O pênis não tá com essa moral toda não.

Mas existe mesmo esse tal de teste da virgindade?

Ô se existe. O lance do mito da virgindade, inclusive, gira em torno disso. Afinal, cá pra nós, se a palavra de uma pessoa fosse o suficiente pra atestar qualquer coisa, o mundo seria um lugar muito mais incrível de se viver.

Esses testes costumam ser realizados em mulheres solteiras, muitas vezes sem o consentimento delas, ou por livre e espontânea pressão da sociedade em que elas vivem.

Dependendo da região, o examinador pode ser um médico, um policial ou um líder da comunidade. Os países mais conhecidos por essa prática são: Afeganistão, Bangladesh, Egito, Índia, Indonésia, Irã, Jordânia, Palestina, África do Sul, Sri Lanka, Suazilândia, Turquia e Uganda.

A motivação desse procedimento também varia de acordo com a cultura do lugar. Algumas comunidades na zona rural de KwaZulu Natal (África do Sul), e na Suazilândia (África Austral), realizam o teste de virgindade em meninas que ainda estão na escola. O objetivo é controlar a atividade sexual delas antes do casamento e reduzir a incidência do HIV.

Na Índia, o teste fez parte de uma avaliação de agressão sexual de mulheres vítimas de estupro. Na Indonésia, o exame é feito como condição para mulheres que desejam se juntar à força policial indonésia. Por fim, graças à essa globalização linda de meu Deus, esses procedimentos já foram relatados em países de primeiro mundo como Canadá, Espanha, Suécia e Holanda.

O que você REALMENTE precisa saber sobre o hímen?

O hímen é uma membrana fina, localizada na junção da vulva e da vagina, e se estende por toda (ou parcial)  abertura vaginal.

Alguns cientistas especulam que a função dessa membraninha é manter as bactérias fora da vagina. Porém, nada confirmado.

Existem 5 tipos gerais de hímen:

via Shutterstock/IG delas

Anular: é o mais comum. Sua forma é parecida com o nome – a de um anel.

Septado: ainda na forma de anel, ele tem uma pelinha bem no meio do furo. Por ser mais resistente, ele pode incomodar um pouquinho na primeira vez.

Complacente: é o sonho de toda mina. Flexível, ele se adapta ao tamanho do pênis e pode sofrer pequenos rompimentos aos poucos, ao longo das primeiras relações sexuais.

Cribiforme: pensa num anel com a pele do meio intacta, porém, com vários buraquinhos no meio. Ele ainda é mais resistente que o Septado mas, com a lubrificação certa, passa desapercebido.

Imperfurado: é o mais raro. Não tem perfuração nenhuma e, por isso, não deixa sequer o fluxo menstrual descer. Por isso, é preciso removê-lo cirurgicamente.

Seu hímen não é um atestado de castidade

Provamos por A + B, então, que o hímen não diz NADA sobre a virgindade de uma mulher e que, esse conceito é, na verdade, construído por uma sociedade machista. Por isso, miga, não se agarre a isso e, de coração, viva a vida da maneira que lhe for melhor, sabe?

Se quiser transar antes de casar, mana, só vai (tomando os devidos cuidados, ÓBVIO). Se quiser guardar esse momento pra noite de núpcias, massa também.

O corpo é seu, entende? SÓ SEU.

Imagem: via Beleza Americana

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