Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










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Lembra quando aquele vídeo da Pabllo Vittar causou polêmica porque as pessoas pareciam não entender o porquê de usar camisinha? E muitos dos comentários falavam só que ‘a Pabllo não podia engravidar’, por isso não tinha motivo para ela fazer uso do preservativo durante o sexo? Pois bem, a gente achou bem preocupante esse nível de falta de informação sobre a camisinha, por isso, achamos essencial reforçar a sua importância, tão próximo do Carnaval.

Vamos lá? Fizemos uma lista com motivos para você manter em mente toda vez que for transar (e principalmente se estiver no meio da folia, ok?):

1.Ela evita troca de fluídos

Segundo o Dr. Rodrigo Garcia D’Aurea, médico da família e comunidade, da clínica A Morada de Saúde Integral, usar camisinha é essencial porque essa é a única forma de evitar a troca e contato de fluídos entre duas pessoas durante a relação sexual. “Além de evitar uma gravidez indesejada, ainda protege você contra doenças sexualmente transmissíveis, como sífilis, HIV ou hepatites”, diz ele.

2.Ela deve ser usada também para o sexo oral

Sim, é isso mesmo que você leu. A gente acredita que a camisinha deve ser usada só no sexo com penetração, porque, na nossa cabeça, a principal função do preservativo é evitar a gravidez indesejada. Porém, o seu papel mais importante é barrar a transmissão de doenças, e por isso também deve ser usada no sexo oral ou em qualquer tipo de interação sexual em que haja troca de fluídos ou secreções sexuais de maneira geral – já que essa troca é a responsável pela contaminação de ISTs (as Infecções Sexualmente Transmissíveis).

3.Usar camisinha feminina tem suas vantagens

De acordo com o Dr. Rodrigo, a camisinha feminina tem exatamente o mesmo efeito que a masculina (previne contra doenças e serve como um método contraceptivo, que evita a gravidez). O legal é que ela tem uma vantagem em relação à camisinha convencional, que pode inclusive ser mais um motivo para o seu uso se tornar comum: “A vantagem é que ela pode ser colocada antes do ato sexual em si, evitando aquele momento de ‘pausa para colocar a camisinha’ durante as preliminares”, explica.

4.É preciso atenção ao colocá-la

Muita gente se confunde na hora de colocar uma camisinha e, por isso, acaba descartando o seu uso. Em relação à versão masculina, o truque é prestar atenção ao reservatório no final da camisinha (aquela ‘pontinha’ que fica saltada quando você abre o pacote). Esse reservatório deve ser apertado enquanto o preservativo é desenrolado sobre o pênis, de forma que existe um espaço ali para a ejaculação. Em resumo, são dois movimentos: segurar a ponta e desenrolar.

Com a camisinha feminina, o mais importante é perceber se o anel externo está cobrindo a vulva (ou seja, a região da vagina + saída da uretra), de modo que o pênis não entre no canal vaginal pelo lado, contornando o preservativo. Em qualquer um dos casos, é preciso um pouco de paciência e cuidado para que a colocação seja feita da maneira correta, ok?

5.50% das mulheres não usam por causa do parceiro

Uma pesquisa liberada no final de 2016 revelou que mais de 50% das mulheres não usam o preservativo por resistência do parceiro. O cara prefere não usar camisinha por muitos motivos (um deles é que o homem não se sente responsável por evitar uma gravidez, colocando essa responsabilidade exclusivamente nos ombros da mulher), e a parceira cede por medo de perder o relacionamento. O nosso trabalho é incentivar você a mudar essa mentalidade, porque a camisinha é essencial para que você se mantenha saudável e não fique exposta à doenças como a sífilis e a aids.

