Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










O que você procura?

Este texto é para você que perdeu a motivação no trabalho ou como prefiro chamar: o tesão! Por que assim como no sexo temos o direito de perder o tesão e não querer transar com nossos companheiros, e na carreira isso também pode acontecer.

Trabalhar numa empresa é um relacionamento, que começa no namoro (o processo para a vaga), noivado (da contratação ao término do período de experiência e o casamento (que se desenvolve com o término do período de experiência até sua saída da organização).

Numa das empresas onde trabalhei, cujo casamento durou muito tempo, o CEO sempre em seu discurso falava sobre querer ter funcionários com tesão para levar a empresa à novos patamares. Esse discurso sempre ficou comigo ao longo da carreira, afinal ter tesão ou paixão pelo que se faz é essencial. Alguns chamam isso de brilho nos olhos, e deve ser mesmo, afinal, quando você tem tesão em seu relacionamento, o outro sempre fala do olhar.

Sou muito agitada, odeio marasmo e qualquer tipo de estagnação. Uma vez chorei muito em casa por me sentir em fim de carreira em uma empresa onde atuei, pois não tinha desafio, era aquela coisa morna, sem graça e que você não se desenvolve, parece estagnada. Enfim, perdi a motivação no trabalho e fui ficando cada dia pior. Lembro de uma conversa com um coach de carreira, que me perguntou o que eu ainda fazia lá.

Era tão visível a minha falta de motivação no trabalho, que chegava a ser palpável. Mas lógico que o que me prendia era o salário, afinal, nunca tive pais ricos para me darem uma força com as despesas, apesar de contar com o apoio deles em todas as decisões que tomei. Trabalho desde os 10 anos, sim, desde os 10 anos! Sempre quis ter minha independência financeira e nunca tive medo de trabalho e desafios.

Como voltei a ter motivação no trabalho:

Pedir para trocar de posição, sair de um projeto ou empresa não me davam medo, apenas o frio na barriga comum pelo novo. Meu medo maior sempre foi perder o tesão pelo que faço. Eu tenho as minhas paixões e nunca as escondi que são: pessoas e tecnologia. Confesso que antes de compreender um pouco mais sobre comportamento humano, preferia apenas a tecnologia. Mas a evolução da carreira me levou a descobrir essa paixão por pessoas.

Não obstante a tudo isso que sempre tive meu planejamento de carreira, que vou resumir para vocês:

  1. Ser assessora aos 28 anos
  2. Ser gerente aos 40 anos
  3. Morar em outro estado do Brasil
  4. Morar em outro país -> ter meu próprio negócio

De todos os pontos que tracei, apenas o quarto que era morar em outro país, não se concretizou. Mas ele hoje não é tão importante assim. Acabei trocando ele por ter meu próprio negócio, pois quero estar próxima a minha família aqui mesmo no Brasil.

Mas chegar a essas quatro linhas como objetivos do meu plano de carreira, não foi um caminho fácil. Primeiro precisei entender algo muito importante, que cabia a mim a autogestão da carreira. Eu não poderia deixar alguém decidir por mim, tinha que ir atrás das oportunidades e por que não dizer, dar a cara a tapa.

Se aos 10 anos eu já conseguiu uns trocados fazendo unha, imagina fazendo faculdade, inglês e pós-graduação na mão. Era preciso definir o que me fazia ser uma boa profissional, que conhecimentos eu tinha e que atividades me davam “tesão” de fazer. Como era da área de TI, descobri que programação não era a coisa que mais gostava. Mas precisei fazer para descobrir isso, não tem mágica, você precisa experimentar.

Meu negócio era resolver problemas com os usuários, instalar sistemas, definir requisitos, etc. Tanto que era a analista com menos reabertura de chamados da equipe e meus usuários me enchiam de elogios e presentes. Mas definitivamente algo que me fizesse ficar horas sentada numa sala sem ver pessoas e coisas diferentes, além de uma tela de código não era comigo.

