Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










O que você procura?

Vivemos em sociedade e o ato de comer não é apenas um ato isolado. Por exemplo, se um carro precisa de combustível, vamos até o posto de combustível e abastecemos exatamente com o que ele precisa. Não usamos diesel se o motor é a gasolina, para não danificar máquina. Pronto, problema resolvido!

Mas e nós humanos? Bem, se o corpo necessita de energia e nutrientes, então forneço exatamente o que ele precisa, na quantidade ideal e só ‘combustível’ de qualidade, nada que vá prejudicar o bom funcionamento da ‘máquina’, certo?

Só que não.

Quem nunca comeu (ou bebeu) porque estava triste ou comeu (ou bebeu) para comemorar, porque estava feliz? Faz parte dos nossos costumes, da nossa cultura, não, não somos uma ‘máquina’ fria, temos sentimentos, somos regidos por emoções.

Quantas memórias boas de infância: os almoços em família no domingo, a festa de aniversário repleta de docinhos maravilhosos, festas de casamento, festas religiosas. E na vida adulta então? O happy hour com os amigos no fim do expediente, chope com comidinha de boteco, um ‘santo remédio’ para relaxar. E nós mulheres, “Fulana estou estressada preciso de um pedaço de bolo de chocolate da minha mãe”…

Sem falar no bendito chocolate que abranda a TPM, quem nunca?

Na contramão disso tudo, o Ministério da Saúde advertiu em 2017 que em 10 anos, a obesidade cresceu 60% no Brasil, contribuindo para o aumento de doenças crônicas como hipertensão e diabetes. Isso mesmo entre mais jovens, pessoas entre 25 a 44 anos, uau!

Não estou aqui associando diretamente os dados do Ministério da Saúde com as emoções, porque tem todo um contexto e uma série de fatores envolvidos, que fique claro. De vez em quando tudo pode. Não é o um happy hour ou uma fatia do bolo de chocolate que vai realmente te prejudicar (a menos que exista alguma patologia envolvida) e está tudo bem. Mas fazer disso um hábito (leia-se: comer por impulso para abrandar um sentimento ruim), pode levar a um caminho tortuoso e trazer consequências graves para sua saúde física e mental.

Não coma suas emoções!

Antes de tudo, responda para você mesma: Tenho fome ou vontade de comer? Eu como para alimentar o corpo físico ou para tentar acalmar sentimentos como raiva, tristeza e frustrações?
Seu corpo precisa de nutrientes, precisa de energia para desempenhar desde as funções vitais, como batimentos cardíacos e respiração, quanto para te dar disposição para caminhar, trabalhar, estudar.

Então não coma para relaxar, mude a estratégia!

nao coma suas emocoes

1. Respire

Acredite: respirar ajuda a controlar a ansiedade e reduzir a vontade de comer por compulsão, quando não é fome. Um exercício fácil é respirar profundamente pelo nariz e expirar pela boca, lentamente. Outra técnica que funciona bem é a conhecida por 4 x 7 x 8, onde você respira lentamente contando até 4, prende a respiração contando até 7 e expira contando até 8. Você relaxa porque se concentra na respiração e na contagem e deixa de pensar, ao menos momentaneamente, no que está incomodando.

2. Desconecte- se

Desconecte-se das tecnologias por um tempo, seja por alguns minutos ou algumas horas, dependendo de sua disponibilidade. Sim, é preciso!

3. Apenas descanse

Se o corpo esta cansado, não tome um energético, aprenda a descansar quando é preciso. Sente-se de maneira confortável ou deite-se, se puder, e apenas feche os olhos e dê esse tempo a você, por menor que seja.

4. Aprenda a meditar

A meditação traz muitos benefícios e algumas pessoas aprendem a meditação na yoga, outros na religião, outros aprendem durante um curso. Em uma coisa todos concordam: a prática ajuda a controlar o estresse, melhora o sono e a concentração. Se a meditação ajuda diminuir a ansiedade, logo, diminui a vontade de comer, sem ter fome.

5. Permita-se uma massagem:

Dê um presente para a você: uma massagem. Você pode pagar uma sessão, ou pedir para uma amiga que saiba fazer, ou para o(a) parceiro(a). Quem recebe massagem sabe da sensação única que o toque humano é capaz de proporcionar, acalma, relaxa, tranquiliza.

6. Movimente-se quando se sentir entediada

Vale praticar seu esporte favorito, chamar uma amiga para caminhar no parque, levar seu cachorro para passear. Atividade física é um ótimo remédio para espantar o baixo astral e trazer sensação de bem estar. Aliás, atividade física é sempre bem vinda, faz muito bem.

7. Procure ajuda profissional, se precisar:

Em alguns casos é preciso pedir ajuda a um profissional. Hábitos alimentares errados podem levar a doenças crônicas como: obesidade, hipertensão, diabetes e dislipidemias. Podem ainda estar associados a transtornos como compulsão alimentar, bulimia, depressão, entre outras e precisam ser tratadas. Procure o psicólogo, nutricionista, psiquiatra, ou médico de sua confiança, o importante é dar o primeiro passo.

E, por favor, vez ou outra permita-se um brigadeiro, um pedaço de bolo, ou um pedacinho daquilo que você deseja. O que não vale é fazer disso um ciclo vicioso que prejudica sua saúde, bem estar e qualidade de vida. Não coma suas emoções!

Então já sabe, antes de ceder ao impulso de ‘comer suas emoções’, pergunte-se “isso é fome ou vontade de comer?” e mude a rota, mude o foco!

Grande abraço!

Imagem: Unsplash

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