6.Algumas infecções cresceram 603% em seis anos

SEISCENTOS E TRÊS PORCENTO. Essa é a estimativa de aumento dos casos de sífilis no Brasil, segundo a Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, nos últimos seis anos. Tudo isso, por transmissão sexual. O motivo? Os jovens estão criando o hábito de não usar camisinha durante o ato sexual, o que aumenta o número de doenças. Por aqui, apenas casos de HIV e sífilis em gestantes e bebês são notificados ao Ministério da Saúde, por isso, não existem dados concretos do quanto, no geral, a transmissão de doenças está aumentando no país.

Ainda assim, sabe-se que 52% dos brasileiros nunca ou raramente usam preservativos – mais da metade da população do país (que já chegou ao patamar de 207 milhões, de acordo com o IBGE) transa sem camisinha regularmente. Não dá nem para imaginar o nível de transmissão de doenças, levando em consideração esses números. “O avanço dos tratamentos de boa parte das doenças sexualmente transmissíveis fez com que várias delas fossem vistas como ‘banais’ – como sífilis ou gonorreia – e outras tiveram a qualidade e tempo de vida de seus portadores largamente melhorada – como HIV – tirando o senso de ‘urgência’ que esses diagnósticos tinham, e desaparecendo um pouco do imaginário popular. São doenças que diminuíram sua participação na mídia e na cultura, e acabaram sumindo da preocupação das pessoas”, diz o Dr. Rodrigo.

Em termos mais fáceis de entender: por conta do baixo custo de tratamento e da facilidade em encontrá-lo, as pessoas perderam a preocupação em evitar contrair esse tipo de infecção sexualmente transmissível e o uso da camisinha ficou de lado.

7.Qualquer pessoa pode pegar uma IST

Infelizmente, ainda existe o mito de que apenas pessoas promíscuas (entenda: mulheres que dormem com muitos homens) e homossexuais estão suscetíveis a esses males. Mas isso não é verdade: qualquer pessoa pode apresentar os sintomas de uma IST, basta fazer sexo sem camisinha. Aliás, uma pesquisa feita pelo Ministério da Saúde há alguns anos determinou que 10 milhões de brasileiros já apresentaram algum sintoma de infecção sexualmente transmissível (como verrugas ou corrimentos nos órgãos genitais) – o que significa que você percebeu os sinais de que algo estava errado, não fez os exames que determinam um diagnóstico e buscou o tratamento correto, continuou transando sem camisinha e, muito provavelmente, passou a sua infecção para mais alguém.

No fim do dia, tudo não passa de uma questão de cuidado – com você mesma e com o outro. Por mais que o maior medo entre as mulheres seja uma gravidez indesejada (o que explica o alto índice de consumo das pílulas do dia seguinte), é preciso manter em mente que a gravidez não é o único resultado do sexo desprevenido: existem doenças que não têm cura que são transmitidas pelo sexo e outras que podem evoluir para quadros de saúde mais sérios – o HPV, por exemplo, é um dos maiores causadores do câncer de colo de útero em mulheres.

Para isso, é preciso fazer uma reversão de pensamento: vale a pena ficar doente por alguns minutos de prazer? Se você parar para olhar com atenção, a resposta é um sonoro ‘não’. A sua saúde e integridade física não valem as consequências de alguns minutos a dois na cama – ainda mais se esses minutos forem com uma pessoa que você conheceu durante uma festa de Carnaval e que provavelmente não vai ver mais.

Resumo da ópera: use camisinha SEMPRE. Se o seu parceiro não quiser, diga que faz questão e seja firme. Se ele insistir em não usar, melhor considerar se vale mesmo transar com alguém que não pensa na própria saúde e na da pessoa com quem vai se deitar. No mais, lembre-se que você pode, sim, andar com uma camisinha na bolsa e garantir que você estará sempre protegida, independentemente da situação.

E não esqueça: caso perceba qualquer tipo de sintoma não usual (como uma verruga, ardência na hora de fazer xixi, secreção ou corrimento de coloração amarelada), busque um médico imediatamente e peça pelos exames de ISTs, para começar o tratamento o mais rápido possível, ok?

 

Foto de capa: Pexels


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