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Já passava das 3h da manhã quando eu acordei atônita, buscando preencher a sensação de vazio que havia em mim naquela noite. Olhei para o lado e percebi que havia um braço ao meu redor, um corpo e um rosto de uma mulher que eu sequer me lembrava de conhecer.

Sua pele estava marcada por mãos e batom, “Chave do meu ponto G” tocava baixinho ao fundo, embalando a noite que se fazia tão linda e sedutora.

Eu e ela, a mulher desconhecida eleita para uma foda.

Tínhamos bebido mais que habitual naquela noite, talvez por isso eu estivesse com tanta dificuldade para entender aquele rosto. A sobriedade às vezes era uma dádiva.

Já era dia e o Sol já estampava no céu quando ela acordou buscando por um chamego meu. O carinho que eu não podia dar, suplicando que eu fosse além, bem mais do que eu poderia me doar.

Não queria parecer uma canalha, sabe? Eu me lembro de ter dito a ela para ir com calma. “Baby, eu sou uma mulher louca, não queira me amar”, eu lhe dizia, mas ela só entendia o que queria.

Pobre mulher da bunda empinada, custou um certo esforço até que eu conseguisse me levantar e deixar ela lá, aberta para mim.

Nunca entendi o que de fato me faltava, eu tinha uma mulher sedenta pelo meu amor, toda ao meu dispor. Tinha um emprego estável, dinheiro para gastar e amigos para dividir a vida. O que mais eu poderia querer? Era estranho como por vezes o vazio ainda se fazia presente em mim, deixando instalar em meu peito a sensação de solidão.

Na cozinha, eu pensava em voltar para aqueles seios rosados, vez ou outra caramelados, beijar aqueles lábios gostosos e me afogar naquele sexo. Não podia negar que também a queria, ao menos naquele momento, eu a queria.

Aos poucos, minha memória voltava a cooperar, e aquele rosto já não era tão desconhecido assim. Eu sabia que aquele cabelo loiro, com cheiro de camomila era familiar.

Do cômodo distante eu me perguntava o que se passava na cabeça dela naquele momento, o que a fez ir para casa comigo. Depois de tanto tempo, éramos estranhas uma para a outra. “Acho que essa noite foi mais significativa do que eu consigo me lembrar”, eu quase dizia em voz alta.

Ela era linda. Era de verdade uma das coisas mais lindas que meus olhos já tinham visto. E aquela visão então? Ela esparramada na minha cama, me olhando com aquela cara safada, fazendo contraste com a voz doce de quem só quer um colo. Naquele momento, eu já não tinha certeza de mais nada.

O quarto todo cheirava a sexo. No ar, o clima era de puro tesão.

Como pode essa mulher ser o próprio diabo com essa cara de anjo?“, eu me perdia pensando.

Sem nenhum traço de relutância eu voltei para a cama, enquanto me sentia sendo devorada por aqueles olhos que, sem pudor algum me despiam.

Novamente em seus braços, eu me sentia fora de órbita. Quando nossos corpos nus se encontravam, eram como se dois planetas tivessem colidido, causando o novo Big Bang.

Potência máxima, silenciando a tudo e a todos.

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