O momento de transformação

Aí veio o momento de ver meus gaps, pontos fracos ou oportunidades de melhoria. Vou ser sincera, não importa o termo que usem, a realidade é que sem mimimi, precisei olhar no que eu era ruim. Como dizem uns amigos, pisava na bola. Tá essa parte não é nada fácil de encarar, mas se quiser uma ajuda estou formando grupos online para profissionais que queiram planejar suas carreiras: o Agile Coaching é um curso para quem quer explorar o próprio potencial profissional e precisa de resultados rápidos e o Carreira Ativa é para quem quer fazer um planejamento de carreira em qualquer fase da vida profissional, leitoras do Superela tem desconto de 10% usando o cupom “SUPERELA2016”.

Eu descobri durante os anos de trabalho, avaliações de desempenho e autoconhecimento, que as coisas que não me dão tesão são ligadas as atividades metódicas, rotineiras e cheias de detalhes. Gosto de atividades mais generalistas e que me permitam enxergar de forma holística todo o processo, sem precisar aprofundar no bit (como se diz em TI).

Mas apesar disso precisava fazer trabalhos com muitos detalhes, então eu recorria sempre a ajuda dos colegas. Pedia a alguém de confiança uma revisão do que era muito crítico antes das entregas. E lógico me oferecia para atividades que ele precisasse fazer, mas que eu poderia atender enquanto ele faria minha revisão. E assim criei formas de mitigar ou eliminar alguns gaps para seguir evoluindo em minha carreira e ter mais motivação no trabalho.

Chegar a um cargo de gestão requer que outros degraus tenham sido alcançados antes, por isso é preciso estabelecer diretrizes pessoais. No meu caso eu decidi abrir mão de muitas coisas quando fui promovida a assessora. Mudei de estado, mudei de equipe, deixei minha família e amigos no Rio de Janeiro e parti rumo ao Rio Grande do Sul. Mas levei comigo todos os valores que aprendi com meus pais e educadores.

Tomei as rédeas da minha carreira e fui até onde é possível dentro do ambiente corporativo. Mas em 2012 o tesão por ter meu próprio negócio falou mais alto e abri a minha empresa. Essa coisa do desafio, do desconhecido e das oportunidades que você precisa abrir dão um certo frisson ao dia a dia.

Isso não significa que todos ao perderem o tesão pelo que fazem precisem abrir um negócio próprio, mas deve entender o que o fez perder a motivação. Sempre que estou gerindo um time, quero entender o que cada membro da equipe anseia na sua carreira, o que o motiva, o faz levantar de manhã e ir rumo a mais um dia na empresa. Sabendo o que é, posso estimular esse funcionário com desafios e atividades que alimentem esse tesão.

Se você não entender o que o fez perder o tesão, não poderá discutir com seu companheiro para mudar as coisas e recuperar o tesão. Com o seu trabalho é a mesma coisa, se você não entender o que te perder o tesão, como irá recuperar ou pedir ajuda. Tem muitas pessoas que conversam comigo, dizendo estar desanimadas, mas não conseguem explicar porque.

Sem saber ao certo o que te fez perder o tesão pelo que você faz, como vai saber quando encontrar outro trabalho igual que não vai dar certo? É bem simples, como quando você está com o cara e descobre que perdeu o tesão porque ele não cheira bem, então você vai em busca de outro cara que tenha um perfume melhor. Ou você repete o mesmo erro e encontra outro que cheira mal?

Sabendo o que não funcionou numa empresa, projeto ou equipe. Na próxima entrevista ou oportunidade, você questionará melhor antes de aceitar noivar (assinar o contrato de trabalho). Às vezes, você terá de encarar a realidade e terminar a relação. Partir para outra e seguir adiante. Sabe aquela máxima de figurinha repetida não preenche o álbum, isso também vale para a carreira.

Pense nisso que te falei para recuperar a motivação no trabalho e se quiser uma força para conhecer mais, definir seu planejamento e ter uma boa estratégia de marketing pessoal, aproveite a oportunidade e venha para um dos meus grupos de coaching online: o Agile Coaching e o Carreira Ativa, lembrando que leitoras do Superela tem desconto de 10% usando o Cupom “SUPERELA2016”!

Imagem: Pinterest

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